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Guia de Carreiras - Strong

Elemento de design

Um guia completo sobre a carreira do
Contador

Também conhecido como: Contabilista
Controller
Analista Contábil

O Contador é o profissional responsável por registrar, analisar e interpretar as informações financeiras de uma organização, garantindo conformidade legal, saúde fiscal e embasamento para decisões estratégicas. É uma das carreiras com maior empregabilidade e estabilidade do mercado brasileiro.

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Guia de Carreiras
Salários de até +
R$ 15.000

Qual é a importância de um Contador?

Conheça um pouco sobre Phil Knight: analista contábil e fundador da Nike

Embora seja lembrado como empreendedor, Knight formou-se em Ciências Contábeis pela University of Oregon e chegou a trabalhar como contador antes de criar a Nike. Na época, a Nike importava tênis do Japão e os revendia nos Estados Unidos. O problema era que os fornecedores exigiam pagamento antes, enquanto os clientes pagavam depois. Isso criava uma constante falta de dinheiro para crescer. Em vez de buscar crescimento descontrolado, Knight utilizou princípios financeiros rigorosos para controlar estoques com precisão e fazer a gestão do fluxo de caixa diariamente. O resultado todos nós conhecemos, a Nike saiu de uma pequena distribuidora de tênis para se tornar uma das maiores marcas do mundo, com valor de mercado de centenas de bilhões de dólares. O próprio Knight relata em seu livro que a compreensão profunda dos números foi decisiva nos primeiros anos da empresa.

Saiba tudo sobre a carreira de Contador(a)!

Neste artigo você encontrará os seguintes assuntos:

Apresentação

Existe uma cena que acontece em quase toda empresa brasileira, todo mês, sem exceção: alguém precisa saber se o negócio está dando lucro ou prejuízo, se a empresa tem dinheiro suficiente para pagar os fornecedores, se os impostos foram recolhidos corretamente e se os sócios podem ou não retirar pro-labore. Quem responde a essas perguntas com precisão, segurança e responsabilidade legal é o Contador.

A Contabilidade é a linguagem dos negócios. Assim como você não consegue ler um texto sem saber o alfabeto, não consegue entender a saúde financeira de uma empresa sem entender contabilidade. O Contador é quem domina esse idioma — e quem traduz os números para que os donos, diretores, investidores e o próprio governo possam tomar decisões informadas.

No Brasil, a profissão é regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pelos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs) de cada estado. Para exercer legalmente a profissão e assinar como Contador, é obrigatório passar no Exame de Suficiência do CFC e obter o registro no CRC. Esse exame, com taxa de aprovação nacional historicamente abaixo de 30%, é um filtro severo — e também um diferencial para quem passa.

A forte regulação da profissão não é burocracia à toa: o Contador assina documentos que têm força legal, que embasam declarações de impostos, que certificam balanços para credores, que sustentam processos judiciais. A responsabilidade é real — e o mercado paga por ela.

Contabilidade: uma ciência com mais de 500 anos de história — e ainda indispensável

A contabilidade moderna nasceu em 1494, quando o frei franciscano Luca Pacioli publicou o método das partidas dobradas — o princípio pelo qual cada transação financeira tem um débito e um crédito correspondente, que se equilibram. Mais de 500 anos depois, esse princípio ainda é a espinha dorsal de toda a contabilidade mundial, do mais simples escritório de contabilidade à mais sofisticada multinacional.

Isso diz algo profundo sobre a profissão: ela é, ao mesmo tempo, muito antiga e muito atual. Antiga porque seus princípios fundamentais resistem a séculos de transformação econômica. Atual porque o ambiente em que ela opera — legislação tributária, normas internacionais, tecnologias de automação, exigências de ESG, regulação financeira — muda constantemente e exige atualização permanente.

O Contador que entende essa dualidade — profissão com fundamentos sólidos e ambiente em transformação acelerada — está bem posicionado para construir uma carreira longa, relevante e bem remunerada.

