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Um guia completo sobre a carreira de
Diretor Financeiro (CFO)
O CFO (Chief Financial Officer) é o executivo responsável por toda a estratégia financeira da empresa: planejamento, caixa, investimentos, riscos e relação com investidores. Ele traduz números em decisões de negócio e responde diretamente ao CEO e ao conselho. É uma das posições mais bem pagas e disputadas do mercado corporativo brasileiro.
Leia mais → Salário e CarreiraVocê tem perfil de Diretor Financeiro (CFO)?
Qual é a importância de um Diretor Financeiro?
Se você usa serviços de assinatura da Microsoft, é por causa de Amy Hood, a CFO que ajudou a empresa a mudar para serviços em nuvem e assinaturas
Desde que assumiu o cargo em 2013, ela desempenhou papel central na transformação financeira da Microsoft, apoiando a estratégia de migração para serviços em nuvem e assinaturas. Sob sua liderança financeira, a Microsoft consolidou-se como uma das empresas mais valiosas do mundo. Embora a decisão tenha sido estratégica, seu impacto foi sentido por milhões de usuários: lançamento do Microsoft 365 por assinatura, atualizações contínuas do Office, armazenamento em nuvem integrado, colaboração em tempo real entre usuários. Hoje, a forma como pessoas utilizam Word, Excel e PowerPoint é resultado, em parte, dessa transformação financeira e estratégica.
Saiba tudo sobre a carreira de Diretor Financeiro!
Neste artigo você encontrará os seguintes assuntos:
Apresentação
O Diretor Financeiro é o principal guardião da saúde econômica de uma organização. Ele responde por três perguntas que definem qualquer negócio: a empresa tem dinheiro para operar hoje? Está investindo nos lugares certos para crescer amanhã? E quais riscos podem comprometer esse futuro? Responder isso com precisão exige uma visão que combina técnica financeira, leitura de mercado e sensibilidade estratégica.
Na estrutura de comando, o CFO ocupa o chamado C-level — o grupo de executivos que lidera a empresa ao lado do CEO (presidente). Ele comanda áreas como controladoria, tesouraria, planejamento financeiro, contabilidade, relações com investidores, e cada vez mais participa de decisões que vão muito além do dinheiro: tecnologia, sustentabilidade e novos modelos de negócio. É uma posição de síntese, que reúne fios que passam por toda a organização.
De contador de resultados a arquiteto de estratégia
O papel do CFO mudou profundamente nas últimas décadas. Antes, o foco era prestar contas do passado: fechar balanços, controlar despesas e garantir que os números estivessem corretos. Esse trabalho continua existindo, mas deixou de ser o centro. Hoje, espera-se que o diretor financeiro seja um parceiro estratégico do negócio — alguém que usa dados para apontar caminhos, questionar premissas e sustentar decisões de crescimento. O CFO moderno passa mais tempo olhando para frente do que para trás.
O tradutor entre os números e o negócio
Uma das funções mais valiosas do CFO é traduzir. Ele pega a complexidade dos demonstrativos financeiros, dos indicadores e das projeções e transforma tudo isso em uma narrativa que o conselho, os investidores e os outros diretores conseguem entender e usar para decidir. Um bom CFO não apenas mostra o que aconteceu, mas explica o porquê e recomenda o que fazer. Essa capacidade de comunicar com clareza separa o executivo indispensável do simples gestor técnico.
O responsável por sustentar o crescimento
Crescer custa dinheiro, e é o CFO quem garante que esse dinheiro exista na hora certa e na forma menos onerosa. Ele decide entre usar capital próprio, buscar empréstimos, emitir dívida ou atrair investidores. Cada escolha muda o risco e o custo da empresa. Em startups, essa habilidade é literalmente questão de sobrevivência: é o CFO que estrutura as rodadas de captação e administra o fôlego de caixa (o famoso runway) até a próxima etapa.
