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Um guia completo sobre a carreira de
Especialista em Data & Business Intelligence

Também conhecido como: BI Manager / Gerente de Inteligência de Negócios
Especialista em Business Analytics
Analista de Dados / Data Analyst
Especialista em Data Analytics

O Especialista em Data & Business Intelligence transforma dados brutos da empresa em indicadores, painéis e recomendações que orientam decisões de negócio. É a ponte entre a área técnica e a diretoria, e está entre as funções mais demandadas do mercado brasileiro em 2026.

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Qual é a importância de um Especialista em Data & Business Intelligence?

O que uma cadeira vazia na Netflix custaria hoje?

Em 2000, a Blockbuster recusou comprar a Netflix por US$ 50 milhões. A decisão não foi tomada por falta de dados — a Blockbuster tinha milhões de registros de locação. Faltou quem lesse aqueles registros e percebesse que o cliente estava disposto a trocar a loja física por conveniência. Dez anos depois, a Blockbuster pediu falência. A Netflix, que construiu áreas inteiras de analytics para entender o comportamento de cada assinante, vale hoje centenas de bilhões de dólares. A diferença entre as duas não foi o volume de dados, e sim a existência de profissionais capazes de transformar aqueles dados em uma pergunta certa feita na hora certa. É exatamente isso que faz um Especialista em Data & Business Intelligence.

Saiba tudo sobre a carreira de Especialista em Data & Business Intelligence!

Neste artigo você encontrará os seguintes assuntos:

Apresentação

O que faz, na prática, um Especialista em Data & Business Intelligence

Toda empresa produz dados sem esforço: cada venda registrada no ERP, cada chamado aberto no atendimento, cada clique no e-commerce, cada apontamento de produção na fábrica. Esse material chega desorganizado, espalhado em sistemas que não conversam entre si e frequentemente contraditório — o financeiro tem um número de receita, o comercial tem outro, e ninguém sabe qual é o verdadeiro.

O Especialista em Data & Business Intelligence entra exatamente nesse ponto. Ele reúne essas fontes, define regras claras para o que cada indicador significa, constrói uma estrutura onde o dado fica confiável e entrega isso na forma de relatórios, painéis e análises que a diretoria usa para decidir. Quando a função está bem executada, uma reunião de resultados deixa de ser uma discussão sobre quem tem o número certo e passa a ser uma discussão sobre o que fazer com ele.

A diferença entre Business Intelligence, Data Analytics e Data Science

Os três termos aparecem juntos nas vagas e confundem quem está entrando na área. A distinção prática é a seguinte:

Business Intelligence olha para trás com precisão. Responde perguntas do tipo “quanto vendemos, para quem, em qual canal e com qual margem”. É descritivo e depende de estrutura, padronização e confiabilidade.

Data Analytics avança um passo. Investiga causas, cruza variáveis, testa hipóteses. Responde “por que a margem caiu naquela região” ou “qual campanha realmente gerou receita incremental”.

Data Science olha para frente com modelos estatísticos e machine learning. Responde “quais clientes vão cancelar nos próximos 90 dias” ou “qual será a demanda do próximo trimestre”.

O especialista em Data & BI vive principalmente nos dois primeiros territórios, mas em 2026 a fronteira ficou porosa. Empresas médias esperam que o mesmo profissional monte o painel de vendas, investigue a anomalia e ainda construa uma previsão simples de demanda. Quem domina apenas a visualização perde espaço; quem entende negócio, dado e um pouco de estatística ocupa esse espaço.

Por que a função virou estratégica

Durante muito tempo, BI foi tratado como serviço de bastidor: alguém pedia um relatório, alguém entregava. Isso mudou por três razões concretas.

A primeira é o custo da decisão errada. Com margens mais apertadas e crédito mais caro, errar o dimensionamento de estoque ou o preço de um produto sai caro. Empresas passaram a exigir evidência antes de comprometer capital.

A segunda é a chegada da IA generativa às operações. Modelos de linguagem só produzem valor quando alimentados com dados organizados e confiáveis. Empresas que tentaram implantar assistentes de IA sobre bases bagunçadas descobriram, do jeito caro, que a camada de governança de dados vem antes. Isso colocou o profissional de BI no centro dos projetos de IA corporativa.

