Guia de Carreiras - Strong
Um guia completo sobre a carreira do
Economista
O Economista é o profissional que analisa, interpreta e projeta o comportamento de mercados, finanças e políticas econômicas. Atua em bancos, consultorias, governo e empresas, sendo essencial para decisões estratégicas em cenários de incerteza.
Leia mais → Salário e Carreira
Qual é a importância de um Economista?
Há escassez de Economistas no Brasil — e o mercado está pagando bem por isso
Segundo o professor Sandro Maskio, da Strong Business School, há uma escassez real de economistas formados pelas faculdades brasileiras em relação à demanda do mercado. Enquanto outras profissões lidam com excesso de formados e competição acirrada por vagas, o Economista formado por uma boa instituição encontra um mercado relativamente aquecido e disposto a pagar salários acima da média. No Portal Salário (dados CAGED 2025/2026), a profissão se destaca entre as de maior formação exigida e maior salário típico — ficando no top 11% de remuneração entre mais de 2.600 ocupações monitoradas no Brasil. Isso não é coincidência: em um país de ciclos econômicos intensos, inflação persistente, juros altos e política fiscal complexa, o profissional que sabe ler e antecipar esse ambiente vira um ativo estratégico de qualquer organização.
Saiba tudo sobre a carreira de Economista!
Neste artigo você encontrará os seguintes assuntos:
Apresentação
Pense na última vez que você ouviu alguém dizer: “a inflação está comendo o meu salário”, “os juros estão altos demais”, “o dólar disparou”. Essas frases são o dia a dia de qualquer brasileiro. Mas entender por que isso acontece, o que vai acontecer a seguir e o que pode ser feito a respeito — isso é trabalho de Economista.
A Economia é, em essência, a ciência que estuda como as pessoas, empresas e governos tomam decisões diante de recursos escassos. É uma ciência ao mesmo tempo humana e quantitativa, filosófica e matemática, local e global. Por isso, ela está presente em praticamente todas as grandes decisões que moldam nossa vida: quanto custa o seu financiamento imobiliário, se sua empresa vai contratar ou demitir, se o governo vai aumentar ou cortar impostos, se o real vai valorizar ou desvalorizar.
O Economista é o profissional formado para navegar nesse ambiente — para colher dados, construir modelos, identificar padrões, projetar cenários e traduzir tudo isso em recomendações concretas. Ele pode estar analisando a política monetária do Banco Central, assessorando uma empresa multinacional na decisão de investir no Brasil, projetando a demanda de energia do país para os próximos 20 anos, ou avaliando o impacto econômico de uma nova legislação trabalhista.
É uma carreira para quem gosta de pensar. Para quem não se satisfaz com respostas simples para perguntas complexas. Para quem entende que o mundo é cheio de variáveis interconectadas e tem a paciência — e o prazer intelectual — de destrinchar essas conexões.
No Brasil, a profissão é regulamentada pelo Conselho Federal de Economia (COFECON) e pelos Conselhos Regionais de Economia (CORECONs). O registro é obrigatório para o exercício formal da profissão e é feito com o diploma de Bacharel em Ciências Econômicas.
Ciências Econômicas: uma das formações mais valorizadas — e menos numerosas
Existe uma assimetria interessante no mercado de trabalho brasileiro que trabalha a favor de quem escolhe Economia: o curso de Ciências Econômicas forma menos profissionais do que outros cursos de negócios — como Administração e Contabilidade — mas a demanda por Economistas qualificados é enorme, especialmente em setores de alta remuneração como o mercado financeiro, as consultorias e o setor público federal.
Isso cria uma situação de escassez favorável: enquanto outros graduados precisam se diferenciar em um mar de candidatos similares, o Economista formado por uma boa instituição já começa em vantagem na fila. E quando esse Economista adiciona uma especialização, um MBA ou uma certificação internacional, essa vantagem se multiplica.
A Strong Business School tem um dos cursos de Economia mais reconhecidos do Estado de São Paulo — nota máxima no ENADE-MEC, sendo o segundo melhor do Brasil em sua edição, e reconhecido entre as cinco melhores faculdades de Economia do Estado de SP. Alunos formados pela Strong atuam em bancos, consultorias, gestoras de recursos e órgãos públicos de todo o país, com salários que chegam a 65% acima da média nacional para formados em Economia.
