O Poder do Marketing Digital: Oreo no Super Bowl 2013 – O tuíte feito durante o apagão ...
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O Poder do Marketing Digital: Oreo no Super Bowl 2013 – O tuíte feito durante o apagão

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No apagão do Super Bowl de 2013, a Oreo publicou “You can still dunk in the dark” e teve 15 mil retuítes em uma hora. Veja o que o caso ensina.

Em 3 de fevereiro de 2013, durante o Super Bowl XLVII, um apagão interrompeu o jogo por 34 minutos no estádio Superdome, em Nova Orleans. Enquanto as luzes estavam apagadas, a marca de biscoitos Oreo publicou no Twitter uma imagem com a frase “You can still dunk in the dark” (“você ainda pode mergulhar no escuro”). A publicação teve quase 15 mil retuítes e 20 mil curtidas no Facebook em uma hora, em uma noite em que 30 segundos de comercial na TV custavam 4 milhões de dólares.

O episódio é citado como o momento que consolidou o marketing em tempo real, e continua sendo um caso obrigatório para quem segue a carreira de analista de marketing digital.

O que aconteceu no Super Bowl de 2013?

O Super Bowl XLVII foi disputado entre Baltimore Ravens e San Francisco 49ers no Mercedes-Benz Superdome. Quando faltavam 13 minutos e 22 segundos para o fim do terceiro quarto, parte da iluminação do estádio se apagou. A causa foi uma falha de equipamento: um relé recém-instalado desarmou. A partida ficou parada por 34 minutos e terminou com vitória dos Ravens por 34 a 31.

O jogo teve audiência média estimada em 108,69 milhões de espectadores nos Estados Unidos. Durante mais de meia hora, essa multidão ficou sem jogo para assistir e com o celular na mão.

O que a Oreo publicou?

Uma imagem simples com a frase “You can still dunk in the dark”. “Dunk” é o gesto de mergulhar o biscoito no leite, hábito associado à marca. A piada ligava o apagão ao produto em cinco palavras.

A peça foi criada pela equipe de marketing da Oreo com as agências 360i e The Community. O resultado em uma hora:

  • quase 15 mil retuítes;
  • 20 mil curtidas no Facebook.

A ação ganhou depois a votação dos leitores da revista Adweek entre os eventos de marketing do ano.

Por que um tuíte ficou mais famoso que os comerciais?

Por três razões que se somam:

  1. Momento. A publicação saiu enquanto o apagão ainda acontecia. Uma hora depois, a mesma piada não teria efeito.
  2. Pertinência. A frase só fazia sentido para aquela marca. “Mergulhar no escuro” fala do biscoito e do estádio ao mesmo tempo.
  3. Contraste de custo. Os anunciantes da TV pagaram 4 milhões de dólares por 30 segundos, valor recorde na época. O tuíte foi publicado em um canal próprio da marca.

O terceiro ponto alimentou a lenda de que a Oreo “venceu o Super Bowl de graça”. A leitura é exagerada, e a seção seguinte explica por quê.

O tuíte foi improviso?

Não. Uma resposta publicada em minutos, com imagem pronta e aprovação da marca, só é possível quando a estrutura já está montada. A peça saiu de um trabalho conjunto da equipe da Oreo com duas agências, feito durante o jogo.

Isso muda a lição do caso. A velocidade não veio de uma pessoa esperta com acesso à senha do Twitter. Uma resposta assim pressupõe três condições montadas antes do apito inicial:

  • ter criação, mídia e cliente reunidos e disponíveis durante o evento;
  • ter quem aprove no mesmo ambiente de quem cria;
  • ter definido antes o tom da marca, para não discutir estilo na hora.

O custo, portanto, não foi zero. Foi o de manter profissionais de plantão em uma noite de domingo. Continua sendo muito menor que 4 milhões de dólares, e essa é a comparação honesta.

Quais são os limites do marketing em tempo real?

Um observador citado sobre o episódio afirmou que ele “consolidou a viabilidade e a necessidade do marketing em tempo real”. A frase merece um contrapeso, que os números do próprio caso fornecem.

Quase 15 mil retuítes são muito para uma publicação de marca e pouco diante dos 108,69 milhões de espectadores do jogo. O alcance direto do tuíte foi pequeno perto da audiência da TV. A fama da ação vem mais da repercussão posterior, como o prêmio da Adweek, do que do número de pessoas que a viram naquela noite.

O analista precisa separar as duas coisas ao medir uma ação: o engajamento imediato e o valor de reputação que vem depois. O segundo não se planeja com precisão.

Quem é a Oreo?

O biscoito Oreo foi lançado em 1912 pela Nabisco e hoje pertence à Mondelez International. A marca se apresenta como o biscoito mais vendido do mundo. Tinha 101 anos na noite do apagão, o que desmonta a ideia de que agilidade digital é coisa de empresa jovem.

O que o caso Oreo ensina a quem quer trabalhar com marketing digital?

Ensina que rapidez é resultado de processo. O tuíte saiu depressa porque alguém havia definido, com antecedência, quem cria, quem aprova e qual é o tom.

Ensina também a medir com honestidade. Um analista de marketing digital que apresenta a ação à diretoria deve mostrar os dois números lado a lado: os 15 mil retuítes em uma hora e a audiência de 108,69 milhões que estava disponível. A diferença entre eles é o espaço que a mídia paga ainda ocupa. Formação, rotina e remuneração da área estão na página de Analista de Marketing Digital do Guia de Carreiras.


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