Lula e Flávio Bolsonaro defendem caminhos diferentes na relação com os Estados Unidos
Na MídiaA relação comercial e diplomática com os Estados Unidos será um dos principais desafios do próximo governo brasileiro. Segundo reportagem do Metrópoles, o país precisará negociar as tarifas de até 37,5% aplicadas pelos norte-americanos a determinados produtos brasileiros, buscando reduzir os impactos sobre as exportações e a economia nacional.
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Os planos de governo apresentam estratégias diferentes. Lula defende a diversificação de parceiros comerciais, a autonomia diplomática e o fortalecimento de organismos internacionais. Flávio Bolsonaro, por sua vez, propõe estreitar relações com os Estados Unidos, a Argentina e Israel, além de ampliar a abertura comercial e atrair investimentos estrangeiros.
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Para o professor de finanças da Strong Business School, Jarbas Thaunahy, a principal diferença está na abordagem diplomática. Ele afirma: “A principal diferença entre os cenários Lula e Flávio estaria na abordagem diplomática, um governo Lula tenderia a enfatizar a autonomia estratégica brasileira e o diálogo com diferentes polos de poder; um eventual governo Flávio Bolsonaro poderia buscar maior proximidade política com Donald Trump.”
O professor também ressalta que a proximidade política não garante vantagens econômicas. Segundo ele, “ter afinidade com Washington pode facilitar o diálogo, mas não garante tarifas menores, novos investimentos ou acesso privilegiado ao mercado americano”. Assim, o próximo governo terá de conciliar as negociações comerciais com a proteção dos interesses brasileiros.