Como é a rotina de um CFO
O dia de um diretor financeiro é dividido entre reuniões estratégicas e análise de números. Pela manhã, é comum revisar indicadores de caixa e desempenho, acompanhar o mercado e alinhar prioridades com a equipe. Ao longo do dia, participa de reuniões com o CEO e os demais diretores, negocia com bancos e investidores, avalia projetos e toma decisões sobre alocação de recursos. Em períodos de fechamento de mês, captação ou fusões, a intensidade aumenta. É uma rotina que exige alternar rapidamente entre o detalhe técnico e a visão de longo prazo, sem perder de vista o que realmente move o negócio.
A quem o CFO responde e quem responde a ele
Na hierarquia corporativa, o CFO reporta-se ao CEO e, em empresas estruturadas, também ao conselho de administração e aos acionistas. Abaixo dele ficam as lideranças de controladoria, tesouraria, contabilidade, planejamento financeiro (FP&A), relações com investidores e, muitas vezes, a área fiscal e de compliance. Essa posição de articulação — entre quem comanda a empresa e quem executa a operação financeira — é o que dá ao cargo tanto peso político e estratégico dentro da organização.
Um cargo cada vez mais tecnológico
A área financeira virou uma das mais digitais da empresa. Sistemas integrados, automação, análise de dados e inteligência artificial transformaram a forma de planejar e controlar. O CFO de 2026 precisa liderar essa transformação, escolhendo ferramentas, formando equipes analíticas e extraindo valor de grandes volumes de informação. Quem domina finanças e tecnologia ao mesmo tempo ocupa o lugar mais disputado do mercado executivo.
A pressão da Reforma Tributária
A transição do sistema tributário brasileiro para o modelo do IVA dual (CBS e IBS), iniciada em 2026 e com implementação até 2033, colocou uma responsabilidade extra no colo do CFO. Ele precisa antecipar como as novas regras afetam preços, margens, contratos e fluxo de caixa. Empresas que se anteciparem ao novo cenário protegem sua rentabilidade; as que deixarem para depois podem perder competitividade. Conduzir essa adaptação virou uma das prioridades da agenda financeira.
Os indicadores que todo CFO acompanha
Boa parte do trabalho do diretor financeiro se apoia em um conjunto de indicadores que revelam a saúde e o desempenho da empresa. Entender o que cada um significa ajuda a compreender a natureza da função:
- EBITDA: mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização. É uma das formas mais usadas de avaliar a geração de caixa de um negócio.
- Fluxo de caixa livre: o dinheiro que sobra depois de todas as despesas e investimentos, disponível para remunerar sócios e financiar o crescimento.
- Margem líquida e margem de contribuição: mostram quanto de cada real de venda vira lucro, e quanto sobra para cobrir custos fixos.
- Capital de giro: os recursos necessários para manter a operação funcionando no dia a dia.
- ROI, VPL e TIR: métricas que avaliam se um investimento vale a pena, comparando o retorno esperado ao capital empregado.
- Endividamento e alavancagem: medem quanto a empresa depende de capital de terceiros e o risco associado a isso.
O CFO não apenas monitora esses números — ele os interpreta em conjunto para contar a história financeira da empresa e orientar decisões que afetam toda a organização.
Os diferentes perfis de CFO
Nem todo diretor financeiro atua da mesma forma. O perfil ideal muda conforme o momento e o tipo de empresa. Alguns arquétipos comuns no mercado:
- CFO estrategista: focado em crescimento, expansão e criação de valor no longo prazo, atua próximo do CEO na definição dos rumos do negócio.
- CFO operacional: voltado à eficiência, controle de custos e disciplina de processos, ideal para empresas que precisam ganhar produtividade.
- CFO de captação (startups): especialista em atrair investidores, estruturar rodadas e administrar o caixa em ambientes de alto crescimento.
- CFO de transformação: chamado para reestruturações, turnarounds e processos de profissionalização de empresas familiares.
Executivos experientes transitam entre esses perfis ao longo da carreira, adaptando o estilo à necessidade de cada empresa — e é justamente essa versatilidade que amplia as oportunidades e a remuneração.
