Growth / Chief Growth Officer (CGO) - Strong Business School - Graduação, Pós Graduação FGV e MBA FGV ...
Atendimento / Ouvidoria

Guia de Carreiras - Strong

Elemento de design

Um guia completo sobre a carreira de
Growth / Chief Growth Officer (CGO)

Também conhecido como: Head de Growth
Diretor de Growth
Gerente de Crescimento
Growth Hacker

O profissional de Growth é responsável por fazer uma empresa crescer de forma medida e repetível. Une marketing, produto, dados e vendas sob uma única meta de receita, testando hipóteses em ciclos curtos. No topo da carreira, o Chief Growth Officer responde ao CEO pelo crescimento do negócio.

Leia mais → Salário e Carreira
Salários de até +
R$ 90.000
Teste rápido

Você tem perfil de Growth / Chief Growth Officer (CGO)?

Responda e descubra o seu perfil 🤔 Talvez você tenha perfil para ser Growth / Chief Growth Officer (CGO). 🔥 Está esquentando, pode pensar em ser Growth / Chief Growth Officer (CGO)! 🎉 Parabéns! Você tem perfil de um Growth / Chief Growth Officer (CGO)! Ver carreira →

Qual é a importância de um CGO?

Hotmail e seu crescimento explosivo: uma frase no rodapé valeu mais do que qualquer campanha de TV

Em 1996, o Hotmail crescia devagar até alguém sugerir uma linha no fim de cada mensagem enviada pelos usuários: um convite para criar uma conta gratuita. Sem verba de mídia, o serviço saltou de zero a 12 milhões de usuários em cerca de um ano e meio — e foi vendido à Microsoft por centenas de milhões de dólares. A ideia não veio da agência: veio de alguém que olhou para o produto e enxergou nele um canal de distribuição. É essa a lógica que o Dropbox repetiu ao dar espaço extra a quem convidasse amigos, que o Airbnb usou ao publicar seus anúncios em outra plataforma, e que o Nubank aplicou ao construir uma fila de espera por convites que transformou cliente em vendedor. O profissional de growth existe porque o crescimento mais barato e mais durável raramente está na mídia paga — está escondido dentro da mecânica do próprio produto, esperando alguém com método e curiosidade para encontrá-lo.

Saiba tudo sobre a carreira de CGO!

Neste artigo você encontrará os seguintes assuntos:

Apresentação

Growth é a função que responde por fazer uma empresa crescer de forma medida, previsível e repetível. A definição parece óbvia até que se compare com o modelo tradicional: marketing cuidava de atrair, vendas de converter, produto de construir, e cada área media o próprio pedaço com indicadores próprios. Growth quebra essa divisão. A área trabalha sobre a jornada inteira do cliente — do primeiro contato à indicação de um amigo — e responde por uma meta única de receita, com autoridade para mexer em qualquer etapa que esteja travando o resultado.

De onde a função veio

O termo growth hacking apareceu em 2010, quando empresas de tecnologia americanas perceberam que times mistos de marketing e engenharia encontravam crescimento em lugares que nenhuma das duas áreas olhava sozinha. O nome envelheceu mal — sugere atalho, quando o trabalho é o oposto disso —, mas a estrutura pegou. No Brasil, chegou pelas startups por volta de 2015 e, a partir de 2020, migrou para bancos, varejistas, seguradoras e redes de ensino. Hoje é raro encontrar uma empresa com operação digital relevante sem alguém formalmente responsável por essa agenda.

O método é o produto do trabalho

Growth não é uma coleção de táticas: é um ciclo. Identifica-se o gargalo do funil, formula-se uma hipótese com lógica explícita, define-se o teste e o critério de sucesso antes de rodar, mede-se o resultado e decide-se entre escalar, ajustar ou matar. Times maduros rodam esse ciclo semanalmente. A vantagem competitiva não está em ter ideias melhores — está em testar mais ideias por trimestre do que o concorrente e em desistir das ruins mais rápido.

