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Guia de Carreiras - Strong

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Um guia completo sobre a carreira de
CIO / Chief Information Officer

Também conhecido como:
Diretor de TI, Diretor de Tecnologia
Código CBO: ? CBO é a Classificação Brasileira de Ocupações. Ele é um código oficial criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Você pode consultar os códigos diretamente na página oficial do MTE.
1236-05

O CIO (Chief Information Officer) é o executivo que comanda a tecnologia da informação de uma empresa. Define a estratégia digital, administra o orçamento de TI e protege dados e sistemas, para que a tecnologia sustente a operação e apoie as metas do negócio.

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Salários de até +
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Qual é a importância de um CIO?

O que acontece com uma empresa quando a tecnologia para por dez dias?

Em junho de 2017, o vírus NotPetya paralisou a Maersk, empresa que, segundo o presidente do conselho, Jim Hagemann Snabe, movimenta cerca de 20% do comércio mundial. Para voltar a operar, a companhia reinstalou 4.000 servidores, 45.000 computadores e 2.500 aplicações em dez dias, tarefa que, nas palavras do próprio Snabe, levaria cerca de seis meses em condições normais. A conta ficou entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões. No Fórum Econômico Mundial de 2018, Snabe resumiu a lição: a empresa era apenas mediana em cibersegurança e passou a querer transformar essa área em vantagem competitiva. Decisões sobre arquitetura de rede, backup, plano de recuperação e orçamento de segurança, que definem se um episódio assim dura dez dias ou dez semanas, pertencem ao CIO. O cargo é o de quem, quando tudo funciona, ninguém nota, e que decide antes da crise quanto a empresa aguenta.

Saiba tudo sobre a carreira de CIO!

Neste artigo você encontrará os seguintes assuntos:

Apresentação

Significado da sigla CIO

CIO é a sigla de Chief Information Officer, em português diretor de tecnologia da informação ou, de forma mais curta, diretor de TI. Escrita em maiúsculas, a sigla designa o cargo; “cio”, em minúsculas, é o período fértil de animais e não tem relação com a carreira. O CIO ocupa o topo da área de tecnologia e responde por sistemas, infraestrutura, dados, segurança e orçamento de TI, sempre amarrados às metas da empresa.

Origem do cargo

O título surgiu no início dos anos 1980. William Synnott, executivo do Bank of Boston, e William Gruber, professor da MIT Sloan School of Management, formalizaram o papel em 1981, no livro Information Resource Management. O argumento era que o gestor de sistemas da época precisava trocar o perfil técnico pelo de executivo de negócios, no mesmo nível do CEO e do CFO, e tratar a informação como um recurso a ser administrado. Em 1996, a Lei Clinger-Cohen criou o cargo de CIO nas agências do governo federal dos Estados Unidos, o que ajudou a difundi-lo no setor público.

Diferença entre CIO, CTO, CISO e CDO

Os quatro cargos convivem nas grandes empresas e se confundem com facilidade. O CIO cuida da tecnologia que sustenta a operação interna: sistemas de gestão (ERP), redes, infraestrutura, nuvem e ferramentas dos colaboradores. O CTO (Chief Technology Officer) responde pela tecnologia que a empresa vende ou incorpora ao produto, como plataformas, arquitetura de software e pesquisa e desenvolvimento. O CISO (Chief Information Security Officer) é o responsável pela segurança da informação. O CDO (Chief Data Officer) responde por dados, qualidade e governança. Em empresas pequenas e médias, uma só pessoa costuma acumular CIO e CTO, e a segurança fica sob a mesma diretoria. O Guia Salarial 2026 da Robert Half trata CIO, CTO e CSO (Chief Security Officer) como cargos distintos, com medianas de R$ 41.550, R$ 38.350 e R$ 40.650, respectivamente.

A quem o CIO responde

Na maioria das empresas, o CIO responde ao CEO. Em alguns casos reporta ao COO (diretor de operações) ou ao CFO (diretor financeiro), situação mais comum quando a tecnologia é vista como centro de custo. Em organizações onde a tecnologia é parte do produto, o CIO tende a ter assento no comitê executivo e acesso direto ao conselho de administração.

Do técnico ao estrategista

A pesquisa CIO Outlook 2026, da Experis, ouviu 1.930 líderes de tecnologia em 12 países. Pela primeira vez, alinhar tecnologia e negócio (48%) superou a cibersegurança como principal contribuição atribuída ao CIO. A 25ª edição do State of the CIO, da Foundry, com 662 líderes de TI, descreve esses profissionais na linha de frente da passagem da inteligência artificial do experimento para casos de uso com valor de negócio mensurável. O cargo deixou de ser medido pela estabilidade dos sistemas e passou a ser medido pelo resultado que eles entregam.