Salário médio e perspectivas de carreira do Diretor Financeiro
Salário médio
Júnior: R$ 33.000
Sênior: R$ 88.000+
A remuneração varia conforme região, porte da empresa e nível de experiência. Cargos de liderança e especializações elevam significativamente os valores. A progressão típica acontece em etapas.
O CFO está entre os cargos mais bem remunerados do país. Segundo o Guia Salarial 2026 da Robert Half, um Diretor Financeiro em empresas de pequeno e médio porte recebe entre R$ 33.750 e R$ 47.950 mensais; em grandes empresas, a faixa vai de R$ 54.400 a R$ 86.950. No mercado financeiro de São Paulo, a remuneração pode chegar a cerca de R$ 88.850 — e esses valores não incluem bônus, participação nos lucros e stock options, que em grandes companhias podem dobrar a compensação anual.
Três fatores explicam a variação: o porte e o setor da empresa (bancos, fintechs e multinacionais pagam mais), a experiência e o histórico do executivo (quem já conduziu captações, fusões ou aberturas de capital vale mais) e a região (São Paulo concentra os salários mais altos). Certificações, fluência em inglês e experiência internacional também elevam a remuneração de forma expressiva.
A tabela abaixo mostra a evolução típica de quem constrói carreira na área financeira até chegar à cadeira de CFO. As faixas representam a remuneração mensal de referência em 2026 para cada estágio da trajetória.
| Estágio | Faixa salarial mensal | Perfil típico |
|---|---|---|
| Estágio/Trainee em Finanças | R$ 1.500 – R$ 2.800 | Estudante ou recém-formado |
| Analista Financeiro Júnior/Pleno | R$ 4.000 – R$ 8.000 | 1 a 5 anos de experiência |
| Coordenador / Gerente Financeiro | R$ 10.000 – R$ 22.000 | 5 a 12 anos, gestão de equipe |
| Controller / Head de Finanças | R$ 20.000 – R$ 40.000 | 10 a 18 anos de experiência |
| CFO / Diretor Financeiro (PME) | R$ 33.000 – R$ 48.000 | 15+ anos, pequena/média empresa |
| CFO (grande empresa / mercado financeiro) | R$ 54.000 – R$ 89.000+ | Executivo sênior, grande corporação |
Faixas de referência para 2026, com base no Guia Salarial da Robert Half e em pesquisas de mercado. Valores brutos, sem bônus e benefícios variáveis, e sujeitos a variação conforme setor, porte e localização.
Como se chega à cadeira de CFO
A trajetória até a diretoria financeira costuma ser longa e progressiva. O caminho clássico começa em posições de analista financeiro, passa por coordenação e gerência, avança para controladoria ou tesouraria e chega ao posto de head de finanças antes do salto final para CFO. Cada etapa amplia o escopo: de tarefas específicas para gestão de áreas, e de gestão de áreas para responsabilidade sobre toda a estratégia financeira.
Do cargo de CFO, os próximos passos costumam ser a presidência (CEO), uma cadeira em conselhos de administração ou a atuação como investidor e consultor executivo. Muitos experientes optam ainda pelo modelo de CFO fracionado, atendendo várias empresas simultaneamente — uma tendência em alta entre PMEs e startups que precisam de gestão financeira de alto nível sem o custo de um executivo em tempo integral.
CFO de startup ou de grande empresa: o que muda
A remuneração é apenas uma das diferenças entre atuar em uma startup e em uma grande corporação. Em uma grande empresa, o CFO lida com estruturas consolidadas, equipes numerosas, processos maduros e forte pressão por governança e conformidade. A remuneração é alta e estável, e o desafio está em otimizar o que já funciona e em conduzir operações complexas, muitas vezes internacionais.