O que o Economista faz de diferente — e por que isso importa
Existe uma confusão frequente entre o papel do Economista e o do Administrador ou do Contador. Todos trabalham com números. Todos lidam com dinheiro, em alguma medida. Mas a perspectiva é completamente diferente.
O Contador registra o que aconteceu — é o guardião da memória financeira de uma empresa. O Administrador organiza recursos para que as coisas aconteçam. O Economista projeta o que vai acontecer — e explica por quê. Ele trabalha no limite entre o passado, que fornece os dados, e o futuro, que precisa ser antecipado.
Quando uma empresa precisa decidir se vai abrir uma fábrica nova no Nordeste, o Economista é quem vai analisar o crescimento previsto do mercado consumidor da região, o custo de capital local, o impacto de possíveis mudanças tributárias e o cenário macroeconômico dos próximos cinco anos para dar uma resposta fundamentada. Quando um governo precisa calibrar a taxa de juros, é o Economista quem vai modelar o impacto dessa decisão sobre o crédito, o consumo, o emprego e a inflação.
Esse papel de antecipar consequências em sistemas complexos é o que torna o Economista insubstituível em momentos de incerteza — e o Brasil, como qualquer estudante de Economia aprende rapidamente, vive em estado de incerteza crônica. O que para a maioria das pessoas é fonte de ansiedade, para o Economista bem formado é território familiar de trabalho.
A dimensão humana da Economia
Tem um equívoco persistente sobre a Economia que vale desfazer: muita gente acha que é uma ciência fria, de números e gráficos, desconectada das pessoas. Nada mais distante da realidade.
A Economia estuda fundamentalmente o comportamento humano diante de escolhas — o que compramos, onde trabalhamos, quanto poupamos, como votamos, o que valorizamos. Por trás de cada curva de demanda há um consumidor tomando uma decisão. Por trás de cada indicador de desemprego há uma família sentindo o impacto no orçamento doméstico. Por trás de cada mudança na SELIC há um empresário recalculando se vai ou não contratar.
É justamente por isso que a Economia dialoga tão bem com outras áreas — com a Psicologia (na Economia Comportamental), com a Política (na Economia Política), com o Direito (na Análise Econômica do Direito), com a Sociologia (na Economia do Desenvolvimento) e com as Ciências Ambientais (na Economia Ambiental e do Clima). O Economista que entende essa dimensão humana do seu trabalho — que não perde de vista que por trás dos modelos há pessoas reais — é o que produz análises que realmente importam.
O que faz um Economista? Funções principais
As funções de um Economista variam bastante conforme o setor e o cargo — mas há um fio condutor em todas elas: transformar dados e teoria econômica em insights úteis para quem precisa tomar decisões.
Análise e projeção de cenários econômicos
O Economista coleta dados sobre variáveis como inflação, PIB, câmbio, emprego, taxa de juros e balança comercial, e usa modelos estatísticos para projetar como essas variáveis vão se comportar no futuro. Esse trabalho de análise de conjuntura é a espinha dorsal de muitas atuações — de bancos a empresas de varejo, passando por órgãos públicos.
Pesquisa e produção de relatórios técnicos
Relatórios de conjuntura, pareceres técnicos, notas de política econômica, estudos setoriais — o Economista documenta suas análises de forma rigorosa e acessível para diferentes públicos. Em bancos e corretoras, esses relatórios embasam decisões de investimento. Em consultorias, fundamentam estratégias de negócio. No governo, subsidiam políticas públicas.
Assessoria econômica e consultoria estratégica
Empresas que precisam decidir onde investir, como precificar produtos, se entrar em um novo mercado ou como estruturar uma fusão e aquisição buscam o Economista para subsidiar essas decisões com análise quantitativa e visão de mercado. Na consultoria, o Economista costuma trabalhar em projetos de duração limitada com alta complexidade técnica e remuneração acima da média.
Gestão de riscos e compliance econômico
Bancos, seguradoras e fintechs precisam de Economistas especializados em risco para modelar a probabilidade de inadimplência, avaliar a exposição cambial, simular choques de juros na carteira de crédito e garantir que as operações estejam dentro dos limites regulatórios. Com o avanço da regulação financeira no Brasil e no mundo, essa especialidade cresce em demanda a cada ano.