O funil AARRR e o vocabulário da área

A área organiza o trabalho em cinco etapas conhecidas pela sigla AARRR: Aquisição (o cliente chega), Ativação (ele tem a primeira experiência de valor), Retenção (ele volta), Receita (ele paga) e Indicação (ele traz outros). O erro mais comum das empresas brasileiras é despejar verba na primeira etapa enquanto as três seguintes vazam. Um time de growth competente costuma encontrar mais receita corrigindo ativação e retenção do que comprando mais tráfego — e por uma fração do custo.

Product-led growth e a mudança de eixo

O modelo mais discutido da área nos últimos anos desloca o crescimento para dentro do produto. Em vez de o marketing convencer e o vendedor fechar, o próprio produto atrai, ativa e converte: teste gratuito, versão freemium, onboarding que entrega valor em minutos, mecanismos de convite embutidos. Slack, Notion, Figma e Canva cresceram assim. A consequência para a carreira é direta: o profissional de growth precisa de repertório de produto, não apenas de campanha.

A cadeira do Chief Growth Officer

No topo da trajetória está o CGO, executivo que reúne sob uma mesma diretoria marketing, vendas, produto e dados — ou, ao menos, a coordenação entre eles — e responde ao CEO por uma meta única de crescimento. A função surgiu como resposta a um problema recorrente: quando marketing responde por leads e vendas por fechamento, cada área otimiza o próprio número e ninguém responde pelo resultado do meio. O CGO existe para eliminar essa fronteira. Em algumas empresas, a cadeira substitui a do CMO; em outras, convive com ela com escopos distintos.

Particularidades do mercado brasileiro

Operar growth no Brasil impõe restrições próprias. O custo de mídia digital sobe acima da inflação por concentração de audiência em poucas plataformas, o que valoriza canais próprios e crescimento orgânico. O Pix reescreveu a etapa de pagamento e derrubou atrito em jornadas inteiras. O WhatsApp virou canal de aquisição, ativação e retenção em categorias que nenhum playbook importado previa. E a desigualdade de renda exige que o mesmo produto tenha proposta de valor coerente para públicos muito diferentes. Copiar o manual americano sem tradução costuma custar caro.

Salário médio e perspectivas de carreira do CGO

Salário médio

Júnior: R$ 35.000

Sênior: R$ 90.000+

A remuneração varia conforme região, porte da empresa e nível de experiência. Cargos de liderança e especializações elevam significativamente os valores. A progressão típica acontece em etapas.

A remuneração em growth tem uma característica que a distingue de outras funções de marketing: o piso é mais alto e o teto depende menos de tempo de carreira do que de resultado comprovado. Um analista de growth começa acima de um analista de marketing tradicional, porque a barreira técnica de entrada é maior — exige dados, estatística e produto ao mesmo tempo. E um head de growth com histórico de ter destravado crescimento em uma empresa conhecida negocia em patamar que profissionais com o dobro de tempo de casa não alcançam.

Faixas por nível

Um analista de growth júnior parte de R$ 4.000 a R$ 6.500. Um analista pleno ou coordenador transita entre R$ 8.000 e R$ 15.000. Um gerente ou head de growth fica entre R$ 18.000 e R$ 35.000. O Chief Growth Officer parte de R$ 35.000 e ultrapassa R$ 90.000 mensais no pacote total em scale-ups com capital de risco e empresas listadas em bolsa. A partir da gerência, o salário fixo representa entre 50% e 70% da remuneração: o restante vem de bônus atrelado a metas de receita e de participação societária.