A terceira é regulatória. A LGPD, os relatórios de sustentabilidade e as exigências de auditoria transformaram a rastreabilidade do dado em obrigação legal, não em boa prática opcional.

O perfil de quem se dá bem

Existe um traço comum entre os bons profissionais da área: incômodo com afirmação sem evidência. É quem ouve “as vendas estão indo bem” e sente necessidade de perguntar “comparado a quê, em qual período, com qual margem”.

Isso não é teimosia. É a habilidade central da função. O especialista precisa desconfiar do próprio resultado antes que a diretoria desconfie — porque, se um número errado chega ao conselho, a credibilidade da área inteira vai junto.

O segundo traço é paciência com o trabalho invisível. Estima-se que a maior parte do tempo do profissional seja gasta preparando, limpando e conciliando dados, não criando gráficos. Quem entra na carreira imaginando um dia inteiro de insights brilhantes se frustra na primeira semana.

Salário médio e perspectivas de carreira do Especialista em Data & Business Intelligence

Salário médio

Júnior: R$ 4.200

Sênior: R$ 22.000+

A remuneração varia conforme região, porte da empresa e nível de experiência. Cargos de liderança e especializações elevam significativamente os valores. A progressão típica acontece em etapas.

Faixas salariais em 2026

A remuneração na área é puxada por escassez de mão de obra qualificada. As faixas abaixo refletem o mercado brasileiro de 2026 para profissionais em regime CLT, com base em pesquisas salariais de consultorias de recrutamento e dados agregados de plataformas de vagas.

EstágioFaixa salarial mensalPerfil típico
Estágio/TraineeR$ 1.800 – R$ 3.000Estudante de Administração, Economia, Contábeis ou TI
Analista de BI JúniorR$ 4.200 – R$ 6.5000 a 3 anos; SQL e Power BI no dia a dia
Analista Pleno / EspecialistaR$ 7.000 – R$ 12.0003 a 6 anos; modelagem, ETL e autonomia com áreas de negócio
Sênior / Coordenador de BIR$ 14.000 – R$ 22.0006 a 12 anos; lidera squad, define arquitetura e governança
Gerente / Head de Dados / CDOR$ 25.000 – R$ 60.000+12+ anos; responde pela estratégia de dados da companhia

O que faz o salário variar

Região. São Paulo, Grande ABC e Alphaville concentram as maiores faixas, com prêmio de 20% a 35% sobre a média nacional. O trabalho remoto reduziu parte dessa diferença, mas não a eliminou: empresas que contratam remoto costumam ancorar a proposta no custo de vida da cidade do candidato.

Setor. Serviços financeiros, seguradoras e grandes varejistas pagam acima da média porque o dado é o próprio produto. Indústria e agronegócio subiram bastante nos últimos anos por escassez de gente disposta a trabalhar longe dos grandes centros.

Porte da empresa. Multinacionais oferecem salário-base maior e bônus estruturado. Startups e scale-ups pagam menos em base e compensam com participação societária. Empresas médias oferecem algo valioso para quem está construindo carreira: escopo largo, com contato direto com a diretoria desde cedo.

Stack e certificações. Dominar ambiente de nuvem, engenharia de dados e ferramentas modernas de transformação desloca a faixa para cima de forma perceptível. A diferença entre quem só opera a ferramenta de visualização e quem constrói a camada de dados por trás dela pode chegar a 60% de remuneração.

Inglês. Em companhias com matriz fora do Brasil, fluência é pré-requisito para posições acima de pleno. Também é o que abre a porta de contratações PJ por empresas estrangeiras, faixa que hoje concorre diretamente com o mercado local.

A trilha de crescimento

A progressão clássica parte do Estagiário ou Analista Júnior, que atende demandas pontuais de relatório e aprende a estrutura de dados da empresa. Segue para Analista Pleno, quando o profissional já traduz um pedido vago da área de negócio em uma pergunta analítica bem formulada. Chega a Analista Sênior / Especialista, ponto em que passa a desenhar a arquitetura da informação e a questionar a própria pergunta que lhe foi feita.

A partir daí, o caminho se bifurca.

trilha de gestão leva a Coordenador de BI, Gerente de Dados e Head de Analytics, com responsabilidade sobre time, orçamento e prioridades. Culmina no papel de Chief Data Officer, presente hoje em bancos, seguradoras, grandes varejistas e operadoras de saúde.

trilha técnica leva a Arquiteto de Dados, Engenheiro de Analytics ou Cientista de Dados Sênior, com salários competitivos sem exigir gestão de pessoas — alternativa relevante para quem gosta do problema e não da agenda de reuniões.