Formulação e avaliação de políticas públicas
No setor público, o Economista trabalha diretamente com governo, agências reguladoras e organismos multilaterais para desenhar, implementar e avaliar políticas econômicas. Reforma tributária, política habitacional, programa de transferência de renda, regulação de mercados — tudo isso passa pelo olhar técnico do Economista.
Docência e pesquisa acadêmica
Mestres e Doutores em Economia atuam em universidades, institutos de pesquisa, think tanks e organismos internacionais. Produzem conhecimento que alimenta tanto a academia quanto o debate público sobre política econômica. É uma rota menos imediata em termos financeiros, mas com grande prestígio intelectual e impacto de longo prazo.
Análise de investimentos e gestão de carteiras
No mercado financeiro, o Economista frequentemente se especializa em análise de ativos — ações, renda fixa, fundos imobiliários, commodities, câmbio. Gestoras de recursos, family offices e bancos de investimento são grandes empregadores de Economistas nessa função, especialmente quando combinada com certificações como a CFA ou ANBIMA CEA/CGA.
Onde trabalha um Economista?
A lista de lugares onde um Economista pode trabalhar é surpreendentemente longa — e diversa.
Bancos, corretoras e gestoras de recursos: O setor financeiro é o maior empregador privado de Economistas no Brasil. Banco Central, BNDES, Bradesco, Itaú, XP, BTG, Nubank, Kinea, Verde Asset — são apenas alguns exemplos de onde você encontra times inteiros de Economistas analisando mercados, gerindo carteiras e assessorando clientes em decisões de investimento.
Consultorias estratégicas e econômicas: McKinsey, Bain, BCG, Oliver Wyman, Tendências, LCA Consultores, IBRE/FGV — empresas que vendem inteligência econômica para governos e grandes corporações. A consultoria exige raciocínio rápido, comunicação impecável e resistência à pressão, mas remunera excepcionalmente bem.
Multinacionais e grandes corporações: Empresas do agronegócio, energia, telecomunicações, varejo e indústria empregam Economistas para análise de mercado, inteligência competitiva, pricing estratégico e planejamento financeiro. Holdings de grande porte chegam a pagar médias salariais acima de R$ 14.000 para economistas especializados.
Governo federal, estadual e municipal: Banco Central do Brasil, Tesouro Nacional, IPEA, Ministério da Fazenda, BNDES, CADE, ANEEL, ANS, ANATEL, TCU, Tribunais de Contas estaduais — há dezenas de carreiras públicas que buscam Economistas. Além da estabilidade, a remuneração de Economistas em cargos federais de alto nível é muito competitiva.
Organismos internacionais: FMI, Banco Mundial, BID, CEPAL, OCDE — para quem tem formação de excelência (geralmente mestrado ou doutorado em instituição de prestígio), os organismos internacionais oferecem oportunidades de trabalhar com as maiores questões econômicas globais, com remuneração em dólar ou euro.
Fintechs e empresas de tecnologia financeira: O crescimento explosivo do setor de fintechs no Brasil criou uma demanda nova por Economistas com habilidade em dados. Empresas como Nubank, Mercado Pago, PicPay, Creditas e centenas de startups financeiras buscam perfis que combinam rigor econômico com fluência em Python e análise de dados.
Institutos de pesquisa e think tanks: IBRE (FGV), IPEA, FIPE, CEBRI, Insper Policy Centre — centros de pesquisa que produzem análises econômicas que influenciam o debate público e as políticas governamentais. É uma atuação com grande visibilidade intelectual e impacto direto no país.
Imprensa e comunicação especializada: Jornais como Valor Econômico, Folha de S.Paulo, O Globo e portais financeiros como InfoMoney e Bloomberg Línea empregam Economistas como repórteres especializados, colunistas e analistas de mercado. A comunicação econômica de qualidade é cada vez mais valorizada.
Um dado que resume bem essa diversidade: segundo o Portal Salário, o cargo de Economista está no top 9% em formação exigida e no top 11% em salário típico entre mais de 2.600 ocupações monitoradas no Brasil. São duas dimensões que, juntas, descrevem bem o perfil da profissão: exige muito, mas recompensa à altura.
Quais as habilidades e competências necessárias para ser Economista?