Fatores que influenciam a faixa salarial

  • Região. São Paulo concentra as sedes de tecnologia e paga de 25% a 40% acima da média nacional. Florianópolis, Belo Horizonte, Recife e Campinas formam polos secundários relevantes. O trabalho remoto reduziu — sem eliminar — essa diferença, e abriu ainda a possibilidade de contratação por empresas estrangeiras pagando em moeda forte, o que distorce completamente as faixas locais.
  • Modelo de negócio. SaaS B2B e fintechs pagam acima de e-commerce e marketplaces. A razão é técnica: receita recorrente torna o impacto de cada ponto de retenção mensurável e diretamente conversível em valuation.
  • Estágio da empresa. Startups em série A pagam pouco em fixo e muito em equity. Empresas em série C ou pós-IPO invertem a proporção. Corporações tradicionais oferecem fixo alto, variável menor e menos autonomia.
  • Escopo de responsabilidade. Responder por um canal vale menos do que responder pelo funil inteiro. Responder pelo funil vale menos do que responder por P&L. Essa distinção sozinha explica diferenças de 40% entre cargos de mesmo título.
  • Histórico verificável. A área contrata por evidência. Um candidato que apresenta o que testou, o que aprendeu e o que aquilo gerou de receita negocia melhor do que outro com currículo mais longo e nenhum caso demonstrável.
  • Inglês. Requisito de entrada em qualquer empresa com investidor ou operação internacional, e condição para acessar vagas remotas no exterior.

Tabela de faixas salariais

EstágioFaixa salarial mensalPerfil típico
Estágio/TraineeR$ 2.000 – R$ 3.500Estudante ou recém-formado
Analista de Growth JúniorR$ 4.000 – R$ 6.5000 a 3 anos de experiência
Analista Pleno / Coordenador de GrowthR$ 8.000 – R$ 15.0003 a 6 anos de experiência
Gerente / Head de GrowthR$ 18.000 – R$ 35.0006 a 12 anos de experiência
Chief Growth Officer (C-Level)R$ 35.000 – R$ 90.000+12+ anos, grande empresa

Faixas de referência para 2026, considerando salário fixo mensal. Pacotes de gerência e C-level costumam incluir bônus por meta e participação societária não contabilizados acima.

Possibilidades de crescimento e próximos passos

  • Analista → Coordenador. A virada acontece quando o profissional deixa de rodar testes e passa a priorizar quais testes valem o tempo do time. Costuma ocorrer entre o terceiro e o quinto ano, e o gargalo é aprender a dizer não a boas ideias.
  • Coordenador → Gerente / Head. Exige responder por uma meta de receita e por um orçamento, não por um funil. É onde a leitura de unit economics deixa de ser desejável e vira condição.
  • Head → Diretor / CGO. A conversa muda de experimento para modelo de negócio. O executivo passa a negociar com produto, comercial e financeiro, e a defender plano plurianual diante do CEO e de investidores. Formação executiva pesa nessa transição.
  • CGO → CEO ou General Manager. Trajetória cada vez mais comum, porque o CGO já enxerga a empresa por todos os ângulos que importam para a receita.

Movimentos laterais também são frequentes: profissionais de growth migram para gestão de produtoestratégia corporativaventure capital (avaliando startups) ou para atuação como consultor independente. Carreiras adjacentes incluem Analista de MarketingAnalista Comercial / Vendas e Analista de Negócios.

Mitos e Verdades da carreira de CGO

MITO Growth é marketing digital com outro nome.
VERDADE Marketing digital atua sobre aquisição. Growth atua sobre o funil inteiro: aquisição, ativação, retenção, receita e indicação. Boa parte dos ganhos vem de dentro do produto, não da mídia.
MITO Growth hacking é achar truques para crescer de graça.
VERDADE Truques isolados geram picos que não se sustentam. O trabalho real é método: hipótese, teste, medição, decisão. O que escala é o processo de experimentação, não o hack.
MITO É preciso saber programar.
VERDADE Não é preciso desenvolver produto, mas quem lê SQL e entende uma API decide sem depender de fila. Essa autonomia é o que separa analista de gerente na prática.
MITO Growth só existe em startup de tecnologia.
VERDADE A função nasceu no Vale do Silício, mas hoje aparece em bancos, varejo, seguradoras, educação e indústria. Qualquer negócio com jornada digital mensurável comporta a estrutura.

O que faz um CGO? Funções principais

Mapeia o funil e encontra o gargalo

Levanta os números de cada etapa da jornada — visita, cadastro, ativação, primeira compra, recompra, indicação — e identifica onde o vazamento é maior. Essa etapa define onde o time vai gastar o trimestre. Escolher o gargalo errado desperdiça meses de trabalho competente.