Em uma startup, o cenário é oposto: recursos escassos, processos em construção e prioridade absoluta na captação e na gestão do caixa. A parte fixa do salário costuma ser menor, mas a participação societária (equity) pode gerar retornos expressivos caso a empresa cresça ou seja vendida. É um ambiente de maior risco, maior autonomia e aprendizado acelerado — atraente para quem gosta de construir do zero. Entender qual perfil combina com o próprio momento de carreira ajuda a escolher o caminho mais promissor.
Mitos e Verdades da carreira de Diretor Financeiro
O que faz um Diretor Financeiro? Funções principais
A rotina do CFO alterna entre decisões estratégicas de longo prazo e o acompanhamento diário da saúde financeira da empresa. As principais responsabilidades são:
Planejamento financeiro e orçamento
Definir o orçamento anual, projetar receitas e despesas, estabelecer metas financeiras e acompanhar o desempenho em relação ao planejado. É o CFO quem garante que a estratégia da empresa caiba dentro da realidade dos números.
Gestão de caixa e capital de giro
Assegurar que a empresa tenha liquidez para honrar compromissos e operar sem sobressaltos. Isso envolve gerir prazos de recebimento e pagamento, controlar estoques e antecipar necessidades de caixa antes que virem problema.
Captação de recursos e relação com investidores
Estruturar financiamentos, negociar com bancos, conduzir rodadas de investimento e, em empresas de capital aberto, comunicar resultados ao mercado. É a função que conecta a empresa às fontes de dinheiro que sustentam seu crescimento.
Gestão de riscos e compliance
Identificar, medir e mitigar riscos financeiros, cambiais, de crédito e regulatórios, garantindo que a empresa opere dentro das normas e esteja protegida contra imprevistos que possam comprometer sua estabilidade.
- Análise de investimentos e viabilidade: avaliar projetos, calcular retorno (VPL, TIR, payback) e decidir onde alocar capital para gerar mais valor.
- Fusões e aquisições (M&A): conduzir avaliação de empresas (valuation), due diligence e negociação em processos de compra, venda ou fusão.
- Governança corporativa: prestar contas ao conselho, garantir transparência e sustentar a confiança de sócios e investidores.
- Planejamento tributário estratégico: supervisionar a carga tributária e conduzir a adaptação da empresa à Reforma Tributária.
- Liderança da equipe financeira: formar, desenvolver e coordenar controladoria, tesouraria, contabilidade e planejamento.
Onde trabalha um Diretor Financeiro?
Como toda organização precisa gerir dinheiro, o CFO atua em praticamente qualquer setor. Os ambientes mais comuns e mais valorizados são:
Grandes empresas e multinacionais
Indústrias, varejistas e conglomerados de grande porte mantêm estruturas financeiras robustas e pagam as maiores remunerações. Nesse ambiente, o CFO lidera equipes grandes e lida com operações complexas, muitas vezes em escala internacional.
Startups e scale-ups
Empresas de tecnologia em crescimento acelerado precisam de um CFO para estruturar captações, controlar o caixa e preparar a companhia para novas rodadas de investimento ou até para abertura de capital. É um ambiente dinâmico, de alto risco e alta recompensa, frequentemente com participação societária.
Instituições financeiras e fintechs
Bancos, gestoras, seguradoras e fintechs estão entre os empregadores que mais pagam. A complexidade regulatória e a sofisticação dos produtos exigem um CFO com domínio técnico profundo de risco e mercado de capitais.
Empresas familiares em profissionalização
Negócios familiares que buscam crescer ou se preparar para uma sucessão contratam CFOs para trazer governança, controles e visão estratégica. É um espaço de grande impacto, em que o executivo ajuda a transformar a gestão da empresa.
Consultoria e modelo fracionado (CFO as a Service)
Executivos experientes atuam como CFO de várias empresas ao mesmo tempo, em tempo parcial. O modelo permite que PMEs e startups tenham gestão financeira de alto nível por uma fração do custo, e vem crescendo com força no mercado brasileiro.
Quais as habilidades e competências necessárias para ser Diretor Financeiro?