A Economia exige uma combinação pouco comum de raciocínio analítico rigoroso com visão de mundo ampla. Não basta saber fazer cálculo — é preciso entender por que os números se comportam como se comportam e o que isso significa para quem precisa tomar uma decisão.
Soft skills
- Liderança
- Negociação
- Comunicação
- Pensamento analítico
- Tomada de decisão sob incerteza
- Atualização constante
Hard skills
- Gestão financeira
- Gestão de riscos
- Econometria e modelagem estatística
- Interpretação de indicadores de mercado
- Ferramentas de análise de dados
Formação e qualificações recomendadas para Economistas
Bacharelado em Ciências Econômicas
O ponto de partida é o curso de graduação em Economia (ou Ciências Econômicas), com duração de quatro anos. O currículo combina teoria econômica (micro e macro), matemática, estatística, econometria, finanças, história econômica e disciplinas aplicadas. A qualidade da instituição importa muito nesse curso — o rigor matemático e estatístico exigido pelas melhores empresas e programas de pós-graduação é alto, e uma formação fraca compromete a trajetória de carreira desde o início.
A Strong Business School oferece a graduação em Economia nas unidades de Santo André e Santos, com nota máxima no ENADE-MEC — segundo melhor do Brasil em sua edição — e uma das cinco melhores faculdades de Economia do Estado de São Paulo. Professores com formação em mestrado e doutorado por instituições de ponta, grade curricular moderna e integração com o mercado financeiro da região do ABC Paulista.
Especializações e Pós-graduação
Após a graduação, a especialização acelera muito o crescimento profissional e o salário. As mais procuradas por Economistas incluem:
- Gestão Financeira e Mercado de Capitais
- Finanças Corporativas e Controladoria
- Análise de Dados e Data Science aplicada à Economia
- Regulação Econômica e Política Pública
- Economia do Agronegócio
- Sustentabilidade e Economia Ambiental
A Strong Business School, em parceria com a Fundação Getulio Vargas, oferece a Pós-graduação FGV em Gestão Financeira — ideal para Economistas que querem aprofundar o lado financeiro da carreira com a chancela da instituição mais respeitada do Brasil em educação executiva.
MBA: visão estratégica de negócios
O Economista que quer migrar para posições de liderança em empresas — Gerente, Diretor, CFO — geralmente faz um MBA para complementar a formação técnica com habilidades de gestão, liderança e estratégia de negócios. O MBA também é muito eficiente para ampliar o networking com profissionais de outras áreas, o que abre portas em setores onde o Economista ainda não tem rede.
O MBA FGV em Gestão Empresarial disponível na Strong Business School é o programa de MBA mais contratado do Brasil — cerca de 30% de todos os alunos de MBA da FGV. Para Economistas que buscam posições de gestão e liderança, é uma escolha estratégica com retorno comprovado.
Para quem quer se aprofundar especificamente em finanças, o MBA FGV em Gestão: Finanças, Controladoria e Auditoria é uma das formações mais sólidas do mercado para Economistas que atuam ou querem atuar na área financeira.
Para quem tem perfil voltado ao mercado de capitais e investimentos, o MBA Executivo em Finanças: Investimentos e Risco — também disponível na Strong — prepara o profissional para atuar com excelência em gestão de carteiras, análise de risco e operações com derivativos.
Mestrado e Doutorado: para quem quer o topo técnico
Para a rota acadêmica ou para posições de alta senioridade técnica em órgãos públicos e organismos internacionais, o mestrado em Economia é praticamente obrigatório. Os melhores programas do Brasil incluem FGV EESP, USP, UNICAMP, PUC-Rio, EPGE/FGV e UNB. Alguns buscam também programas internacionais nos Estados Unidos e Europa para ganhar perspectiva global e credenciais internacionais.
Certificações que aceleram a carreira
- CFA (Chartered Financial Analyst): A certificação mais respeitada do mundo para quem trabalha com finanças e investimentos. Exigida ou muito valorizada em gestoras, bancos de investimento e consultorias financeiras internacionais.
- ANBIMA CPA-20, CEA, CGA: Certificações regulatórias do mercado financeiro brasileiro. A CPA-20 é a porta de entrada; a CEA e CGA são voltadas para assessores de investimento e gestores de carteiras.
