O ano de 2026 promete ser desafiador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente por coincidir com o período eleitoral e a necessidade de manter a popularidade em alta. Entre os principais pontos de atenção está a política fiscal do governo, conduzida pela equipe econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Especialistas avaliam que o governo chegará a 2026 com uma situação fiscal complicada. Além de enfrentar uma meta de resultado primário considerada “desafiadora”, segundo a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a gestão federal dependerá de diversas vitórias políticas e econômicas para conseguir equilibrar as contas públicas.
A meta fiscal estabelecida para 2026 prevê um superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 34 bilhões, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que, se o governo alcançar o equilíbrio das contas públicas — déficit zero — poderá considerar a meta cumprida. No entanto, o cenário indica que alcançar esse objetivo não será uma tarefa simples.