Soft skills
- Tomada de decisão sob incerteza
- Atenção ao detalhe
- Visão sistêmica
- Ética e integridade
- Trabalho em equipe
- Comunicação
- Organização
- Empatia
- Liderança
Hard skills
- Excel avançado
- Análise de indicadores
- Análise de demonstrações financeiras
- Ferramentas de análise de dados
- Interpretação de indicadores de mercado
- Econometria e modelagem estatística
- Planejamento estratégico
- Metodologias de gestão
- Gestão de riscos
- Gestão financeira
Formação e qualificações recomendadas para Diretor Financeiro
A base costuma ser uma graduação em Administração, Ciências Contábeis, Economia ou Engenharia. Nenhuma dessas formações leva sozinha à cadeira de CFO — o que constrói o executivo é a soma de experiência prática com especialização de alto nível. É por isso que o MBA em Finanças ou um MBA em Gestão de Negócios se tornou quase um requisito para quem almeja a diretoria financeira: ele consolida a visão estratégica, amplia a rede de contatos e sinaliza ao mercado o preparo para posições de liderança.
Certificações reconhecidas agregam valor e, segundo pesquisas de mercado, fazem parte considerável dos gestores estar disposta a pagar mais por quem as possui. Entre as mais valorizadas estão as ligadas a finanças corporativas, análise de investimentos e controladoria. A fluência em inglês, por sua vez, deixou de ser diferencial para se tornar exigência em boa parte das vagas executivas.
O que vale a pena estudar
- MBA em Finanças, Controladoria e Auditoria — a trilha mais direta para cargos de liderança financeira.
- MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, essenciais para o mercado atual.
- Formação em gestão de riscos e mercado de capitais, para quem mira instituições financeiras.
- Cursos de liderança, governança e análise de dados, competências que definem o CFO moderno.
Desafios e tendências para a carreira de Diretor Financeiro
Decidir com incerteza e proteger a margem
O maior desafio do CFO é decidir com informação incompleta. Câmbio, juros, inflação e mudanças regulatórias alteram o cenário de um mês para o outro, e cabe a ele proteger a rentabilidade da empresa em meio a essa instabilidade. Errar uma projeção de caixa ou subestimar um risco pode custar caro. Essa responsabilidade constante exige sangue-frio e disciplina analítica.
Liderar a transformação digital das finanças
A automação e a inteligência artificial estão reconfigurando a área financeira. Tarefas manuais de fechamento e conciliação são substituídas por sistemas, enquanto o valor do profissional migra para a análise e a estratégia. O CFO precisa liderar essa mudança: escolher tecnologias, formar equipes que saibam ler dados e transformar informação em decisão. Quem resiste à digitalização perde espaço rapidamente.
Adaptar a empresa à Reforma Tributária
Com a transição para CBS e IBS entre 2026 e 2033, o CFO carrega a missão de recalcular preços, revisar contratos e reorganizar processos para o novo modelo, sem perder margem no caminho. Antecipar-se a esse cenário virou vantagem competitiva concreta: empresas preparadas capturam créditos e economias que as retardatárias deixam na mesa.
ESG e finanças sustentáveis
A agenda de sustentabilidade entrou de vez no radar financeiro. Investidores e bancos passaram a avaliar empresas também por critérios ambientais, sociais e de governança (ESG), e o CFO é quem estrutura relatórios, capta recursos ligados a metas sustentáveis e mede o impacto dessas práticas no valor da empresa. Unir finanças e ESG é uma das competências que mais valorizam o executivo em 2026.
Equilibrar curto e longo prazo
O CFO vive uma tensão permanente entre entregar resultados imediatos e investir no futuro. Cortar custos demais pode sufocar o crescimento; gastar sem disciplina pode comprometer o caixa. Encontrar esse equilíbrio, defendendo decisões impopulares quando necessário, é uma das marcas dos melhores diretores financeiros.