- FRM (Financial Risk Manager): Para quem quer se especializar em gestão de risco financeiro, muito valorizada em bancos e seguradoras.
- Certificações em Data Science (Python, R, SQL): O Economista que combina formação técnica clássica com habilidade em dados tem uma das combinações mais raras e valorizadas do mercado em 2025 e 2026.
Salário médio e perspectivas de carreira do Economista
Salário médio
Júnior: R$ 3.500
Sênior: R$ 20.000+
A remuneração varia conforme região, porte da empresa e nível de experiência. Cargos de liderança e especializações elevam significativamente os valores. A progressão típica acontece em etapas.
A remuneração na carreira de Economia varia bastante conforme a especialidade, o setor, a região e o nível de experiência. O Economista formado costuma começar a carreira como Analista e progride rapidamente quando combina formação sólida com especialização estratégica.
| Estágio / Cargo | Faixa salarial mensal | Perfil típico |
|---|---|---|
| Estágio / Trainee | R$ 1.500 – R$ 3.000 | Estudante ou recém-formado |
| Analista Júnior (Economista) | R$ 3.500 – R$ 6.000 | 0 a 3 anos de experiência |
| Economista Financeiro Pleno | R$ 6.000 – R$ 9.000 | 3 a 7 anos de experiência |
| Economista Sênior / Especialista | R$ 10.000 – R$ 20.000 | 7+ anos, especialização forte |
| Economista Chefe / Diretor / C-Level | R$ 20.000 – R$ 80.000+ | Grandes bancos, holdings, governo |
Para ter uma referência concreta: segundo dados do Portal Salário (CAGED 2025/2026), o Economista Financeiro ganha em média R$ 5.400 por mês no mercado formal — com piso de R$ 5.252 e teto de R$ 11.132. Já para especialidades como Economista Industrial e Economista Ambiental, as médias sobem para R$ 10.000 a R$ 11.000, segundo pesquisas setoriais de 2025. No setor público, Economistas Júnior ganham em média R$ 4.392, Pleno R$ 5.879 e Sênior R$ 7.602, segundo o mesmo CAGED.
Os maiores salários estão concentrados em bancos e gestoras de recursos (onde Economistas Sênior facilmente ultrapassam R$ 15.000), consultorias estratégicas internacionais (McKinsey, Bain, BCG, Oliver Wyman) e grandes holdings. Em cargos de Economista-Chefe de banco ou Diretor Financeiro de grande corporação, o teto salarial se torna pouco relevante — a remuneração é complementada por bônus anuais, participação nos resultados e, em alguns casos, stock options.
As regiões que mais contratam e melhor pagam: São Paulo (especialmente o setor financeiro), Distrito Federal (setor público e órgãos reguladores), Rio de Janeiro (petróleo, gás e agências multilaterais) e estados do Nordeste, onde Economistas com experiência em desenvolvimento regional são muito disputados.
Progressão de carreira: como cresce um Economista
A trajetória típica começa ainda na graduação, com estágios em bancos, consultorias ou órgãos públicos. O primeiro emprego é geralmente como Analista Econômico-Financeiro Júnior ou Trainee. A partir daí, o caminho tem várias bifurcações possíveis:
Rota Mercado Financeiro: Analista Júnior → Analista Pleno → Analista Sênior → Gestor de Carteiras / Economista-Chefe de banco ou corretora. Nessa rota, a CFA (Chartered Financial Analyst) e o MBA aceleram muito o crescimento.
Rota Consultoria: Analista → Consultor → Gerente de Projetos → Sócio. As grandes consultorias têm processos seletivos muito rigorosos, mas remuneram muito bem desde os primeiros anos.
Rota Setor Público: Concurso para órgãos como Banco Central, BNDES, Tesouro Nacional, IPEA, Ministérios, ANS, ANEEL, CADE, TCU e outros. A estabilidade, os salários competitivos e a possibilidade de trabalhar com políticas públicas de impacto atraem um perfil específico de Economista.
Rota Acadêmica / Pesquisa: Mestrado e Doutorado → Professor Universitário / Pesquisador em think tanks e institutos de pesquisa. Exige mais tempo de formação, mas abre portas para publicações internacionais, consultoria técnica e posições de prestígio em organismos como FMI, Banco Mundial e OCDE.
