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Supermercados reduzem abertura de lojas físicas e apostam mais no digital

Na Mídia
11 de agosto de 2026

O setor de supermercados está mudando sua estratégia de expansão. Em vez de abrir cada vez mais lojas físicas, grandes redes passaram a avaliar com mais cuidado os custos de construção, aluguel, funcionários e operação. A mudança também acompanha o crescimento das compras online e dos serviços de entrega. A expansão física, que durante anos foi uma das principais formas de crescimento das redes, passou a exigir investimentos maiores. Com margens apertadas e consumidores cada vez mais acostumados à conveniência do digital, abrir novas unidades nem sempre representa o melhor retorno para as empresas.

O comércio eletrônico também ganhou espaço no setor. Aplicativos, sites e serviços de entrega permitem que os supermercados alcancem consumidores sem depender exclusivamente de uma nova loja, além de possibilitarem maior uso de dados para entender hábitos de compra.

Cada nova unidade exige investimentos em aluguel, funcionários, estoque, logística, manutenção e tecnologia. Segundo Ulysses Reis, especialista em varejo da Strong Business School, “Em tese, aumenta o faturamento, mas também aumenta a estrutura necessária para manter esse crescimento”.

Para Reis, as lojas físicas continuam importantes, mas a expansão precisa ser acompanhada de eficiência. “O varejo físico ainda funciona, mas não para qualquer formato. A expansão faz sentido quando existe alta conveniência, baixo custo operacional e giro rápido de estoque”, afirma.

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