Formula hipóteses e desenha experimentos

Transforma intuição em hipótese testável, com raciocínio explícito, métrica de sucesso definida antes de rodar e prazo fechado. Uma hipótese bem formulada explica por que a mudança deveria funcionar — e o que se aprende mesmo se ela falhar.

Roda o ciclo de experimentação

Prioriza a fila de testes, coordena a execução com marketing, produto e engenharia, acompanha os resultados e decide entre escalar, ajustar ou encerrar. Times maduros mantêm um backlog priorizado e uma cadência semanal de revisão.

Constrói e mantém a infraestrutura de dados

Define o que será rastreado, garante que os eventos estejam corretos e que as fontes conversem entre si. É a parte menos visível e a mais determinante: nenhum experimento vale nada em cima de dado sujo, e a maioria das empresas descobre isso tarde.

Responde por métricas de negócio

Acompanha e responde por CAC, LTV, payback, churn, receita recorrente e taxa de ativação. Traduz esses indicadores para o conselho em linguagem de retorno sobre capital.

Trabalha dentro do produto

Propõe e testa mudanças de onboarding, precificação, mecânicas de convite, notificações e fluxos de conversão. Em empresas com product-led growth, a maior parte dos ganhos vem daqui — e não da mídia.

Otimiza aquisição paga e orgânica

Gerencia canais de mídia, SEO, conteúdo, parcerias e comunidade, buscando reduzir o custo de aquisição e diversificar as fontes de tráfego. Depender de um único canal é o risco mais subestimado da área.

Alinha marketing, vendas e produto

Em cargos de liderança, remove a fronteira entre as áreas: define metas comuns, arbitra prioridades e garante que ninguém esteja otimizando o próprio indicador às custas do resultado da empresa.

Documenta o aprendizado

Registra o que foi testado, o que funcionou e o que não funcionou. Sem esse acervo, a empresa repete os mesmos experimentos a cada troca de time — erro mais comum do que parece.

Onde trabalha um CGO?

Startups e scale-ups de tecnologia

O habitat de origem. Estruturas enxutas, autonomia alta, cobrança por métrica semanal e participação societária relevante no pacote. É onde a carreira acelera mais rápido e onde a rotatividade é maior. Concentra-se em São Paulo, com polos em Florianópolis, Belo Horizonte e Recife.

SaaS e software B2B

Modelo de receita recorrente, ciclo de venda mais longo e foco intenso em retenção e expansão de contas. É onde a disciplina de product-led growth está mais madura e onde os salários são mais altos por unidade de experiência.

Fintechs, bancos e seguradoras

Setor com maturidade alta em dados, obsessão por custo de aquisição e regulação pesada. O profissional de growth opera perto do risco e do compliance, e cada experimento precisa passar pelo crivo jurídico antes de ir ao ar.

E-commerce, marketplaces e varejo digital

Ciclo de resultado semanal, calendário comercial ditando a agenda e foco em conversão, recompra e ticket médio. É onde o volume de dados permite testar mais rápido do que em qualquer outro setor.

Educação e healthtechs

Jornadas longas, decisão de alta consideração e forte componente de confiança. Growth aqui trabalha nutrição de base, conteúdo de autoridade e redução de atrito em processos de matrícula ou agendamento — sempre dentro de limites regulatórios.

Empresas tradicionais em transformação digital

Indústria, energia, telecom, seguradoras e redes de varejo físico que abriram canais digitais e precisam fazê-los crescer. Estrutura mais lenta, dados mais bagunçados e resistência interna maior — mas escopo grande e menos concorrência pela vaga. Os polos industriais do ABC Paulista, da Baixada Santista e de Campinas concentram parte relevante dessas operações.

Agências, consultorias e carreira independente

Profissionais sêniores frequentemente migram para consultoria de growth, atendendo várias empresas médias, ou atuam como Head de Growth as a Service em regime de tempo parcial. Também é comum a atuação como conselheiro consultivo, mentor de aceleradora e docente em programas de pós-graduação.

Quais as habilidades e competências necessárias para ser CGO?