Desafios e tendências para a carreira de Economista
Desafios que todo Economista vai encontrar
O ambiente econômico brasileiro é extremamente volátil: Inflação persistente, taxas de juros entre as mais altas do mundo, instabilidade fiscal, câmbio errático, eleições com impacto direto na política econômica. Para o Economista que trabalha no Brasil, essa complexidade é ao mesmo tempo o maior desafio e o maior diferencial: quem consegue navegar nesse ambiente tem um repertório que pouquíssimos Economistas de outros países possuem.
A pressão por resultados mensuráveis: Ao contrário do que muita gente imagina, o Economista no mercado privado é cobrado por resultados concretos — não apenas por análises intelectualmente belas. Uma projeção errada tem custo. Uma recomendação equivocada impacta decisões de investimento. Aprender a conviver com esse tipo de responsabilidade é parte do amadurecimento profissional.
A comunicação com não-especialistas: Comunicar conceitos econômicos complexos para executivos, políticos ou clientes sem formação na área é um desafio permanente. O Economista que não consegue isso fica preso em nichos técnicos e não consegue influenciar as decisões estratégicas que a profissão prepara para.
A necessidade de atualização constante: A Economia muda. Os modelos que eram consenso dez anos atrás são questionados hoje. Novas metodologias surgem. O mercado financeiro se transforma com cada avanço tecnológico. O Economista que para de estudar envelhece rápido.
Tendências que estão reformulando a profissão
Economia de dados e inteligência artificial: Esta é a transformação mais profunda pela qual a Economia está passando agora. Economistas que sabem trabalhar com big data, machine learning e ferramentas de IA têm uma vantagem competitiva enorme. Não se trata de substituir o Economista pela máquina — se trata de o Economista usar a máquina para fazer análises que antes levavam semanas em horas, e dedicar seu tempo ao que a IA ainda não faz: interpretar, contextualizar e recomendar.
Economia comportamental e as finanças do comportamento: O reconhecimento de que os agentes econômicos não são completamente racionais — consolidado pelos Prêmios Nobel de Richard Thaler (2017) e Daniel Kahneman (2002) — abriu um campo enorme de aplicação prática. Empresas usam princípios de Economia Comportamental para desenhar produtos, políticas de preço, programas de fidelidade e campanhas de comunicação. O Economista com formação nessa área tem demanda crescente.
ESG e Economia Ambiental: A pressão por sustentabilidade e governança corporativa criou uma demanda explosiva por Economistas especializados em valoração de ativos ambientais, análise de risco climático, carbono como ativo financeiro e impacto de regulações ambientais sobre setores produtivos. O Economista Ambiental está entre as especialidades de maior crescimento e melhor remuneração média do mercado.
Fintechs e regulação do sistema financeiro: O crescimento das fintechs, o open finance, as criptomoedas, o real digital e a crescente regulação do Banco Central sobre pagamentos e crédito estão criando uma demanda nova por Economistas que entendam tanto a teoria econômica quanto o ambiente regulatório e tecnológico. É uma fronteira em formação — e fronteiras são onde os profissionais atentos encontram as maiores oportunidades.
Geopolítica e economia global: As tensões entre China e EUA, o reposicionamento das cadeias globais de valor, a guerra na Ucrânia, as sanções econômicas e as mudanças na política comercial americana têm colocado Economistas com formação em comércio exterior e geopolítica econômica em posição de destaque em grandes corporações e organismos internacionais.
O Economista na era da inteligência artificial: ameaça ou oportunidade?
Essa é uma pergunta que todo estudante de Economia tem feito nos últimos anos — e merece uma resposta honesta.
A IA vai automatizar boa parte do trabalho mecânico da análise econômica: coleta e limpeza de dados, geração de relatórios padronizados, atualização de indicadores, preenchimento de modelos com parâmetros já estabelecidos. Isso vai acontecer, e em parte já está acontecendo. O Economista que faz apenas esse tipo de trabalho vai ter que se reinventar.
Mas as funções que realmente definem o valor do Economista — interpretar cenários ambíguos, recomendar em situações sem precedente, comunicar incertezas para tomadores de decisão, questionar as premissas de um modelo, entender o contexto político e institucional de uma análise — essas funções dependem de julgamento, experiência e compreensão profunda do mundo. São precisamente as capacidades que a IA ainda não consegue replicar de forma confiável.