Existe ainda uma terceira saída, menos comentada e cada vez mais frequente: a migração para posições de negócio. Profissionais de BI que entendem profundamente a operação viram gerentes comerciais, de pricing, de supply chain ou de planejamento financeiro. O domínio do dado vira vantagem competitiva em uma cadeira de decisão, e o MBA costuma ser o instrumento dessa transição.

Mitos e Verdades da carreira de Especialista em Data & Business Intelligence

MITO É preciso ser programador para trabalhar com BI
VERDADE A base é SQL e lógica de dados. Boa parte dos especialistas vem de Administração, Economia ou Contábeis e aprende a parte técnica depois.
MITO BI é só montar dashboard bonito
VERDADE O painel é o produto final. O trabalho está em modelar dados, definir a regra de cálculo e garantir que todos leiam o mesmo número.
MITO Quem trabalha com dados não precisa falar com ninguém
VERDADE O especialista passa boa parte do tempo entrevistando áreas para entender o que elas realmente precisam medir.
MITO A carreira não pagará bem por causa da IA
VERDADE A verdade é que bancos, varejo, saúde e agronegócio disputam esse profissional e pagam salários acima da média, equivalentes aos de empresas de tecnologia.

O que faz um Especialista em Data & Business Intelligence? Funções principais

Levantar a pergunta antes de levantar o dado

O trabalho começa com uma conversa, não com uma consulta. O especialista senta com a área que pediu o relatório e descobre qual decisão está por trás do pedido. “Quero um relatório de vendas por vendedor” pode significar “quero saber quem demitir”, “quero recalcular a comissão” ou “quero entender por que a meta não bateu” — e cada uma dessas intenções produz um relatório diferente. Pular essa etapa é a causa número um de retrabalho na área.

Extrair, integrar e tratar as fontes

  • Conectar-se a ERPs, CRMs, planilhas departamentais, APIs e bancos transacionais
  • Construir e manter rotinas de ETL/ELT que trazem esses dados para um repositório central
  • Identificar duplicidades, registros inconsistentes e campos preenchidos à mão
  • Documentar de onde veio cada número, para que a resposta a “de onde saiu isso?” não dependa de memória

Modelar os dados

Modelagem é a etapa que separa o profissional que entrega rápido do que entrega certo. Envolve definir a granularidade de cada tabela, estabelecer relações entre fatos e dimensões, criar hierarquias de tempo, produto e região, e escrever as regras de cálculo dos indicadores. É aqui que se decide, por exemplo, se “cliente ativo” significa quem comprou nos últimos 90 dias ou nos últimos 12 meses — e essa decisão muda o resultado de dezenas de painéis.

Construir painéis e relatórios

  • Desenhar dashboards em Power BI, Tableau, Looker Studio ou Qlik
  • Definir a hierarquia visual: o que aparece primeiro, o que fica em detalhamento
  • Criar alertas automáticos para desvios relevantes de indicador
  • Garantir que o painel abra rápido — desempenho ruim mata a adoção de um relatório correto

Analisar e explicar

Entregar o painel não encerra o trabalho. O especialista investiga variações, testa hipóteses, isola efeitos de sazonalidade e escreve a leitura do que aconteceu. A entrega final costuma ser uma frase, não um gráfico: “a queda de 12% na margem vem de três clientes que migraram para o mix de entrada; o volume total cresceu”.

Zelar pela governança

  • Manter um dicionário de indicadores acessível a toda a empresa
  • Controlar níveis de acesso e mascarar dados pessoais conforme a LGPD
  • Auditar divergências entre relatórios e resolver a fonte do conflito, não o sintoma
  • Descontinuar painéis que ninguém usa — proliferação de relatório é dívida técnica

Treinar as áreas de negócio

Parte crescente da função é capacitar usuários a responderem sozinhos as perguntas simples, liberando o time de dados para os problemas complexos. Isso envolve treinamento, documentação e um pouco de política interna — nem toda área quer autonomia, e nem toda autonomia é bem usada.

