Suprema Corte dos EUA barra tarifas de Trump e reacende disputa comercial global
Na Mídia
A Suprema Corte dos Estados Unidos declarou ilegal a imposição de tarifas globais pelo presidente Donald Trump sobre produtos importados, entendendo por seis votos a três que ele excedeu sua autoridade ao usar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A decisão ocorreu após empresas americanas e 12 estados alegarem prejuízos. Em resposta, Trump acionou a Seção 122 da Lei do Comércio, que permite tarifas por até seis meses, e anunciou nova taxa global de 10%.
A professora Letícia Rizzotti afirmou que a decisão impõe novos limites ao principal instrumento de pressão política do presidente e que as cobranças não serão extintas, mas passarão a ter maior controle. Para o economista Sandro Maskio, professor de economia da Strong Business School, a retirada de sobretaxas de até 40% sobre mais de 230 produtos agrícolas brasileiros pode aumentar a competitividade nacional. “Pode estimular o aumento da demanda e ampliar o volume exportado. Os efeitos práticos não serão imediatos. É provável que haja um período de ajuste, no qual exportadores e importadores revisarão contratos, estratégias comerciais e decisões logísticas antes que se observe um crescimento mais consistente nas vendas externas.” Ele também destaca que setores como vestuário, eletrônicos, brinquedos e o setor automobilístico nos Estados Unidos, além de siderurgia, máquinas, motores, pneus, calçados e móveis no Brasil, tendem a ser beneficiados.