O que muda no cargo conforme o porte da empresa

O título é o mesmo, mas a rotina muda com o tamanho da organização. Em uma multinacional, o CIO administra equipes numerosas, contratos globais e um comitê de arquitetura, e delega a operação diária a gerentes. Em uma empresa de médio porte, costuma ter um time enxuto, acompanha de perto a implantação de cada sistema e negocia pessoalmente com os fornecedores. Em uma empresa pequena, o cargo muitas vezes nem existe formalmente: a função é exercida por um gerente de TI ou por um consultor, e a decisão estratégica de tecnologia fica com os sócios. Por isso, a responsabilidade e a remuneração podem ser bem diferentes entre dois profissionais que carregam o mesmo título.

Por que a tecnologia chegou à pauta do conselho

Três fatores levaram o tema da sala de servidores à sala de reuniões da diretoria. O primeiro é a dependência operacional: faturamento, estoque, atendimento e pagamentos passam por sistemas, e uma indisponibilidade de horas vira perda de receita. O segundo é o risco legal, já que o vazamento de dados pessoais pode gerar sanção da ANPD e dano de reputação. O terceiro é a concorrência: empresas que usam dados e automação para decidir mais rápido ou cortar custo obrigam as demais a acompanhar. O CIO traduz esses três pontos em investimento, prazo e risco que a diretoria consiga comparar com outras prioridades.

Salário médio e perspectivas de carreira do CIO

Salário médio

Júnior: R$ 32.000

Sênior: R$ 53.600+

A remuneração varia conforme região, porte da empresa e nível de experiência. Cargos de liderança e especializações elevam significativamente os valores. A progressão típica acontece em etapas.

O salário de um CIO no Brasil varia de R$ 32.000 a R$ 53.600 por mês, com mediana de R$ 41.550, segundo o Guia Salarial 2026 da Robert Half (percentis 25, 50 e 75). É a remuneração mais alta entre os cargos executivos de tecnologia do guia. O Guia Salarial 2026 da Michael Page, que reúne dados de mais de 7 mil profissionais e 548 posições, registra salário fixo de até R$ 75.000 para diretor de tecnologia (CIO), o sexto maior teto fixo do levantamento.

Faixas salariais por estágio da carreira
A tabela abaixo mostra a escada salarial de TI até o cargo de CIO, com os valores do Guia Salarial 2026 da Robert Half para o mercado nacional (do percentil 25 ao 75). 

EstágioFaixa salarial mensalPerfil típico
Analista de Sistemas JúniorR$ 5.600 – R$ 9.000Primeiros anos em sistemas, suporte ou desenvolvimento
Analista de Sistemas PlenoR$ 8.300 – R$ 14.000Atuação autônoma em projetos e integrações
Analista de Sistemas SêniorR$ 11.100 – R$ 18.600Referência técnica e apoio a decisões de arquitetura
Coordenador de SistemasR$ 12.800 – R$ 21.600Primeira gestão de equipe e de entregas
Gerente de TIR$ 20.950 – R$ 35.050Gestão de área, orçamento e fornecedores
CIO / Diretor de TecnologiaR$ 32.000 – R$ 53.600Responsável pela estratégia e pelo risco de TI da empresa

O que faz o salário de CIO subir ou cair

Região. Os dados regionais da Robert Half mostram a distância entre os mercados. A mediana do CIO é de R$ 43.000 em Campinas, R$ 41.550 no país, R$ 33.500 em Curitiba, R$ 28.400 em Fortaleza e R$ 28.050 em Recife. Entre o topo e a base dessa lista, a diferença é de cerca de 53%. Em Santa Catarina, o NSC Total reportou R$ 32.600 para o cargo, no nível pleno do guia.

Porte e setor. Empresas maiores, reguladas e com operação dependente de sistemas, como bancos, indústrias e logística, pagam mais porque o custo de uma falha é maior. O Guia Salarial 2026 da Robert Half lista educação, indústria em geral, mercado financeiro, óleo e gás e startups entre os segmentos que mais contratam em tecnologia.

Escopo do cargo. O CIO que acumula segurança, dados ou a função de CTO responde por mais risco e tende a negociar remuneração mais alta. Os valores do guia são de salário fixo; bônus e participação nos resultados ficam fora desses números e podem pesar bastante em cargos de diretoria.