Dito isso: o Economista que souber usar IA e ferramentas de automação vai ter um multiplicador enorme de produtividade sobre quem não sabe. Em 2025 e 2026, o diferencial não é mais “sei programar ou não sei” — é “uso ou não uso as ferramentas disponíveis de forma inteligente”. O Economista que domina Python, sabe usar ferramentas de BI e entende o que a IA pode e não pode fazer com dados econômicos está várias casas à frente na carreira.
O que a Nova Economia pede do Economista do futuro
O perfil do Economista mais disputado em 2025 e 2026 combina, de forma rara, três mundos que raramente se encontram numa mesma pessoa: rigor teórico (sabe o que os modelos pressupõem e onde eles falham), fluência em dados (consegue trabalhar com grandes volumes de dados e extrair insights concretos) e habilidade de comunicação (consegue transformar análise complexa em narrativa clara para diferentes audiências).
Essa combinação é rara porque o sistema educacional tradicional tende a privilegiar apenas um desses mundos por vez. O bom curso de Economia desenvolve o rigor teórico. A experiência no mercado desenvolve a comunicação. E a iniciativa própria — aprender programação, construir projetos pessoais com dados, escrever análises públicas — desenvolve a fluência em dados.
A boa notícia: os três mundos são aprendíveis. E a Strong Business School foi estruturada exatamente para dar ao estudante de Economia a base que o mercado está pedindo — teoria sólida, prática com dados e um corpo docente que conhece o mercado por dentro.
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Cursos e formações na Strong Business School
- Graduação em Economia — entre as 5 melhores faculdades do Estado de SP (nota máxima ENADE)
- MBA FGV em Gestão: Finanças, Controladoria e Auditoria
- MBA Executivo em Finanças: Investimentos e Risco
- Pós-graduação FGV em Gestão Financeira
- MBA FGV em Gestão Empresarial — para Economistas que querem posições de liderança e gestão
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- Introdução à Economia — curso online para quem quer dar os primeiros passos na área
Conteúdos do glossário e blog da Strong
- O que é a Graduação de Economia e quais as principais áreas de atuação?
- O que é Economia Comportamental (Behavioural Economics)?
- O que é Microeconomia e quais são seus principais conceitos?
- Desafios e oportunidades de um economista no Brasil e no mundo — Strong na imprensa
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Seja um Economista de sucesso! A Strong Business School te ajudará nessa caminhada
Se você chegou até aqui, já tem clareza sobre o que a carreira de Economista exige — e o que ela pode oferecer. Agora a pergunta é prática: qual é o seu próximo passo?
Se você está considerando a graduação em Economia, a escolha da instituição vai definir muito do seu ponto de partida. Uma faculdade com nota máxima no ENADE, professores doutores com experiência de mercado e uma rede de ex-alunos em posições relevantes no setor financeiro faz diferença real no primeiro emprego e nas oportunidades de especialização subsequentes.
A Strong Business School está entre as cinco melhores faculdades de Economia do Estado de São Paulo, com nota máxima no ENADE e alunos atuando nas melhores empresas, bancos e consultorias do Brasil e do exterior. Um ex-aluno que você talvez conheça: Guilherme Cadonhotto, sócio do Grupo Primo e referência no mercado financeiro de conteúdo digital, é formado em Economia pela Strong.
Se você já é graduado e quer acelerar sua carreira com especialização ou MBA, a Strong tem, em parceria com a FGV, um portfólio completo de formações para Economistas — de pós-graduações focadas em finanças a MBAs de gestão empresarial e de investimentos e risco.
Duração:
4 anos
Período:
Diurno, Noturno
Categoria:
Graduação
FAQ
Perguntas e respostas
Economia é um curso difícil? Precisa ser bom em matemática?
Sim, a graduação em Economia exige uma base consistente em matemática — cálculo, álgebra linear, estatística e, nos últimos anos, econometria. Não precisa ser um gênio da matemática, mas precisa gostar de raciocínio quantitativo e não ter medo de equações. O que diferencia Economia de Engenharia ou Matemática Pura é que os números sempre têm um contexto humano e social — você está calculando para entender comportamentos, mercados e políticas, não apenas por amor ao cálculo em si. Quem combina raciocínio lógico com curiosidade sobre o mundo tende a se sair muito bem no curso.