A contabilidade no contexto do mercado brasileiro

O Brasil tem uma particularidade que torna o Contador ainda mais estratégico aqui do que em outros países: a complexidade tributária. Com mais de 90 tributos diferentes, uma legislação que muda com frequência e obrigações acessórias como SPED, EFD-ICMS/IPI, EFD-Contribuições, eSocial, DCTF, ECF e dezenas de outras siglas que fazem parte do cotidiano do profissional, a contabilidade no Brasil exige um nível de especialização e atualização que tem poucos paralelos no mundo.

Essa complexidade é, paradoxalmente, uma das maiores proteções que a carreira tem contra a automação e o desemprego. Sistemas podem automatizar lançamentos padronizados, mas a interpretação da legislação, o planejamento tributário estratégico e a responsabilidade legal de assinar uma declaração fiscal continuam sendo domínio exclusivo do profissional habilitado.

O que o Contador faz que ninguém mais pode fazer

Existe uma diferença fundamental entre a carreira do Contador e muitas outras profissões de gestão: o Contador tem poderes legais exclusivos. Somente o profissional registrado no CRC pode assinar a Escrituração Contábil Digital (ECD), os demonstrativos financeiros auditados, os laudos de perícia contábil e uma série de documentos com força legal que empresas, bancos, investidores e tribunais reconhecem e exigem.

Isso cria uma barreira de entrada que protege o mercado do Contador de um jeito muito concreto. Qualquer pessoa pode aprender a usar um software de gestão financeira. Qualquer empreendedor pode entender o básico de fluxo de caixa. Mas ninguém pode assinar um balanço patrimonial auditado, emitir um laudo pericial ou representar uma empresa perante a Receita Federal em questões contábeis — exceto o Contador habilitado.

Esse poder exclusivo é especialmente importante quando as apostas são altas. Uma empresa buscando crédito bancário vai apresentar balanços assinados por Contador. Uma empresa entrando em processo de fusão precisa de due diligence contábil conduzida por profissional habilitado. Um processo judicial com disputa patrimonial exige laudo de Perito Contador. Em todos esses momentos críticos, o Contador é insubstituível.

O Contador que a nova economia precisa

A transformação digital está mudando a contabilidade — mas não no sentido de torná-la menos necessária. Pelo contrário: à medida que as empresas geram mais dados financeiros, em mais sistemas, em mais velocidade, a necessidade de um profissional que dê sentido a tudo isso cresce junto.

O Contador do futuro — na verdade, o Contador de hoje, já em 2025 — precisa ter fluência digital. Isso não significa saber programar. Significa saber usar bem os sistemas de ERP, entender como configurar as integrações entre plataformas financeiras, saber extrair e interpretar dados contábeis em ferramentas de BI como Power BI e Tableau, e entender o impacto das novas modalidades de negócio (marketplace, SaaS, assinaturas, criptoativos) nas demonstrações financeiras.

O Contador que combina rigor técnico contábil com fluência digital e visão estratégica de negócios está no topo da demanda do mercado em 2025 e 2026 — e vai continuar estando nos próximos dez anos.

O que faz um Contador? Funções principais

O trabalho do Contador é mais variado do que a maioria das pessoas imagina. Longe de se limitar a “fazer o balanço no final do ano”, as funções abrangem desde o registro de cada transação financeira até o assessoramento estratégico da diretoria.

Escrituração contábil e elaboração de demonstrações financeiras

O registro sistemático de todos os atos e fatos que afetam o patrimônio da empresa é a função mais básica e fundamental da contabilidade. A partir desses registros, o Contador elabora as demonstrações financeiras: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) e Notas Explicativas. Esses documentos são a fotografia financeira da empresa — e o Contador é quem garante que a foto seja verdadeira.

