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Um guia completo sobre a carreira de
CEO / Diretor-Geral

Também conhecido como: Diretor Executivo
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Diretor-Geral
Chief Executive Officer

O CEO, ou diretor-geral, é o principal executivo de uma empresa: a pessoa que responde pela estratégia, pelos resultados e pela liderança de toda a organização. Ele toma as decisões de maior impacto e presta contas aos donos ou ao conselho. É o cargo mais alto da carreira corporativa e um dos mais bem remunerados do país.

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Qual é a importância de um CEO?

Steve Jobs: o CEO que mudou a forma como o mundo se comunica

Quando Steve Jobs retornou à Apple em 1997, a empresa enfrentava dificuldades financeiras, perda de mercado e um portfólio de produtos confuso. Em poucos anos, Jobs conduziu uma das maiores reviravoltas da história corporativa, transformando a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo. Seu maior legado, porém, foi o lançamento do iPhone, em 2007. Na época, os celulares eram voltados principalmente para ligações, mensagens de texto e e-mails. Smartphones existiam, mas eram complexos, com teclados físicos e interfaces pouco intuitivas. Steve Jobs acreditava que um telefone deveria ser simples de usar, totalmente baseado em tela sensível ao toque e capaz de reunir diversas funções em um único dispositivo. A liderança de Steve Jobs demonstra que o papel de um CEO vai muito além da administração financeira ou operacional. Ao estabelecer uma visão clara, alinhar equipes multidisciplinares e tomar decisões estratégicas sobre o futuro do produto, ele conduziu uma transformação que alterou hábitos de consumo, criou novos mercados e influenciou o comportamento da sociedade em escala global.

Saiba tudo sobre a carreira de CEO!

Neste artigo você encontrará os seguintes assuntos:

Apresentação

O CEO (Chief Executive Officer), ou diretor-geral, é o executivo de mais alto nível de uma empresa, responsável por conduzir a organização rumo aos seus objetivos. Ele define para onde a empresa vai, monta e lidera o time de diretores, toma as decisões de maior peso e responde pelos resultados diante de quem é dono do negócio — sejam os acionistas, os investidores ou um conselho de administração.

O responsável final pela estratégia e pelos resultados

Toda empresa precisa de alguém que tenha a visão do todo e a palavra final. Esse é o CEO. Enquanto cada diretor cuida de uma área — finanças, marketing, operações, tecnologia —, o CEO é quem enxerga a organização inteira e garante que todas as partes trabalhem na mesma direção. Ele traduz o propósito e as metas de longo prazo em estratégia, e cobra que essa estratégia vire resultado. Quando a empresa vai bem, o mérito é compartilhado; quando vai mal, a responsabilidade é, em última instância, dele.

A ponte entre os donos e a operação

O CEO ocupa um lugar único na estrutura: fica entre quem é dono da empresa e quem a faz funcionar no dia a dia. De um lado, presta contas ao conselho de administração e aos acionistas, que esperam retorno sobre o investimento. De outro, lidera a diretoria e, por meio dela, toda a operação. Essa posição exige traduzir as expectativas dos donos em direção clara para a equipe, e levar de volta aos donos uma leitura realista do que a empresa pode entregar.

O C-Level e a estrutura de diretoria

O CEO comanda um grupo de executivos conhecido como C-Level, a alta direção da empresa. Fazem parte dele o CFO (diretor financeiro), o COO (diretor de operações), o CTO (diretor de tecnologia), o CMO (diretor de marketing) e outros, conforme o porte e o setor. Cada um responde por uma área, e o CEO os coordena, mantendo a coerência entre as decisões. Montar e liderar esse time de alto nível, com pessoas muitas vezes tão experientes quanto ele, é uma das tarefas que definem o sucesso de um CEO.

Um cargo de alta demanda e responsabilidade

A posição de diretor-geral figura entre as de maior demanda e remuneração do mercado brasileiro, com crescimento expressivo nas contratações formais ao longo de 2025 e 2026, segundo dados do CAGED. O cargo existe em empresas de todos os portes — da pequena empresa familiar à multinacional —, mudando de escala, mas não de natureza: em qualquer contexto, é a pessoa que responde pelo destino do negócio. São Paulo concentra a maior parte das grandes sedes corporativas e das melhores oportunidades.

Salário médio e perspectivas de carreira do CEO

Salário médio

Júnior: R$ 23.000

Sênior: R$ 80.000+

A remuneração varia conforme região, porte da empresa e nível de experiência. Cargos de liderança e especializações elevam significativamente os valores. A progressão típica acontece em etapas.