Soft skills

  • Visão sistêmica
  • Pensamento estratégico
  • Tomada de decisão sob incerteza
  • Pensamento analítico
  • Comunicação
  • Organização
  • Liderança

Hard skills

  • Ferramentas de análise de dados
  • Precificação e monetização
  • Domínio de ferramentas de IA generativa
  • Ferramentas de visualização e BI
  • Estatística
  • Análise de indicadores
  • Marketing digital
  • Noções de Programação

Formação e qualificações recomendadas para CGO

Graduação: a base

Não existe curso de “Growth” e a profissão não é regulamentada. As portas de entrada mais comuns são AdministraçãoEconomiaPublicidade e Propaganda, Engenharia e Ciência da Computação. Administração e Economia entregam repertório de negócio e conforto com números — o que trava mais gente na passagem de analista para gerente. Publicidade entrega domínio de canal e comunicação. As engenharias entregam método e familiaridade com dados. A graduação define o ponto de partida, não o teto.

Pós-graduação e MBA: a transição para a liderança

É onde a carreira normalmente destrava. Um profissional com sete anos de experimentação sabe rodar testes; o que falta é a linguagem de estratégia, finanças e liderança exigida na mesa de diretoria. Um MBA reconhecido cumpre três funções ao mesmo tempo: preenche a lacuna em finanças e estratégia, oferece uma rede de executivos de setores diferentes — por onde circulam as vagas de diretoria que nunca viram anúncio — e sinaliza prontidão para escopo maior.

Os programas mais aderentes são o MBA com ênfase em Gestão Estratégica de Marketing, que trabalha marketing analytics e experiência do cliente multicanal, e o MBA com ênfase em Inteligência Artificial e Analytics para Negócios, para quem quer aprofundar o lado de dados. Quem mira a cadeira de CGO ou de CEO costuma escolher o MBA em Gestão Empresarial ou o MBA com ênfase em Gestão Comercial.

Conheça o MBA com ênfase em Gestão Estratégica de Marketing da Strong Business School, com certificação FGV.

Certificações e formação complementar

Certificações de plataforma (Google Ads, Meta Blueprint, GA4, HubSpot) têm valor no início e valor decrescente a partir da coordenação — ninguém contrata head de growth por certificado de ferramenta. O que pesa depois é domínio de SQL, estatística aplicada, análise de coorte e precificação. Programas de curta duração em Marketing e Vendas e de Inovação e Tecnologia preenchem lacunas pontuais sem interromper a rotina.

O portfólio vale mais que o currículo

A área contrata por evidência. Um documento que descreva três experimentos reais — hipótese, desenho, resultado, aprendizado, impacto em receita — vale mais em uma entrevista do que qualquer lista de cursos. Profissionais em transição costumam construir esse portfólio em projetos próprios, freelances ou iniciativas internas antes de disputar a primeira vaga formal.

Inglês

Requisito de entrada, não diferencial. A literatura da área é publicada em inglês primeiro, investidores e matrizes conversam em inglês, e as vagas remotas mais bem pagas exigem fluência.

Desafios e tendências para a carreira de CGO

Desafio: dados sujos travam tudo antes de começar

A promessa da área depende de medição confiável, e a maioria das empresas brasileiras tem eventos duplicados, definições conflitantes de “cliente ativo” e sistemas que não conversam. Boa parte do primeiro ano de um head de growth em empresa tradicional é gasta arrumando infraestrutura antes de rodar o primeiro teste relevante. Quem não avisa a diretoria disso no início costuma ser cobrado por resultado que ainda não é tecnicamente possível produzir.

Desafio: pressão por resultado em um método que depende de falha

Growth funciona porque testa muito e erra muito. Conselhos e investidores cobram por trimestre e interpretam experimento fracassado como desperdício. A tensão é permanente e explica boa parte da rotatividade da função. Profissionais que sobrevivem aprendem a reportar aprendizado e velocidade de ciclo como indicadores próprios, não apenas o resultado final.