Apuração e gestão de tributos

Calcular, apurar e recolher corretamente os impostos é uma das funções mais críticas e mais complexas da contabilidade brasileira. Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS, COFINS, ISS, ICMS, IPI — cada um com suas regras, alíquotas, obrigações acessórias e prazos. O Contador que domina a legislação tributária e consegue fazer planejamento fiscal legal, reduzindo a carga tributária dentro da lei, é um ativo de alto valor para qualquer empresa.

Auditoria interna e controles internos

Verificar a conformidade dos registros contábeis com as normas, identificar inconsistências e fraudes potenciais, avaliar os controles internos e recomendar melhorias — esse trabalho de auditoria pode ser realizado por Contadores na função de auditores internos (dentro da empresa) ou auditores independentes (de fora). A auditoria é uma das especialidades mais bem remuneradas e mais respeitadas da área contábil.

Elaboração de obrigações acessórias e entrega ao fisco

SPED Contábil, EFD-ICMS/IPI, EFD-Contribuições, eSocial, DCTF, ECF, DIRF, RAIS — são dezenas de obrigações acessórias que as empresas precisam entregar regularmente ao governo federal, estadual e municipal. O Contador é o responsável por garantir que todas essas informações sejam entregues corretamente e nos prazos. Um erro ou atraso nessas obrigações gera multas que podem custar muito caro para a empresa.

Controladoria e análise gerencial

O Controller — cargo que representa a evolução natural do Contador nas grandes empresas — é responsável por transformar as informações contábeis em ferramentas de gestão. Budget, forecast, análise de variância, custo por produto, margem de contribuição, indicadores de desempenho (KPIs financeiros) — essas análises ajudam a diretoria a entender para onde o dinheiro está indo e o que precisa mudar.

Perícia contábil

Quando um processo judicial envolve questões financeiras — disputas societárias, trabalhistas, cíveis, criminais com impacto patrimonial — o juiz frequentemente nomeia um Perito Contador para produzir um laudo técnico imparcial. A perícia contábil é uma das especialidades mais bem remuneradas da profissão e exige profundo conhecimento técnico, capacidade de investigação e comunicação clara.

Consultoria e assessoria empresarial

O Contador consultor assessora empresas em decisões como abertura de negócios, escolha do regime tributário mais vantajoso, reestruturação societária, fusões e aquisições, preparação para auditoria externa e abertura de capital. Nessa função, o Contador atua como parceiro estratégico da gestão — não apenas como guardião dos números.

Onde trabalha um Contador?

A demanda por Contadores é tão abrangente quanto a própria economia — toda organização que movimenta dinheiro precisa de contabilidade.

Escritórios de contabilidade (BPO Contábil): Atendem dezenas ou centenas de pequenas e médias empresas, cuidando de toda a contabilidade, folha de pagamento e obrigações fiscais de cada cliente. É a porta de entrada mais comum para Contadores recém-formados e um ambiente de aprendizado intenso pela variedade de clientes e situações.

Departamento contábil de empresas privadas: Empresas de médio e grande porte têm equipes internas de contabilidade. O Contador que trabalha no departamento contábil de uma empresa industrial, varejista ou de serviços tem foco mais profundo em um único negócio, com visão estratégica do setor específico.

Big Four e firmas de auditoria: Deloitte, PwC, KPMG e EY (Ernst & Young) são as quatro maiores firmas de auditoria do mundo — e grandes empregadoras de Contadores recém-formados no Brasil. Trabalhar em uma Big Four é desafiador e intenso, mas oferece formação técnica e exposição a clientes de primeira linha que é difícil de igualar em qualquer outro ambiente.

Mercado financeiro: Bancos, seguradoras, fundos de investimento, fintechs e gestoras de recursos empregam Contadores especializados em contabilidade bancária e de seguros — áreas com normas específicas (BACEN, SUSEP) e remuneração acima da média.

Setor público: Tribunais de Contas (TCU, TCEs), Receita Federal, BNDES, Banco Central, ministérios, secretarias estaduais e municipais de finanças — os órgãos públicos empregam Contadores por concurso, com estabilidade, plano de carreira e remuneração competitiva.