Perspectivas de crescimento e próximos passos

O Guia Salarial Fox Tech 2026 aponta alta de 9,62% na média salarial de diretores de tecnologia entre 2025 e 2026. No mesmo levantamento, o diretor de segurança subiu 15,02% e o diretor de infraestrutura, 14,72%, sinal de que os especialistas em risco e em base tecnológica também estão sendo valorizados. Segundo a Robert Half, quatro em cada dez empresas brasileiras pretendem ampliar suas equipes de tecnologia.

O caminho típico passa por analista, coordenador e gerente de TI antes da diretoria, mas não existe prazo fixo nem trilha única. A partir do cargo de CIO, as saídas mais comuns são a diretoria-geral, a atuação como conselheiro em tecnologia e a consultoria. A carreira de CEO / Diretor-Geral aparece no Guia de Carreiras da Strong com faixa média de R$ 23.000 a R$ 80.000.

Mitos e Verdades da carreira de CIO

✕ MITO CIO é o chefe do suporte técnico.
✓ VERDADE O CIO responde por estratégia, orçamento e risco de tecnologia. O atendimento ao usuário é uma entrega do time, mas está longe de ser a função central do cargo.
✕ MITO CIO e CTO são o mesmo cargo.
✓ VERDADE O CIO cuida da tecnologia que sustenta a operação interna; o CTO, da tecnologia que vira produto para o cliente. Em empresas menores, uma só pessoa acumula os dois papéis.
✕ MITO CIO precisa ser o melhor programador da equipe.
✓ VERDADE O cargo exige conhecer arquitetura e risco o bastante para decidir bem, mas a entrega é liderar pessoas, fornecedores e orçamento, e não escrever o código.

O que faz um CIO? Funções principais

Define a estratégia de tecnologia

O CIO traduz o plano de negócios em um plano de tecnologia: o que construir, o que comprar, o que desligar e em que ordem. Um plano de expansão para novos estados, por exemplo, exige decidir antes se o ERP aguenta mais filiais, se a rede atende as novas unidades e se o time de suporte cobre outro fuso. O resultado costuma ser um roteiro de três a cinco anos, revisado todo ano.

Administra o orçamento de TI

A pesquisa CIO Priorities & Investment Trends 2026, da Gartner, com 1.100 CIOs, mostra que 43% tiveram aumento de orçamento operacional no ano e 38% mantiveram o valor. Entre as frentes de investimento, 52% citaram dados e análise e 47%, cibersegurança. Cabe ao CIO distribuir esse dinheiro entre manter o que existe, modernizar e inovar, e justificar cada escolha para a diretoria financeira.

Protege dados e sistemas

Segurança da informação é responsabilidade compartilhada com o CISO, quando existe, mas o risco final recai sobre o CIO. A rotina inclui política de acesso, backup testado, plano de continuidade e resposta a incidentes, normalmente apoiados na norma ISO/IEC 27001. Em instituições financeiras, a Resolução CMN 4.893/2021 obriga uma política de segurança cibernética formalizada, o que leva o tema à pauta da diretoria.

Cuida da conformidade com a LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) prevê, no artigo 52, multa de até 2% do faturamento da empresa no Brasil no último exercício, excluídos os tributos, limitada a R$ 50 milhões por infração. As sanções administrativas estão em vigor desde agosto de 2021. O CIO trabalha com o jurídico e com o encarregado de dados para mapear onde os dados pessoais estão, quem acessa e por quanto tempo ficam guardados.

Escolhe e controla fornecedores

Nuvem, licenças de software, ERP e terceirização de infraestrutura formam uma carteira de contratos que costuma consumir a maior parte do orçamento. O CIO negocia preços e prazos, define níveis de serviço (SLA) e acompanha o gasto mês a mês, prática conhecida como FinOps quando aplicada à nuvem. Contrato mal escrito vira dependência de um único fornecedor e dificulta a troca no futuro.

Conduz a governança de dados e de inteligência artificial

O CIO define quais ferramentas de IA a empresa pode usar, com quais dados e sob qual revisão humana. A norma ISO/IEC 42001, publicada em dezembro de 2023, estabelece requisitos para um sistema de gestão de IA. No Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) incluiu a inteligência artificial entre os quatro eixos prioritários de fiscalização para 2026 e 2027.