Onde trabalha um Especialista em Data & Business Intelligence?

Instituições financeiras e seguradoras

Bancos, fintechs, cooperativas de crédito e seguradoras foram os primeiros a estruturar áreas de dados no Brasil e continuam sendo os maiores empregadores. As aplicações vão de modelos de crédito e detecção de fraude a precificação de apólices e relatórios regulatórios ao Banco Central. É o setor com maior maturidade técnica e maior exigência de rigor.

Varejo e e-commerce

Aqui o dado é operação diária. Ruptura de estoque, elasticidade de preço, curva ABC, comportamento de recompra e desempenho de campanha são analisados em ciclos de horas, não de meses. É um ambiente de aprendizado acelerado, com volume alto e pressão por velocidade.

Indústria e agronegócio

Com a maturação da Indústria 4.0, sensores de chão de fábrica e maquinário agrícola conectado geram volumes enormes de dados de produção. As aplicações incluem manutenção preditiva, controle de OEE, rastreabilidade de safra e otimização de rotas. É um dos setores que mais contrata e um dos que menos encontra gente qualificada.

Saúde

Hospitais, operadoras e laboratórios usam BI para gestão de leitos, sinistralidade, glosas, taxa de reinternação e desfecho clínico. O setor combina dado sensível, regulação pesada e alto impacto — cada ponto percentual de sinistralidade representa milhões, e cada erro de leitura tem consequência assistencial.

Consultorias e empresas de tecnologia

Consultorias de gestão e integradoras de tecnologia mantêm times inteiros de BI atendendo clientes de setores variados. É a rota mais rápida para acumular repertório: em dois anos, o profissional passa por indústria, varejo e serviço financeiro. Em contrapartida, a rotina é de projeto, com prazo apertado e viagens.

Setor público e terceiro setor

Secretarias, tribunais, agências reguladoras e grandes ONGs vêm estruturando áreas de dados para transparência, alocação orçamentária e mensuração de impacto social. Salários são mais baixos que no privado, mas a estabilidade e a escala do impacto atraem parte dos profissionais.

Trabalho autônomo e para o exterior

O especialista experiente encontra demanda como consultor independente, montando estruturas de BI para empresas médias que não sustentam um time interno. E há uma frente que cresceu muito desde 2023: contratação PJ por empresas americanas e europeias, com remuneração em moeda forte e trabalho remoto integral. Exige inglês fluente e portfólio comprovável.

Quais as habilidades e competências necessárias para ser Especialista em Data & Business Intelligence?

Soft skills

  • Pensamento crítico
  • Atenção ao detalhe
  • Visão sistêmica
  • Atualização constante
  • Tomada de decisão sob incerteza
  • Pensamento analítico
  • Comunicação

Hard skills

  • Domínio de ferramentas de IA generativa
  • Ferramentas de visualização e BI
  • Estatística
  • Excel avançado
  • Análise de indicadores
  • Noções de Programação
  • Ferramentas de análise de dados

Formação e qualificações recomendadas para Especialista em Data & Business Intelligence

A graduação: não existe um único caminho

A área é notavelmente aberta quanto à formação de origem. Administração, Economia, Ciências Contábeis, Engenharia, Estatística e cursos de tecnologia alimentam o mercado em proporções parecidas. A graduação em Economia entrega base quantitativa e econometria; Administração entrega visão de processo e linguagem de negócio; Ciências Contábeis entrega domínio das demonstrações financeiras, que é justamente o dado mais sensível de qualquer empresa.

Quem vem de exatas tende a chegar mais rápido na parte técnica. Quem vem de negócios tende a chegar mais rápido nas posições de liderança, porque a barreira ali não é escrever consulta, é entender o que a diretoria precisa. Ambas as origens funcionam — o que não funciona é ficar só de um lado.

A pós-graduação e o MBA: onde a carreira acelera

Existe um teto invisível na carreira de dados. O profissional domina as ferramentas, entrega relatórios impecáveis, é tecnicamente respeitado — e mesmo assim não é chamado para a mesa onde as decisões acontecem. O motivo raramente é técnico. É que a conversa naquela mesa é sobre margem, capital, risco e estratégia, e quem não fala essa língua permanece como fornecedor de insumo.