Terceiro setor e ONGs: Fundações, associações e organizações sem fins lucrativos precisam de contabilidade específica, com regras próprias para prestação de contas e captação de recursos. É um nicho de atuação crescente.

Empresas de tecnologia e fintechs: O crescimento das fintechs criou demanda por Contadores com conhecimento de contabilidade digital, criptoativos e regulação financeira inovadora. É um dos segmentos de atuação mais novos e promissores para Contadores com perfil tecnológico.

Empreendedorismo contábil: Abrir o próprio escritório é o sonho de muitos Contadores — e uma rota viável para quem tem domínio técnico, capacidade comercial e organização para gerir o próprio negócio. Escritórios de contabilidade são negócios com receita recorrente e baixo custo de instalação inicial.

Um dado que resume bem essa amplitude: segundo dados do CAGED de 2025/2026, o perfil mais recorrente do profissional de Contabilidade admitido no mercado formal é uma trabalhadora de 32 anos, com formação em Ciências Contábeis, que trabalha 44 horas semanais em empresas do segmento de escritórios de contabilidade ou apoio administrativo. Isso mostra um mercado com base ampla — mas também deixa claro que o profissional que investe em especialização, certificações e MBA consegue sair dessa faixa salarial padrão e alcançar posições muito mais bem remuneradas em setores de maior complexidade.

Quais as habilidades e competências necessárias para ser Contador?

A Contabilidade exige um perfil que combina rigor técnico com visão estratégica de negócios. O Contador de hoje não é apenas quem fecha o balanço — é quem interpreta os números e transforma informação em decisão.

Soft skills

  • Organização
  • Comunicação
  • Pensamento analítico
  • Ética e integridade

Hard skills

  • Interpretação de indicadores de mercado
  • Domínio de ERPs e softwares correlatos
  • Legislação
  • Análise de demonstrações financeiras

Formação e qualificações recomendadas para Contadores

Bacharelado em Ciências Contábeis

A graduação em Ciências Contábeis, com duração de quatro anos, é a base obrigatória da carreira. O currículo abrange contabilidade financeira, gerencial e tributária, auditoria, perícia, análise das demonstrações financeiras, legislação fiscal e societária, além de disciplinas de administração e economia que complementam a formação.

A qualidade da instituição importa muito nesse curso — especialmente por causa do Exame de Suficiência do CFC, que precisa ser aprovado para exercer a profissão. A média nacional de aprovação é historicamente baixa, abaixo dos 30%. A Strong Business School tem 86% de aprovação dos seus alunos no Exame de Suficiência — mais de três vezes a média nacional — e é reconhecida entre as cinco melhores faculdades de Ciências Contábeis do Estado de São Paulo pelo ENADE-MEC, com nota máxima (5). A coordenadora do curso é Doutoranda em Ciências Contábeis pela UFSC, Mestre pela UnB e tem experiência em grandes empresas como Google Brasil — um perfil que reflete o nível de preparação que os alunos recebem.

Exame de Suficiência e registro no CRC

Após a formatura, o Contador precisa ser aprovado no Exame de Suficiência do CFC e registrar-se no CRC do seu estado para poder exercer legalmente a profissão. O exame é aplicado duas vezes por ano e abrange todas as grandes áreas da Contabilidade. Sem esse registro, o profissional não pode assinar documentos como Contador — o que limita muito o mercado de trabalho disponível. Portanto, a preparação para o exame começa na graduação e é um investimento que vale cada hora de estudo.

Especializações e Pós-graduação

Para quem quer avançar mais rápido na carreira após a graduação, as especializações mais procuradas por Contadores incluem:

  • Controladoria e Finanças Corporativas
  • Auditoria e Compliance
  • Tributação e Direito Tributário
  • Gestão Contábil e Perícia
  • Contabilidade Internacional (IFRS)
  • Gestão Financeira Estratégica

MBA: o salto para posições de liderança

O Contador que quer alcançar posições de Gerente, Controller ou CFO precisa ampliar sua visão além da técnica contábil — e o MBA é o instrumento mais eficiente para isso. O MBA desenvolve liderança, estratégia, finanças corporativas e visão integrada de negócios, que são as competências que distinguem o Contador que assina o balanço do executivo financeiro que decide o futuro da empresa.