Qual a diferença entre Economia e Administração? Qual escolher?
São cursos complementares, mas com perfis e focos diferentes. A Administração é mais voltada para a gestão prática de organizações — pessoas, processos, operações, marketing, estratégia. A Economia tem um viés mais analítico e teórico, com foco em mercados, política econômica, modelos quantitativos e análise de dados. Se você quer gerir equipes, tocar um negócio, liderar áreas: Administração. Se você quer analisar mercados, trabalhar com política econômica, finanças sofisticadas ou pesquisa: Economia. As duas carreiras se abrem muito bem com uma especialização ou MBA após a graduação — e muitas vezes se complementam no dia a dia do trabalho. A Strong oferece as duas graduações e permite, em alguns casos, aproveitar disciplinas entre os cursos.
Economista precisa de registro no CORECON?
Sim. O exercício da profissão de Economista no Brasil exige registro no Conselho Regional de Economia (CORECON) do estado onde o profissional atua. O registro é feito com o diploma de Bacharel em Ciências Econômicas e tem validade nacional. Há cobrança de anuidade. O registro é obrigatório para assinar laudos, pareceres e documentos técnicos como Economista, e para o exercício em funções reguladas que exijam o título. Vale a pena fazer logo após a formatura — o registro profissional abre portas e é exigido em concursos públicos e alguns processos seletivos do setor privado.
Vale a pena fazer mestrado em Economia? É necessário para ter uma boa carreira?
Depende de qual carreira você quer construir. Para a maioria das posições no mercado privado — bancos, consultorias, empresas — o mestrado não é obrigatório, mas pode diferenciar bastante o candidato em processos seletivos mais concorridos e em posições de maior senioridade técnica. Para o setor público federal de alta complexidade (Banco Central, Tesouro Nacional, IPEA, BNDES em determinadas áreas) e para carreira acadêmica, o mestrado é praticamente essencial. Uma alternativa que muitos Economistas usam com sucesso: em vez de ir direto para o mestrado após a graduação, entrar no mercado, acumular experiência e depois cursar o mestrado como diferencial de carreira — momento em que você aproveita muito mais o que a academia tem a oferecer.
O Economista pode atuar no mercado financeiro? Como entrar nesse setor?
Sim — e o mercado financeiro é um dos principais destinos de Economistas formados no Brasil. A entrada costuma acontecer por três caminhos: estágio em banco, corretora ou gestora durante a graduação (o mais comum e mais eficiente); programa de trainee de grandes bancos ou fintechs; ou processo seletivo para Analista Júnior após a formatura. Para se destacar nesses processos, o que mais pesa é: domínio de Excel e pelo menos uma linguagem de programação (Python é a mais valorizada), conhecimento de finanças e matemática financeira, e, idealmente, alguma certificação da ANBIMA (CPA-10 ou CPA-20 para começar). Um MBA ou especialização em Finanças, combinado com a graduação em Economia, é uma combinação muito procurada pelas principais instituições financeiras do país.
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Outras carreiras que estão em alta no mercado de trabalho
Administrador
Salário inicial médio:
R$ 3.500
Salário máximo médio:
R$ 15.000
Analista de Negócios
Salário inicial médio:
R$ 3.000
Salário máximo médio:
R$ 15.000
Contador
Salário inicial médio:
R$ 3.500
Salário máximo médio:
R$ 15.000
Comece investindo em você
Somos uma das instituições de ensino executivo mais premiadas de São Paulo
Com o foco e compromisso com a qualidade, o curso de Administração conquistou em 2014 nota máxima no ENADE (5) e no IGC, que colocou a Strong Business School no primeiro lugar entre as faculdades de Administração do Estado de SP.
O curso de Economia também conquistou a nota máxima no ENADE (5), se tornando o melhor do Estado e o segundo melhor do Brasil. Em 2018, foi a vez do curso de Publicidade e Propaganda atingir a nota máxima e se posicionar como o melhor do país.
Quando pensamos em cursos de Pós-Graduação e MBA, a Strong possui convênio com a Fundação Getulio Vargas. Com isso os alunos contam com a qualidade e o renome da FGV em seu curso, realizando seus cursos aqui nas instalações da Strong.
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