É exatamente esse teto que uma pós ou MBA rompe. O MBA com ênfase em Inteligência Artificial e Analytics para Negócios da Strong Business School foi desenhado para essa transição: parte da aplicação de analytics e IA generativa em contextos reais de negócio e conecta isso à decisão executiva, em vez de tratar dado como assunto de TI.

Para quem quer o aprofundamento técnico-analítico, o MBA Executivo em Business Analytics e Big Data – Live cobre a espinha dorsal de arquitetura de dados e modelagem preditiva. Para quem já lidera projetos e precisa da visão de reestruturação organizacional, o MBA em Transformação Digital – Live trata a agenda de dados como parte de uma mudança maior de modelo de negócio.

Conheça o MBA com ênfase em Inteligência Artificial e Analytics para Negócios da Strong Business School — com a chancela FGV e unidades em Santo André, Santos, Osasco e Alphaville.

Certificações que o mercado reconhece

  • Microsoft PL-300 (Power BI Data Analyst) — a mais pedida em vagas brasileiras
  • Microsoft DP-600 (Fabric Analytics Engineer) — relevante para quem trabalha com o ecossistema Microsoft em nuvem
  • Google Cloud Professional Data Engineer e AWS Data Engineer Associate — para ambientes fora da Microsoft
  • Tableau Desktop Specialist — em empresas que padronizaram nessa ferramenta
  • Certificações de dbt e Databricks — para quem quer avançar na camada de engenharia de analytics

Certificação abre triagem de currículo, não fecha contratação. O que decide entrevista é o portfólio: um projeto público, bem documentado, que mostre o caminho do dado bruto até a recomendação de negócio.

Idiomas

Inglês deixou de ser diferencial e virou requisito acima de pleno. Documentação técnica, comunidade e as fontes que definem a agenda da área são majoritariamente em inglês. Espanhol tem valor específico em empresas com operação latino-americana centralizada no Brasil.

Desafios e tendências para a carreira de Especialista em Data & Business Intelligence

Desafio: a qualidade do dado nunca é problema seu, mas sempre vira

O especialista herda dados produzidos por processos que não controla. Um cadastro preenchido errado no ponto de venda vira um relatório errado três semanas depois — e a cobrança recai sobre quem entregou o relatório, não sobre quem preencheu o cadastro. Lidar com isso exige articulação política: convencer áreas a mudarem a forma como registram informação, sem ter autoridade sobre elas.

Desafio: a pressão por resposta imediata

A expectativa comum é que dado esteja disponível instantaneamente. A realidade é que uma pergunta nova costuma exigir horas de conciliação. Gerenciar essa expectativa, negociando prazo sem parecer resistente, é uma competência tão relevante quanto qualquer habilidade técnica.

Desafio: o painel que ninguém usa

Muitos times de BI produzem dezenas de dashboards que caem em desuso em poucos meses. Isso acontece quando o painel responde à pergunta que o analista achou interessante, não à decisão que o gestor precisa tomar. Medir adoção e descontinuar o que não é usado exige uma dose de desapego que nem todo profissional tem.

Tendência: IA generativa embutida na camada analítica

As principais ferramentas de BI já permitem perguntar em linguagem natural e receber gráfico e explicação. Isso não elimina a função — desloca. O trabalho de escrever a consulta perde peso; o trabalho de garantir que o modelo semântico por trás esteja correto ganha peso enorme, porque agora um erro de modelagem é respondido com confiança para qualquer pessoa da empresa. O profissional que só operava a ferramenta fica exposto; o que domina modelagem e governança fica mais valioso.

Tendência: convergência entre BI e engenharia de analytics

A separação entre quem prepara o dado e quem o apresenta está se dissolvendo. Ferramentas modernas de transformação trouxeram práticas de engenharia de software — versionamento, testes automatizados, revisão de código — para dentro do time de BI. Vagas de “Analytics Engineer” cresceram em ritmo acelerado e pagam acima da média de BI tradicional.

Tendência: dados de ESG e relatórios regulados

A obrigatoriedade de relatórios de sustentabilidade para companhias abertas criou uma demanda nova: rastrear emissões, consumo de recursos, cadeia de fornecedores e indicadores sociais com o mesmo rigor de auditoria aplicado ao financeiro. É um dado que a maioria das empresas nunca coletou de forma estruturada, e alguém precisa construir essa estrutura do zero.