Lidera pessoas e presta contas à diretoria

O CIO forma e retém o time de tecnologia, num mercado em que a Robert Half descreve as habilidades de dados, IA e segurança como as mais difíceis de encontrar. Também apresenta ao conselho, em linguagem de negócio, o risco de cada decisão: quanto custa uma hora de sistema fora do ar, qual o prejuízo de um vazamento e qual o retorno esperado de um investimento.

Garante a continuidade da operação

Dois indicadores orientam o plano de continuidade. O RTO (Recovery Time Objective) é o tempo máximo que um sistema pode ficar parado; o RPO (Recovery Point Objective) é a quantidade máxima de dados que a empresa aceita perder, medida em tempo desde o último backup. Um sistema de pagamentos pode exigir RTO de minutos e RPO próximo de zero, enquanto um sistema interno de relatórios tolera horas. O CIO define esses valores junto com as áreas de negócio, calcula o custo de cumpri-los e testa a recuperação com simulações periódicas. Ter backup não basta: o que conta é o tempo real de restauração, e só o teste mostra esse número.

Conduz projetos e a transformação digital

Troca de ERP, migração para a nuvem, integração de sistemas após uma fusão e implantação de ferramentas de IA são projetos que o CIO patrocina e acompanha. O papel inclui definir quem, dentro da empresa, é dono de cada projeto, escolher a metodologia (cascata, ágil ou híbrida), acompanhar prazo, custo e escopo e decidir quando interromper uma iniciativa que não entrega o prometido. Escopo mal definido e baixa adesão dos usuários costumam estar entre as causas mais comuns de atraso, razão pela qual o CIO envolve as áreas de negócio desde o desenho.

Como é a rotina de um CIO

A agenda mistura reuniões estratégicas e decisões operacionais. Uma semana típica inclui revisão de indicadores de disponibilidade e de segurança, reunião com a diretoria financeira sobre o orçamento, acompanhamento dos projetos em andamento, negociação com fornecedores e conversas individuais com os gerentes de TI. Quando ocorre um incidente, como um ataque ou uma queda de sistema, a agenda é substituída pela gestão da crise: comunicação com a diretoria, acionamento do plano de resposta e, se o incidente puder causar risco ou dano relevante aos titulares dos dados, comunicação à ANPD e a eles, como determina o artigo 48 da LGPD. O código fica com a equipe; ao CIO cabem a decisão e o resultado.

Onde trabalha um CIO?

Indústria

Fábricas dependem de ERP, automação e sistemas de planejamento da produção. O CIO industrial convive com a integração entre a tecnologia da informação (escritório) e a tecnologia operacional (chão de fábrica), onde uma parada de linha tem custo imediato.

Bancos, fintechs e mercado financeiro

É o setor com maior exigência regulatória sobre tecnologia. O CIO de uma instituição financeira lida com a Resolução CMN 4.893/2021, com pagamentos instantâneos em operação contínua e com ataques frequentes. A Robert Half aponta o mercado financeiro entre os segmentos que mais contratam em TI.

Logística, varejo e comércio eletrônico

Estoque, roteirização, pagamentos e atendimento rodam sobre sistemas conectados. O caso da Maersk mostra o peso da tecnologia em uma operação logística global: sem sistemas, navios e contêineres param.

Saúde

Hospitais, laboratórios e operadoras guardam dados de saúde, classificados pela LGPD como dados pessoais sensíveis, com regras mais rígidas de tratamento. O CIO da saúde equilibra prontuário eletrônico, interoperabilidade entre sistemas e proteção dessas informações.

Setor público e educação

Órgãos públicos e instituições de ensino têm diretores de tecnologia responsáveis por sistemas de atendimento ao cidadão ou ao aluno. A educação aparece entre os segmentos que mais contratam em tecnologia no guia da Robert Half.

Startups, empresas de tecnologia e consultorias

Em startups, o CIO divide espaço com o CTO e costuma cuidar da tecnologia interna enquanto o CTO cuida do produto. Consultorias oferecem o modelo de CIO fracionado ou interino, em que um executivo experiente atende empresas médias que ainda não comportam uma diretoria de tempo integral.

Quais as habilidades e competências necessárias para ser CIO?