MBA FGV em Gestão: Finanças, Controladoria e Auditoria, disponível na Strong Business School, é o programa mais diretamente alinhado à carreira do Contador que quer crescer. O currículo abrange contabilidade financeira, tributária e gerencial, governança corporativa, gestão de riscos, auditoria, compliance e ferramentas de controladoria — com a chancela da Fundação Getulio Vargas e professores com experiência em Big Four, grandes bancos e multinacionais.

Certificações que diferenciam o Contador

  • CRC ativo (registro obrigatório): Pré-requisito para exercer a profissão. Exige aprovação no Exame de Suficiência do CFC e renovação periódica.
  • CPA (Certified Public Accountant): Certificação americana da AICPA, muito valorizada em multinacionais e empresas com operações nos EUA. É exigida em algumas posições de Contador em empresas de capital aberto com ADRs na bolsa americana.
  • CIA (Certified Internal Auditor): Para Contadores que querem se especializar em auditoria interna. Certificação do IIA (Institute of Internal Auditors), reconhecida mundialmente.
  • IFRS Certificate (ACCA ou ICAEW): Para quem quer trabalhar com normas internacionais de contabilidade em multinacionais ou firmas de auditoria global.
  • Especialização em SPED e obrigações acessórias: Não é uma certificação formal, mas o domínio profundo das obrigações do SPED — EFD, ECF, ECD, eSocial — é uma das competências mais procuradas no mercado contábil brasileiro.

Salário médio e perspectivas de carreira do Contador

Salário médio

Júnior: R$ 3.500

Sênior: R$ 15.000+

A remuneração varia conforme região, porte da empresa e nível de experiência. Cargos de liderança e especializações elevam significativamente os valores. A progressão típica acontece em etapas.

A remuneração na carreira contábil varia bastante conforme a especialidade, o porte da empresa, a região e o nível de experiência — mas os dados mais recentes mostram um mercado que remunera consistentemente bem profissionais habilitados e especializados.

Segundo dados do CAGED (Ministério do Trabalho) de 2026, o salário médio de Contador no Brasil é de aproximadamente R$ 5.317 mensais, com faixa típica entre R$ 2.584 e R$ 8.961. Para referência comparada por cargo e senioridade:

CargoFaixa salarial mensalPerfil típico
Assistente / Auxiliar ContábilR$ 2.000 – R$ 3.500Início de carreira, estudando ou recém-formado
Analista Contábil JúniorR$ 3.500 – R$ 5.5000 a 3 anos, CRC ativo
Analista Contábil Pleno / ContadorR$ 5.000 – R$ 8.0003 a 6 anos de experiência
Coordenador de ContabilidadeR$ 7.000 – R$ 11.0005.235 a 9.078 (dado CAGED 2026)
Auditor Sênior / Perito ContábilR$ 8.000 – R$ 15.000Especialização + certificações
Controller / Gerente de Contabilidade / CFOR$ 12.000 – R$ 35.000+10+ anos, grande empresa ou multinacional

Desafios e tendências para a carreira de Contador

Desafios que todo Contador vai enfrentar

A complexidade crescente da legislação tributária brasileira: O Brasil reforma partes do sistema tributário com frequência, mas a complexidade nunca diminui na mesma velocidade. A Reforma Tributária aprovada em 2023 e 2024, com a criação do IBS, CBS e Imposto Seletivo em substituição a vários tributos, é a maior mudança no sistema fiscal em décadas — e vai exigir atualização intensa de toda a classe contábil ao longo dos próximos anos de implementação.