Tendência: BI operacional e decisões em tempo real

O relatório mensal perdeu relevância em vários setores. Logística, varejo e serviços financeiros migraram para arquiteturas de streaming, em que o indicador é atualizado continuamente e dispara ação automática. Isso muda a natureza do trabalho: em vez de reportar o passado, o especialista projeta o sistema que reage ao presente.

Tendência: privacidade como restrição de projeto

Com fiscalização mais ativa da LGPD, decisões de arquitetura passaram a incorporar minimização de dados, anonimização e controle granular de acesso desde o desenho. O profissional que trata privacidade como etapa final descobre tarde que precisa refazer o modelo inteiro.

Conteúdos recomendados

Seja um Especialista em Data & Business Intelligence de sucesso! A Strong Business School te ajudará nessa caminhada

O mercado brasileiro não tem falta de gente que sabe montar um dashboard. Tem falta de gente que sabe qual dashboard deveria existir. Essa diferença é o que separa o analista que entrega relatório do especialista que participa da decisão — e é exatamente o que uma formação executiva de alto nível constrói.

Na Strong Business School, conveniada à FGV, o MBA com ênfase em Inteligência Artificial e Analytics para Negócios conecta a competência analítica à linguagem da diretoria. O que a Strong coloca à disposição de quem faz essa escolha:

  • Corpo docente FGV: professores que unem formação acadêmica de primeira linha à vivência executiva real — quem dá a aula já resolveu o problema discutido em sala
  • Marca com peso de mercado: a FGV foi eleita por cinco anos consecutivos uma das 150 melhores instituições de ensino do mundo e é a primeira colocada no ranking do MEC que avalia Instituições de Educação Superior
  • Reconhecimento internacional: 3º melhor think tank do mundo pelo Global Go To Think Tank Index Report e melhor escola de negócios do Brasil pelo ranking Eduniversal
  • Quatro unidades: Santo André, Santos, Osasco e Alphaville, com formatos presencial, blended, live e online para caber na rotina de quem já trabalha
  • Rede de relacionamento: a sala é formada por profissionais de setores distintos em posições de decisão — parte relevante do valor da experiência está no colega ao lado
  • Programas internacionais FGV: módulos em Itália, Alemanha, Estados Unidos, China e Portugal para quem busca repertório global

FAQ

Perguntas e respostas

Não no sentido de desenvolver software. O requisito real é SQL, que é uma linguagem de consulta e se aprende em poucos meses de prática. Python aparece em vagas mais avançadas, mas raramente é eliminatório na entrada. A maior parte dos especialistas de BI no Brasil não é formada em computação.

O analista de BI organiza e explica o que aconteceu, com foco em confiabilidade e clareza. O cientista de dados constrói modelos estatísticos para prever o que vai acontecer. Na prática, os papéis se sobrepõem em empresas médias, onde a mesma pessoa faz as duas coisas. O salário do cientista de dados costuma ser mais alto na entrada, mas o teto de carreira do profissional de BI que migra para gestão é maior.

Vale se o objetivo for sair da execução técnica e ocupar posições de decisão. A limitação de quem trava na carreira de dados quase nunca é conhecimento de ferramenta — é não conseguir traduzir a análise para a linguagem de margem, risco e capital que a diretoria usa. Se o objetivo for aprofundamento puramente técnico, uma certificação especializada costuma ter melhor custo-benefício.

A IA generativa automatizou a parte mecânica: escrever consulta, gerar gráfico, documentar. O que ela não faz é decidir qual pergunta o negócio precisa responder, nem garantir que o dado por trás da resposta está correto. O efeito observado é de deslocamento, não de extinção: quem apenas operava ferramenta perde espaço, quem domina modelagem, governança e contexto de negócio se torna mais requisitado.

Sim, e é o caminho mais comum. Profissionais de finanças, marketing, logística e operações migram com vantagem, porque já conhecem o negócio — falta apenas a camada técnica, que é a parte mais rápida de adquirir. O contrário, alguém que domina a técnica mas não conhece nenhuma operação, costuma levar mais tempo para se tornar útil.

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O curso de Economia também conquistou a nota máxima no ENADE (5), se tornando o melhor do Estado e o segundo melhor do Brasil. Em 2018, foi a vez do curso de Publicidade e Propaganda atingir a nota máxima e se posicionar como o melhor do país.

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