Soft skills

  • Comunicação
  • Visão sistêmica
  • Pensamento estratégico
  • Ética e integridade
  • Tomada de decisão sob incerteza
  • Negociação
  • Liderança

Hard skills

  • Domínio de ferramentas de IA generativa
  • Análise de indicadores
  • Domínio de ERPs e softwares correlatos
  • Planejamento estratégico
  • Metodologias de gestão
  • Gestão de riscos
  • Gestão financeira

Formação e qualificações recomendadas para CIO

Graduação

Não há graduação obrigatória. A maioria dos CIOs vem de ciência da computação, engenharia, sistemas de informação ou áreas afins, e uma parcela vem de administração, economia e ciências contábeis, formações que ajudam na gestão de orçamento e de negócio. A graduação em Administração da Strong, de 4 anos, com turmas em Santo André e Santos, entrega a base de gestão, finanças e estratégia que complementa a trajetória técnica.

MBA e pós-graduação

Para quem chega à gerência de TI, o MBA costuma ser o passo que traz a visão de negócio. O MBA FGV com ênfase em Inteligência Artificial tem 18 meses e inclui, na grade, disciplinas de Gestão da Segurança da Informação, Gestão Responsável e Governança de IA, Regulação e Geopolítica da IA e Infraestrutura de Dados e Operações para Gestores. O pré-requisito é graduação concluída há pelo menos dois anos, e o curso não exige conhecimento prévio de programação. O MBA FGV em Gestão Empresarial cobre estratégia, finanças e liderança. O MBA em Transformação Digital – Live e o MBA Executivo em Business Analytics e Big Data – Live são opções de aulas ao vivo, com matrícula feita no ambiente da FGV. Quem lidera projetos de implantação de sistemas encontra ainda o MBA com ênfase em Gerenciamento de Projetos.

Certificações

Certificações funcionam como linguagem comum com fornecedores e auditores, e não substituem histórico de entregas. As mais citadas na carreira são ITIL 4 e COBIT 2019 (governança e gestão de serviços de TI), TOGAF (arquitetura corporativa), PMP (gerenciamento de projetos), CISM e CISSP (segurança da informação) e as certificações de arquitetura dos grandes provedores de nuvem.

Uma trilha possível, sem prazo fixo

Uma sequência frequente começa na graduação em tecnologia ou gestão, passa por funções de analista em sistemas, infraestrutura ou projetos, avança para a coordenação de uma equipe e chega à gerência de TI, quando surge o contato direto com orçamento e fornecedores. Nessa etapa, o MBA e as certificações de governança e de segurança ajudam a preparar a conversa com a diretoria. A passagem para a diretoria costuma exigir três ativos: histórico de entregas medido em resultado de negócio, relacionamento com os demais executivos e capacidade de explicar risco técnico em termos financeiros. A ordem muda de pessoa para pessoa, e há quem chegue ao cargo vindo de consultoria ou de áreas de negócio.

Inglês e experiência

Relatórios de mercado, documentação de fornecedores e contratos globais costumam estar em inglês, o que torna o idioma requisito prático. A experiência pesa tanto quanto o diploma: a passagem por gestão de equipe, orçamento e fornecedores é o que sustenta a promoção a diretor. Conheça o MBA em Inteligência Artificial da Strong Business School.

Desafios e tendências para a carreira de CIO

Provar o retorno da inteligência artificial

Segundo a Experis, mais da metade dos líderes de tecnologia já obtém retorno positivo de investimentos em IA, mas o escrutínio sobre esses gastos cresce. Só 17% apontam a entrega de soluções de IA como responsabilidade principal do CIO, o que indica um papel de habilitador: escolher casos de uso, garantir dados confiáveis e cobrar resultado. A Gartner separou, na pesquisa de 2026, os CIOs que operacionalizam IA dos que ainda definem a estratégia.

Segurança e resiliência diante de ataques com IA

A cibersegurança deixou de ser a primeira prioridade do CIO na pesquisa da Experis, mas segue como a habilidade mais demandada (46%), à frente de IA e machine learning (37%) e de computação em nuvem (31%). O Guia Fox Tech 2026 registrou alta de 15,02% para diretores de segurança, e a Gartner destaca a ciberresiliência diante de ameaças que passaram a usar IA. O episódio da Maersk ensina que o que conta é o tempo de recuperação.

Custo de nuvem fora de controle

A Gartner aponta três pressões sobre os CIOs em 2026: escalar IA com resultado de negócio, conter um gasto de nuvem difícil de prever e reforçar a segurança. A segunda costuma ser a menos visível: contratos de nuvem escalam com o uso, e o CIO precisa de métricas por área para saber quem consome o quê.