A pressão por prazos e a carga de trabalho: A vida do Contador é marcada por prazos que não podem ser perdidos — declarações fiscais, fechamentos contábeis, entrega de obrigações acessórias. Em determinados períodos do ano (especialmente no primeiro trimestre, com o fechamento do exercício), a pressão é alta e os erros têm consequências legais e financeiras. Aprender a gerenciar essa pressão é parte do amadurecimento profissional.

A responsabilidade legal e os riscos da profissão: O Contador assina documentos com força legal e pode ser responsabilizado civil e criminalmente por erros ou omissões dolosas. O profissional que negligencia essa responsabilidade — que assina sem verificar, que fecha os olhos para inconsistências — arrisca não apenas sua carreira, mas seu patrimônio pessoal. O Seguro de Responsabilidade Civil Profissional é cada vez mais recomendado.

A concorrência dos escritórios de contabilidade com preços baixos: O mercado de contabilidade para pequenas empresas é muito competitivo, com muitos escritórios oferecendo serviços básicos a preços muito baixos. Para se diferenciar nesse ambiente, o Contador precisa agregar valor real — consultoria tributária, análise gerencial, planejamento — e não apenas cumprir obrigações mínimas.

Tendências que estão transformando a profissão

Automação contábil e inteligência artificial: A automação já chegou à contabilidade — e veio para ficar. Softwares de OCR fazem lançamentos automáticos a partir de notas fiscais, IA categoriza transações, robôs preenchem obrigações acessórias. O Contador que teme essa transformação e a vê como ameaça está olhando para o lado errado. O que a automação elimina são as tarefas mecânicas e repetitivas de baixo valor — e o que ela libera é o tempo do Contador para fazer o que a IA não consegue: interpretar, aconselhar, planejar e decidir. O Contador que sabe usar as ferramentas de automação a favor da sua produtividade vai atender mais clientes com mais qualidade e cobrar mais por isso.

SPED e a contabilidade digital: O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) transformou a relação entre Contador e Fisco no Brasil. Hoje, o governo tem acesso em tempo quase real às informações fiscais e contábeis das empresas — o que significa que erros são detectados mais rapidamente e inconsistências são cruzadas automaticamente. Para o Contador, isso significa que o rigor técnico é mais importante do que nunca, e que a preparação e entrega das obrigações acessórias exige domínio das ferramentas digitais.

ESG e relatórios de sustentabilidade: A crescente exigência de transparência sobre o impacto ambiental, social e de governança das empresas está criando uma nova frente de trabalho para Contadores. Os relatórios GRI (Global Reporting Initiative), os relatórios integrados e os frameworks de divulgação de informações ESG precisam de profissionais com formação contábil para garantir precisão, comparabilidade e auditabilidade. O Contador especializado em relatórios ESG é um dos perfis mais buscados por grandes empresas e consultorias em 2025 e 2026.

Open Finance e criptoativos: O avanço do Open Finance, os ativos digitais e as operações com criptomoedas estão criando questões contábeis e tributárias completamente novas, para as quais ainda não há respostas definitivas na legislação. Contadores que se preparam agora para entender esse ambiente — como contabilizar criptoativos, como tratar fiscalmente transações em DeFi, como auditar smart contracts — terão uma vantagem de pioneiro num mercado que crescerá muito nos próximos anos.

Contador como parceiro estratégico do negócio: A tendência mais importante de todas não é tecnológica — é de posicionamento. O mercado está valorizando cada vez mais o Contador que sai do papel passivo de “quem registra o que aconteceu” e assume o papel ativo de parceiro estratégico que ajuda o empresário a tomar melhores decisões. Business Partner Financeiro, CFO as a Service para pequenas empresas, consultoria de gestão financeira — esses são os modelos de atuação que crescem, porque entregam valor real e diferenciado.