Desafio: resistência interna

Mexer no produto, no preço e no discurso comercial significa entrar no território de outras áreas. Um time de growth sem patrocínio explícito do CEO passa o dia negociando permissão e não roda experimento nenhum. É o motivo mais comum pelo qual a estrutura fracassa em empresas grandes.

Desafio: custo de mídia acima da inflação

A concentração de audiência em poucas plataformas dá a elas poder de precificação. O custo por aquisição sobe ano após ano sem ganho proporcional de eficiência, o que empurra a área para canais próprios: base de dados, comunidade, conteúdo orgânico, indicação e mecânicas dentro do produto.

Tendência: IA generativa muda a economia do experimento

Produzir cinquenta variações de anúncio, de página ou de e-mail deixou de ser questão de orçamento. Isso multiplica o volume de testes possíveis e desloca o valor do profissional: a vantagem sai da capacidade de produzir e vai para a de escolher o que vale testar e interpretar o que o resultado significa. O risco novo é o volume sem critério — testar mil coisas irrelevantes rápido continua sendo irrelevante.

Tendência: GEO e a busca por respostas de IA

Parcela crescente das buscas termina em uma resposta gerada por IA, sem clique em site algum. Um canal inteiro de aquisição está sendo redesenhado, e a disciplina que trata disso — GEO (Generative Engine Optimization) ou AEO (Answer Engine Optimization) — entrou no escopo de growth. Marcas com dados estruturados, autoridade reconhecida e presença consistente aparecem nessas respostas; as demais somem de uma etapa inteira da jornada sem perceber.

Tendência: retenção vale mais que aquisição

Com capital de risco mais caro do que na década passada, a régua mudou: crescer queimando dinheiro deixou de impressionar investidor. A conversa migrou para eficiência — payback curto, churn baixo, receita recorrente. Isso empurra o profissional de growth para dentro do produto e para longe do gatilho fácil da mídia paga.

Tendência: privacidade, LGPD e o fim do rastreamento fácil

Restrições regulatórias e de plataforma reduziram a capacidade de rastrear usuários entre sites. Dados de primeira mão viraram ativo estratégico, e métodos que estavam fora de moda — testes de incrementalidade, modelos de mix de marketing — voltaram ao centro justamente por medirem o que a atribuição por clique não alcança.

Tendência: growth deixando a bolha da tecnologia

A demanda que mais cresce não vem de startups: vem de bancos, indústrias, seguradoras e redes de ensino montando a primeira estrutura de growth. Para o profissional, isso significa vagas com escopo grande, menos concorrência e um desafio diferente — vender o método internamente antes de aplicá-lo.

Tendência: a cadeira de CGO como rota para CEO

À medida que a função assume responsabilidade sobre receita, produto e experiência do cliente, cresce o número de CGOs promovidos a general manager e a CEO. A carreira deixou de ser especialidade técnica e virou uma das rotas mais amplas de formação de liderança executiva.

Conteúdos recomendados

Outras carreiras do Guia

Guias completos

Cursos da Strong Business School

Seja um CGO de sucesso! A Strong Business School te ajudará nessa caminhada

Saber rodar experimento leva à gerência. Chegar à diretoria exige outra coisa: sentar em uma mesa onde se fala de margem, capital e risco, e defender ali uma tese de crescimento com a mesma segurança de quem apresenta um plano industrial. Essa linguagem se aprende — e é exatamente o que um MBA reconhecido entrega.

Certificação FGV

Os programas de MBA e pós-graduação da Strong Business School são certificados pela Fundação Getulio Vargas, instituição eleita por cinco anos consecutivos uma das 150 melhores instituições de ensino do mundo, apontada como o 3º melhor think tank global no Global Go To Think Tank Index Report e primeira colocada no ranking do MEC que avalia as Instituições de Educação Superior. Em processo seletivo para liderança, a marca no diploma abre a conversa.

Corpo docente que vive o mercado

As aulas são conduzidas por professores que unem formação acadêmica de alto nível a atuação executiva. Discutir unit economics e precificação com quem administra P&L de verdade muda o que se leva da sala.