Regulação de dados e de IA

Além da LGPD, o Projeto de Lei 2.338/2023, o marco legal da IA, foi aprovado pelo Senado em 10 de dezembro de 2024 e tramita na Câmara dos Deputados, em comissão especial que aguarda o parecer do relator; segundo o relator, a votação fica para depois das eleições de outubro de 2026. O texto adota abordagem baseada em risco, inspirada no regulamento europeu de IA. Mesmo sem a lei aprovada, a ANPD já fiscaliza o uso de dados pessoais no treinamento de sistemas.

Soberania digital e escassez de talentos

Na pesquisa da Experis, 81% consideram a soberania digital uma alta prioridade, mas 67% planejam ampliar o uso de serviços offshore ou nearshore em 2026. O CIO administra essa tensão entre controle local e acesso a mão de obra, além da disputa por profissionais de dados, IA e segurança.

Alinhamento com o negócio

Com 48% das respostas, o alinhamento entre TI e negócio é a principal contribuição atribuída ao CIO. Na prática, isso significa ter indicadores que a diretoria entenda, como custo por transação, tempo de indisponibilidade e retorno de projetos, e abandonar relatórios que só mostram atividade técnica.

Sistemas legados e dívida técnica

Empresas com décadas de operação costumam manter sistemas antigos que funcionam, mas dependem de poucas pessoas que os conhecem e de tecnologias sem suporte do fabricante. Dívida técnica é o nome dado aos atalhos acumulados nesses sistemas, que encarecem cada mudança futura. O CIO decide entre manter, modernizar, substituir ou isolar o sistema antigo atrás de interfaces (APIs) que o conectam aos novos, e precisa mostrar à diretoria o custo de não agir, medido em risco de parada, dificuldade de contratar quem conheça a tecnologia e lentidão para lançar novidades.

Cultura e adoção das ferramentas

Comprar uma ferramenta é a parte curta do trabalho. A parte longa é conseguir que as pessoas a usem, o que exige treinamento, mudança de processo e um patrocinador na diretoria. O tema ganhou um nome próprio com a IA generativa: o uso de ferramentas pessoais por colaboradores, com dados da empresa e sem aprovação da TI, conhecido como shadow AI (ou shadow IT, no caso geral). Proibir tende a empurrar o uso para fora do alcance da empresa; por isso, o CIO costuma combinar uma política clara com uma alternativa aprovada, segura e fácil de acessar.

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A trajetória até a diretoria de tecnologia exige o que o diploma técnico sozinho não entrega: finanças, estratégia, liderança e linguagem de conselho. É nessa lacuna que os programas da Strong Business School atuam. A instituição oferece MBAs FGV com ênfase em Inteligência Artificial, Gestão Empresarial e Gerenciamento de Projetos, além de opções ao vivo em Transformação Digital e em Business Analytics e Big Data.

Os diferenciais estão no formato e no corpo docente. As turmas blended do MBA reúnem 9 disciplinas presenciais e 9 disciplinas ao vivo por webconferência, com avaliações feitas por trabalhos, na maioria em grupo, o que amplia o networking. As unidades ficam em Alphaville, Osasco, Santo André e Santos. O MBA em Inteligência Artificial é coordenado pelo professor Rodrigo Togneri, PhD em engenharia da informação, com experiência como executivo em projetos de big data e análise de dados. A FGV, segundo a Strong, aparece entre as 150 melhores instituições de ensino superior do mundo em ranking do jornal The New York Times e foi eleita o 3º melhor think tank do mundo no Global Go To Think Tank Index.

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FAQ

Perguntas e respostas

CIO significa Chief Information Officer, ou diretor de tecnologia da informação. É o executivo máximo de TI de uma empresa e responde por sistemas, infraestrutura, dados, segurança e orçamento da área. O termo foi formalizado em 1981 por William Synnott e William Gruber.

O CIO cuida da tecnologia que sustenta a operação interna da empresa, como ERP, redes, nuvem e segurança. O CTO cuida da tecnologia embutida no produto ou serviço vendido ao cliente. Em empresas menores, uma só pessoa acumula os dois cargos.

Não. O CISO responde exclusivamente pela segurança da informação, enquanto o CIO responde por toda a tecnologia, incluindo a segurança. Em muitas empresas o CISO reporta ao CIO; em outras, reporta direto ao CEO ou ao conselho, para ter independência.

Não precisa programar no dia a dia, mas precisa entender arquitetura, segurança e custo o suficiente para avaliar propostas e questionar o time. A maior parte do trabalho é decidir, negociar e liderar, e não escrever código.

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