Conteúdos recomendados

Seja um Contador de sucesso! A Strong Business School te ajudará nessa caminhada

Se você está considerando a graduação em Ciências Contábeis, a escolha da faculdade vai impactar diretamente sua aprovação no Exame de Suficiência — o portão de entrada para a profissão. A Strong Business School tem 86% de aprovação nesse exame (mais de três vezes a média nacional de menos de 30%) e está entre as cinco melhores faculdades de Ciências Contábeis do Estado de São Paulo pelo ENADE-MEC. Isso não é marketing: é o número que importa para quem quer começar a carreira do jeito certo.

Se você já é formado e quer crescer para posições de Gerente, Controller ou CFO, o MBA FGV em Finanças, Controladoria e Auditoria disponível na Strong é o programa mais alinhado à sua trajetória. Com professores que têm currículo em Big Four, bancos de investimento e multinacionais, e com a chancela da FGV — a instituição de educação executiva mais respeitada do Brasil — você vai desenvolver exatamente o que o mercado procura em candidatos a posições de liderança financeira.

FAQ

Perguntas e respostas

Sim. Para exercer legalmente a profissão e assinar documentos como Contador, é obrigatório ser aprovado no Exame de Suficiência do CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e obter o registro no CRC (Conselho Regional de Contabilidade) do estado onde você atua. O exame é aplicado duas vezes por ano, tem abrangência nacional e cobre todas as grandes áreas da Contabilidade. A taxa de aprovação nacional é historicamente baixa — menos de 30% — o que reforça a importância de estudar numa instituição que prepare bem para esse desafio. A Strong tem 86% de aprovação dos seus alunos nesse exame.

O Contador é formado em nível superior (Bacharelado em Ciências Contábeis) e aprovado no Exame de Suficiência do CFC. O Técnico em Contabilidade tem formação em nível médio (curso técnico) e também precisa de registro no CRC, mas com registro diferente do Contador bacharel. O termo Contabilista é usado genericamente para se referir a ambos. Na prática do mercado de trabalho, quase todas as posições acima de auxiliar exigem o bacharelado e o registro de Contador. O técnico tem espaço principalmente em funções operacionais e em regiões onde a oferta de Contadores bacharéis é menor.

Não é o curso mais matematicamente exigente — não chegará perto do nível de cálculo de Engenharia ou Economia, por exemplo. O que é exigido é raciocínio lógico consistente, atenção ao detalhe e disciplina para memorizar muita legislação e normas. A matemática financeira e a estatística básica fazem parte do currículo, mas são acessíveis para quem tem interesse e disposição para aprender. O maior desafio do curso de Ciências Contábeis é a quantidade de conteúdo legal e tributário que precisa ser assimilado — o sistema fiscal brasileiro é complexo, e dominar as normas é trabalho constante.

Essa é uma das perguntas mais frequentes — e a resposta honesta é: a automação já substituiu, e vai continuar substituindo, as funções mais mecânicas e repetitivas da contabilidade. Lançamentos automáticos de notas fiscais, geração de obrigações acessórias, conciliação bancária automatizada — tudo isso já é feito por software. Mas o Contador que interpreta os resultados, faz planejamento tributário, audita demonstrações financeiras, pericia processos judiciais e aconselha empresários sobre decisões estratégicas não pode ser substituído por uma máquina. A automação é uma aliada, não uma ameaça — para quem souber usá-la. O Contador que abraça as ferramentas tecnológicas atende mais clientes com mais qualidade e ganha mais. O que vai sumir é o cargo de “digitador de lançamentos”, não o Contador.

As duas opções têm vantagens distintas, e a melhor escolha depende do seu perfil e objetivos. O escritório de contabilidade oferece variedade: você lida com vários clientes de setores diferentes, aprende muito rápido pela diversidade de situações e desenvolve generalismo técnico. É o ambiente ideal para os primeiros anos de carreira. A empresa (Contador interno) oferece profundidade: você conhece muito bem um negócio específico, tem visão de como as finanças se integram com as demais áreas e pode avançar para posições de gestão como Controller e CFO. Muitos Contadores fazem os primeiros anos em escritório para ganhar base técnica ampla, e depois migram para empresa para crescer na carreira de forma mais estruturada.

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