A remuneração do CEO é a mais alta da carreira corporativa e também a mais variável, porque depende diretamente do porte da empresa e é fortemente atrelada a resultado — boa parte do que um CEO ganha vem de bônus e participação, não do salário fixo.

Em 2026, o cargo de diretor-geral tem salário-base médio em torno de R$ 23.000 mensais pelo CAGED, com faixa que vai de cerca de R$ 22.600 (piso) a mais de R$ 40.000 (teto) só de remuneração fixa. Mas esse número não conta a história toda: em grandes empresas, pesquisas de recrutamento executivo apontam salários fixos de R$ 40.000 a mais de R$ 80.000 mensais, e nas maiores companhias do país, somando bônus e incentivos de longo prazo, a remuneração total de um CEO pode ultrapassar centenas de milhares de reais por mês. A tabela abaixo mostra a trilha de carreira até o topo e as faixas de cada etapa:

EstágioFaixa salarial mensalPerfil típico
GerenteR$ 8.000 – R$ 20.000Lidera uma área, 6 a 12 anos
Diretor de ÁreaR$ 20.000 – R$ 45.000Comanda uma diretoria, 12+ anos
CEO — pequena/média empresaR$ 23.000 – R$ 50.000Direção-geral de negócio menor
CEO — grande empresaR$ 50.000 – R$ 215.000+Direção de grande corporação
CEO — companhia de capital abertoMilhões/ano (fixo + variável)Grandes companhias listadas na Bolsa

Três fatores explicam a enorme variação nesses valores:

  • Porte e faturamento da empresa: o fator que mais pesa. Dirigir uma empresa que fatura milhões é diferente de dirigir uma que fatura bilhões, e a remuneração acompanha essa escala. Companhias maiores oferecem os maiores pacotes para atrair e reter os melhores executivos.
  • Composição da remuneração: no topo, o salário fixo é apenas parte do pacote. Bônus anuais atrelados a metas e incentivos de longo prazo (como ações da empresa) compõem a maior fatia da remuneração de CEOs de grandes companhias, alinhando o ganho do executivo ao desempenho do negócio.
  • Setor e resultado: setores mais lucrativos e complexos remuneram acima da média, e o histórico de resultados do executivo influencia diretamente o valor que ele consegue negociar.

Sobre o caminho até o cargo, chegar a CEO é o ponto culminante de uma longa trajetória executiva. A trilha típica segue esta lógica:

Analista → Coordenador → Gerente → Diretor de Área (CFO, CMO, COO…) → CEO / Diretor-Geral.

Cada etapa amplia a responsabilidade e o escopo. O profissional costuma passar por posições de liderança em uma ou mais áreas, acumulando visão de finanças, operações, pessoas e estratégia. Muitos CEOs vêm da diretoria financeira ou de operações, mas há caminhos por marketing, tecnologia e até por trajetórias empreendedoras. Depois de CEO, os passos possíveis incluem dirigir empresas maiores, participar de conselhos de administração como conselheiro, investir e atuar como mentor de negócios, ou empreender. A visão ampla construída no cargo torna o ex-CEO um profissional disputado para orientar outras organizações.

Mitos e Verdades da carreira de CEO

MITO O CEO é o dono da empresa.
VERDADE Dono e CEO são papéis distintos. O dono (ou os acionistas) é quem detém a empresa; o CEO é o executivo contratado para dirigi-la. Em muitas empresas, sobretudo as de capital aberto, quem comanda o dia a dia é um profissional que não tem participação relevante no negócio — foi escolhido pelo conselho de administração justamente pela competência de gestão. Existe o caso do fundador que também é CEO, mas as duas funções, na essência, são separadas.
MITO Chegou lá, é só delegar e curtir o cargo.
VERDADE A rotina é de decisão difícil e informação incompleta. Os problemas que sobem até o CEO são justamente os que ninguém mais conseguiu resolver — e ele responde pelo resultado, mesmo quando a decisão foi tomada no escuro. É solitário e desgastante, não confortável.
MITO É preciso entender de tudo — finanças, marketing, tecnologia, jurídico.
VERDADE Ninguém domina tudo. O que se exige é visão sistêmica pra entender como as áreas se conectam, saber fazer a pergunta certa a cada especialista e montar um time que cubra o que você não sabe. Contratar bem vale mais que saber tudo.
MITO É o cargo mais estável da empresa — ninguém demite o CEO.
VERDADE É um dos mais instáveis. Resultado ruim por alguns trimestres, crise de reputação ou mudança de estratégia do conselho bastam pra troca. A média de permanência costuma ser de poucos anos, bem menor que a de cargos técnicos sêniores.