Turmas que são a sua futura rede

A maioria das vagas de liderança no Brasil é preenchida por indicação antes de virar anúncio. Uma turma de MBA reúne executivos de tecnologia, indústria, varejo, saúde e serviços financeiros — a rede por onde essas indicações circulam. Para muitos alunos, é o retorno mais concreto do programa.

Quatro unidades e formatos que cabem na rotina

A Strong Business School oferece MBA e pós-graduação FGV em Santo AndréSantosOsasco e Alphaville, nos formatos presencial, blended, live e online. Quem está em ascensão profissional não pode parar para estudar — e não precisa.

Comece agora: conheça o MBA com ênfase em Gestão Estratégica de Marketing da Strong Business School e dê o próximo passo rumo à liderança de crescimento.

FAQ

Perguntas e respostas

Mapeia o funil do cliente, identifica onde o crescimento trava, formula hipóteses, roda experimentos com marketing, produto e engenharia, mede os resultados e escala o que funciona. Responde por indicadores de negócio como CAC, LTV, churn e receita, e não por métricas de campanha isoladas.

Marketing digital atua principalmente sobre aquisição, usando canais pagos e orgânicos. Growth atua sobre o funil inteiro — aquisição, ativação, retenção, receita e indicação — e tem autoridade para propor mudanças dentro do produto e na precificação. Marketing digital é uma das ferramentas que growth usa.

O CMO tem raiz em marca, posicionamento e comunicação, com responsabilidade crescente sobre receita. O CGO nasce da união de marketing, vendas e produto sob uma única meta de crescimento e é mais comum em empresas de tecnologia. Em algumas organizações os títulos descrevem a mesma cadeira com ênfases diferentes; em outras, o CGO é hierarquicamente superior.

São o mesmo campo com nomes de épocas diferentes. “Growth hacking” descrevia a fase inicial, focada em táticas criativas de aquisição rápida em startups. “Growth” descreve a disciplina madura: método de experimentação aplicado ao funil inteiro, com responsabilidade sobre receita. O termo antigo envelheceu porque sugere atalho, e o trabalho é o oposto disso.

A IA já substitui parte da execução: produção de variações criativas, otimização de lances, relatórios, segmentação. O que ela não substitui é decidir qual hipótese vale testar, interpretar por que um resultado aconteceu e defender uma tese de crescimento diante de um conselho cético. A função tende a encolher em número de executores e a crescer em exigência de julgamento.

Veja também

Outras carreiras que estão em alta no mercado de trabalho

Strong Business School

Comece investindo em você

Somos uma das instituições de ensino executivo mais premiadas de São Paulo

Com o foco e compromisso com a qualidade, o curso de Administração conquistou em 2014 nota máxima no ENADE (5) e no IGC, que colocou a Strong Business School no primeiro lugar entre as faculdades de Administração do Estado de SP.

O curso de Economia também conquistou a nota máxima no ENADE (5), se tornando o melhor do Estado e o segundo melhor do Brasil. Em 2018, foi a vez do curso de Publicidade e Propaganda atingir a nota máxima e se posicionar como o melhor do país.

Quando pensamos em cursos de Pós-Graduação e MBA, a Strong possui convênio com a Fundação Getulio Vargas. Com isso os alunos contam com a qualidade e o renome da FGV em seu curso, realizando seus cursos aqui nas instalações da Strong.

+255% Salário médio de pós-graduados e MBA comparados com quem tem apenas a graduação.

Pessoas

+40.000 Alunos formados em cursos de graduação, pós-graduação e mba.

Pessoas

150 > A Fundação Getulio Vargas está entre as 150 melhores instituições de ensino superior do mundo. Ranking do The New York Times.

Pessoas

Onde estamos

Unidades Strong Business School

Conheça os cursos e a estrutura desta unidade

Veja mais [+]

Alphaville

Alameda Tocantins, 350, 6º andar - Condomínio West Corp - Alphaville Industrial

(11) 3711-1000
(11) 3995-2460

Abrir no Waze »

Não encontrou uma unidade próxima de você?

Conheça nossos cursos a distância. A mesma qualidade, os mesmos benefícios e você sempre em 1º lugar.

Precisa de ajuda?