Do técnico ao líder de pessoas
Um desafio que pega muitos profissionais de surpresa é a transição de especialista técnico para líder. Quanto mais alto o cargo, menos o dia a dia depende de planilhas e mais de pessoas: formar equipes, negociar, influenciar decisões e comunicar com clareza. Diretores financeiros que dominam apenas o lado técnico e negligenciam a liderança tendem a estagnar. As empresas valorizam cada vez mais o CFO capaz de inspirar times e dialogar com todas as áreas, não apenas de fechar contas com precisão.
A escassez de talento qualificado
O mercado brasileiro convive com uma falta crônica de executivos que reúnam domínio financeiro, fluência tecnológica, visão de negócio e inglês. Pesquisas de remuneração mostram que boa parte dos gestores está disposta a pagar mais por candidatos com certificações e especializações. Para o profissional, isso é uma oportunidade: investir na formação certa coloca-o em um grupo restrito e muito bem remunerado. A qualificação contínua deixou de ser um diferencial e virou o que separa quem chega ao topo de quem fica pelo caminho.
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Seja um Diretor Financeiro de sucesso! A Strong Business School te ajudará nessa caminhada
Chegar à cadeira de CFO é o resultado de anos de experiência somados à especialização certa no momento certo. O mercado brasileiro segue com escassez de executivos que unam domínio financeiro, fluência tecnológica e capacidade de liderança — e é exatamente esse perfil que abre as portas das melhores remunerações e das posições de maior influência.
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Duração:
18 meses
Período:
Noturno
Categoria:
Pós-Graduação
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18 meses
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Noturno
Categoria:
MBA
FAQ
Perguntas e respostas
O que faz um CFO exatamente?
O CFO é o executivo responsável pela estratégia financeira da empresa. Ele cuida do planejamento, do caixa, dos investimentos, da captação de recursos, da gestão de riscos e da relação com investidores, além de participar das principais decisões do negócio ao lado do CEO.
Qual a diferença entre CFO, controller e gerente financeiro?
O gerente financeiro cuida da operação de uma área específica; o controller centraliza controles, relatórios e análise de desempenho; e o CFO responde por toda a estratégia financeira e senta na diretoria da empresa. É uma escala crescente de escopo e responsabilidade.
Qual formação é recomendada para chegar a CFO?
Uma graduação em Administração, Contabilidade, Economia ou Engenharia, somada a um MBA em Finanças, Controladoria e Auditoria. Certificações em finanças corporativas e fluência em inglês ampliam bastante as chances de alcançar a diretoria.
O que é CFO as a Service (CFO fracionado)?
É um modelo em que um diretor financeiro experiente atende várias empresas em tempo parcial. Permite que PMEs e startups tenham gestão financeira estratégica de alto nível por uma fração do custo de um executivo em tempo integral, e vem crescendo no Brasil.
O CFO pode virar CEO?
Sim, e é uma transição cada vez mais comum. Pela visão ampla que tem de toda a empresa, o CFO é um dos candidatos mais naturais à presidência, especialmente quando desenvolve habilidades de liderança e conhecimento das áreas comercial e operacional.
Veja também
Outras carreiras que estão em alta no mercado de trabalho
Analista de Governança Corporativa
Salário inicial médio:
R$ 4.000
Salário máximo médio:
R$ 30.000
Analista de Investimentos
Salário inicial médio:
R$ 6.000
Salário máximo médio:
R$ 35.000
CEO / Diretor-Geral
Salário inicial médio:
R$ 23.000
Salário máximo médio:
R$ 80.000
Diretor de Marketing (CMO)
Salário inicial médio:
R$ 20.000
Salário máximo médio:
R$ 80.000
Especialista em ESG e Sustentabilidade
Salário inicial médio:
R$ 4.000
Salário máximo médio:
R$ 35.000
Gestor de Projetos
Salário inicial médio:
R$ 6.000
Salário máximo médio:
R$ 20.000
Growth / Chief Growth Officer (CGO)
Salário inicial médio:
R$ 35.000
Salário máximo médio:
R$ 90.000
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