O que faz um CEO? Funções principais

A rotina varia conforme o porte e o setor, mas o núcleo do trabalho do principal executivo se organiza em quatro frentes.

Estratégia e visão de longo prazo

  • Definir a visão, a missão e a estratégia da empresa para os próximos anos.
  • Tomar as decisões de maior impacto: expansão, novos mercados, aquisições, mudanças de rumo.
  • Acompanhar o cenário econômico, o mercado e a concorrência para antecipar movimentos.

Liderança da diretoria e das pessoas

  • Montar e liderar o time de diretores (C-Level), garantindo alinhamento entre as áreas.
  • Definir e disseminar a cultura organizacional da empresa.
  • Inspirar e engajar toda a organização em torno dos objetivos comuns.

Resultados e prestação de contas

  • Responder pelos resultados financeiros e operacionais diante do conselho e dos acionistas.
  • Aprovar e acompanhar orçamentos, metas e grandes investimentos.
  • Garantir a saúde financeira e a sustentabilidade do negócio no longo prazo.

Representação e relacionamento

  • Representar a empresa perante investidores, imprensa, governo e sociedade.
  • Construir e manter relações com parceiros estratégicos, clientes-chave e reguladores.
  • Ser a face pública da organização em momentos decisivos, inclusive em crises.

Onde trabalha um CEO?

O cargo existe em qualquer organização que precise de uma liderança máxima, variando em escala e complexidade conforme o ambiente.

Grandes corporações e multinacionais

O ambiente mais visível do cargo, com as maiores remunerações e a maior complexidade. Dirigir uma grande corporação envolve milhares de funcionários, operações em vários países ou regiões e prestação de contas a acionistas e ao mercado.

Empresas de capital aberto

Companhias listadas na Bolsa têm CEOs sob forte escrutínio de investidores e reguladores, com remuneração divulgada publicamente e fortemente atrelada ao desempenho das ações e aos resultados trimestrais.

Pequenas e médias empresas

A maior parte dos cargos de direção-geral está em empresas de menor porte, onde o CEO costuma ser mais próximo da operação e, muitas vezes, é o próprio fundador. A escala é menor, mas a responsabilidade pelo destino do negócio é igualmente central.

Startups e scale-ups

Em startups, o CEO frequentemente é um dos fundadores, responsável por captar investimento, atrair talentos e conduzir o crescimento acelerado. É um ambiente de alto risco e alta recompensa, com remuneração muitas vezes ligada à valorização da empresa.

Organizações do terceiro setor e cooperativas

ONGs, fundações, cooperativas e associações também têm diretores-gerais, que dirigem a organização com foco em sua missão e na gestão responsável de recursos, ainda que com lógica diferente da busca por lucro.

Quais as habilidades e competências necessárias para ser CEO?

Soft skills

  • Atenção ao detalhe
  • Visão sistêmica
  • Ética e integridade
  • Tomada de decisão sob incerteza
  • Comunicação
  • Organização
  • Empatia
  • Liderança

Hard skills

  • Planejamento estratégico
  • Domínio de idiomas
  • Análise de indicadores
  • Ferramentas de análise de dados
  • Interpretação de indicadores de mercado
  • Metodologias de gestão
  • Gestão de riscos

Formação e qualificações recomendadas para CEO

Não existe um diploma obrigatório para ser CEO, mas há um caminho de formação que se repete na trajetória da maioria dos executivos de topo. A base costuma ser uma graduação em Administração, Economia, Engenharia, Direito, Ciências Contábeis ou áreas correlatas — cursos que desenvolvem a visão de negócio e o raciocínio analítico. A partir daí, o que conta é a experiência acumulada em posições de liderança crescente e, quase sempre, uma formação continuada que consolide a capacidade estratégica.

É nesse ponto que a pós-graduação e o MBA se tornam quase uma marca da carreira executiva. Chegar ao topo exige dominar não uma área, mas todas — finanças, marketing, operações, pessoas, estratégia — e enxergar como elas se conectam. Um MBA em gestão empresarial ou gestão estratégica desenvolve exatamente essa visão integrada e sistêmica do negócio, além da liderança e da tomada de decisão que o cargo cobra. Some-se a isso a rede de contatos construída nesses programas, que no nível executivo abre portas para conselhos, sociedades e oportunidades de direção. Levantamentos de mercado apontam a formação avançada como um traço comum entre quem alcança a alta gestão.

Vale considerar também programas específicos de liderança executiva, formação para conselheiros de administração e atualização contínua em temas como governança, transformação digital e ESG, que mantêm o executivo preparado para as exigências do cargo.

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Desafios e tendências para a carreira de CEO

Os desafios do dia a dia

O primeiro é a solidão da decisão: o CEO é quem dá a palavra final, e muitas escolhas difíceis recaem apenas sobre ele, sem ninguém acima para dividir o peso. O segundo é a pressão por resultado constante, com o desempenho da empresa medido e cobrado o tempo todo por acionistas e mercado. O terceiro é o equilíbrio entre interesses conflitantes: acionistas querem retorno, funcionários querem estabilidade, clientes querem preço, sociedade cobra responsabilidade — e o CEO precisa harmonizar tudo isso. E há a exposição pública: em crises, é a face da empresa, e sua imagem se confunde com a da organização.

Liderança na transformação digital e com dados

O CEO atual precisa conduzir a empresa por uma transformação tecnológica profunda. Decidir com base em dados, entender o impacto da inteligência artificial no negócio e liderar a adoção de novas tecnologias tornou-se parte central da função. O executivo que não compreende o digital tem dificuldade de traçar estratégias competitivas.

ESG e o CEO como líder de propósito

Critérios ambientais, sociais e de governança deixaram de ser tema periférico e passaram a integrar a estratégia e a cobrança sobre a alta liderança. Investidores, clientes e a sociedade esperam que o CEO conduza a empresa com responsabilidade socioambiental e propósito claro, e essa agenda influencia cada vez mais a reputação e o valor das companhias.

Remuneração atrelada a desempenho e governança

A tendência de vincular a remuneração executiva a metas e resultados de longo prazo se consolidou. Pacotes de CEOs combinam salário fixo, bônus anual e incentivos de longo prazo, como participação em ações, alinhando o ganho do executivo à criação de valor sustentável — reflexo de uma governança corporativa cada vez mais rigorosa.

Gestão de pessoas e novas formas de trabalho

Atrair e reter talentos, liderar equipes híbridas e remotas e construir culturas organizacionais saudáveis viraram prioridades estratégicas. O CEO que trata gestão de pessoas como diferencial competitivo — e não como custo — sai à frente num mercado em que talento é recurso disputado.

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Chegar à alta liderança é o resultado de uma construção longa: experiência, entrega consistente de resultados, visão integrada de negócio e uma rede de contatos forte. Esses elementos se desenvolvem com formação de qualidade e prática orientada — exatamente o que a Strong Business School, em convênio com a FGV, oferece a quem tem ambição de dirigir empresas.

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FAQ

Perguntas e respostas

O salário-base médio do cargo de CEO é alto, mas pode não ser exorbitante dependendo do tamanho da empresa. Nas maiores companhias do país, somando bônus e incentivos de longo prazo, a remuneração total pode ultrapassar centenas de milhares de reais por mês, atingindo a casa de alguns milhões por ano.

São, na maioria dos casos, nomes diferentes para o mesmo cargo: o principal executivo da empresa. CEO (Chief Executive Officer) é o termo em inglês; diretor executivo, diretor-presidente e diretor-geral são equivalentes em português. O que define a posição é ser quem toma as decisões finais e responde pelo resultado, sem se reportar a nenhum outro executivo.

Nem sempre. O dono é quem detém a empresa (os acionistas); o CEO é o executivo contratado para dirigi-la. Em muitas empresas, especialmente as de capital aberto, o CEO é um profissional escolhido pelo conselho de administração e não tem participação relevante no negócio. Existe o caso do fundador que também é CEO, mas os papéis são distintos.

Ele define a estratégia da empresa, lidera o time de diretores, toma as decisões de maior impacto, acompanha os resultados e presta contas ao conselho e aos acionistas. Também representa a empresa perante investidores, imprensa e sociedade, e cuida da cultura organizacional. O foco é o longo prazo e a visão do todo, mais do que a operação do dia a dia.

Para a maioria dos executivos de topo, sim. O MBA desenvolve a visão integrada de negócio que o cargo exige — finanças, marketing, operações, pessoas e estratégia conectadas —, além da liderança e da tomada de decisão. A rede de contatos construída nesses programas também abre portas para conselhos e posições de direção no nível executivo.

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