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Guia de Carreiras - Strong

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Um guia completo sobre a carreira de
CSO / Chief Strategy Officer

Também conhecido como:
Chief Strategy Officer, Diretor de Estratégia, Diretor de Planejamento Estratégico, Head de Estratégia Corporativa, Vice-Presidente de Estratégia
Código CBO: ? CBO é a Classificação Brasileira de Ocupações. Ele é um código oficial criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Você pode consultar os códigos diretamente na página oficial do MTE.
1210-05

O CSO (Chief Strategy Officer) é o diretor de estratégia: o executivo que ajuda o CEO e o conselho a decidir onde a empresa vai competir, em que apostar e como alocar capital. Conduz o ciclo de planejamento, avalia aquisições e parcerias e acompanha se a estratégia sai do papel.

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Salários de até +
R$ 55.000
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Qual é a importância de um CSO?

Por que a Fujifilm sobreviveu ao fim do filme e a Kodak não?

Em 1975, o engenheiro Steve Sasson, da Kodak, construiu o primeiro protótipo de câmera digital, um aparelho do tamanho de uma torradeira. A Kodak sabia, portanto, o que vinha pela frente, e mesmo assim entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) em 19 de janeiro de 2012, com dívidas de cerca de US$ 6,75 bilhões. A demanda mundial por filme fotográfico atingiu o pico por volta de 2000 e caiu mais de 90% até 2010. A Fujifilm, que dependia do filme para cerca de 60% das vendas, enfrentou a mesma queda. Em 2004, o presidente Shigetaka Komori lançou o plano VISION 75, que reduziu a produção de filme e ordenou um inventário de todas as tecnologias da empresa, cruzadas com mercados fora da fotografia. A Fujifilm comprou a Toyama Chemical em 2008 e entrou em cosméticos, saúde e materiais. A Kodak perguntou como ganhar na fotografia digital, e a Fujifilm perguntou o que de fato sabia fazer. É a pergunta que a função do CSO existe para fazer antes que o mercado a faça.

Saiba tudo sobre a carreira de CSO!

Neste artigo você encontrará os seguintes assuntos:

Apresentação

Significado da sigla CSO

CSO é a sigla de Chief Strategy Officer, em português diretor de estratégia ou diretor de planejamento estratégico: o executivo responsável por organizar o processo de estratégia da empresa, preparar as alternativas que o CEO e o conselho avaliam e acompanhar a execução das escolhas feitas. A sigla também é usada, em outras empresas, para Chief Sustainability Officer, o diretor de sustentabilidade, cargo diferente com outra missão. Na Classificação Brasileira de Ocupações, o cargo aparece como Diretor de planejamento estratégico (CBO 1210-05), dentro da família dos diretores gerais.

Diferença entre CSO e CEO

O CEO responde pela estratégia da empresa; o CSO a estrutura. Na prática, o CEO decide, e o CSO leva os dados, propõe as alternativas, testa as premissas e coordena as áreas que implantam a decisão. Em estudo da Heidrick & Struggles, Brad Fluegel, ex-executivo de estratégia e desenvolvimento de negócios da Walgreens, resume a relação ao dizer que o CSO reflete o CEO, que é o responsável pela estratégia. A mesma pesquisa conclui que a relação de confiança entre os dois é decisiva e que o CSO deve se reportar ao CEO.

CSO, CFO, COO, CIO e CTO: como dividem a diretoria

O CEO / Diretor-Geral conduz a empresa; o CFO (Chief Financial Officer) controla caixa e orçamento e divide com o CSO as decisões de alocação de capital; o COO (Chief Operating Officer) executa a operação que a estratégia move; o CIO (Chief Information Officer) e o CTO (Chief Technology Officer) cuidam de sistemas e tecnologia, hoje no centro de várias apostas estratégicas. O CSO conversa com todos, porque uma estratégia só vale se o orçamento, a operação e a tecnologia a sustentarem.

Um cargo de escopo variável

O escopo do CSO muda de empresa para empresa. A Heidrick & Struggles descreve, em estudo sobre 62 organizações de saúde nos EUA, dois extremos: de um lado, CSOs com alcance amplo, com estratégia, ventures, fusões e aquisições, digital e, às vezes, tecnologia e marketing sob sua liderança; de outro, CSOs responsáveis apenas pelo processo anual de revisão da estratégia, sem responsabilidade operacional. A Deloitte, em pesquisa de 2026 com 148 líderes de estratégia, mostra o lado prático: cerca de metade dos CSOs tem cinco ou menos subordinados diretos, e quase dois terços lideram iniciativas de transformação entre áreas.

Autoridade e capacidade: o desafio central do cargo

A pesquisa Global CSO Survey 2026 da Deloitte, aplicada entre setembro e novembro de 2025, apontou uma tensão: 65% dos CSOs não são donos das principais decisões estratégicas, e mais da metade diz ter prioridades demais e tempo de menos. A consultoria alerta que, sem direitos de decisão alinhados, o CSO corre o risco de ficar à margem. Em outra frente, 51% esperam uma parceria mais próxima com a IA. A leitura prática: o CSO influencia mais pela qualidade da análise e pela confiança do CEO do que pelo organograma.

Quem chega ao cargo e quanto tempo fica

Na Heidrick, entre CSOs de organizações de saúde nos EUA, os executivos chegam de operações e gestão de resultado de unidade, desenvolvimento de negócios, inovação de modelo de negócio e de consultorias externas. Só 8% já tinham exercido o cargo, e o tempo médio na posição é de quase 4 anos (3,94). Por ser função recente, a trajetória não é padronizada. No Brasil, não há levantamento consolidado sobre os CSOs, mas a RAIS de 2024 registra 4.639 vínculos ativos na ocupação Diretor de planejamento estratégico, e o Novo CAGED registrou 628 admissões e 863 desligamentos entre setembro de 2025 e agosto de 2026.

A quem o CSO responde e quais as bases legais

Na maioria das empresas, o CSO responde ao CEO e participa do comitê executivo. A Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/1976) atribui ao conselho de administração, no artigo 142, a tarefa de fixar a orientação geral dos negócios da companhia, e o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC, em sua 6ª edição (2023), lista entre as competências do conselho definir as estratégias que norteiam as atividades da organização. Nas estatais, a Lei 13.303/2016 exige, no artigo 23, que a diretoria apresente ao conselho o plano de negócios do ano seguinte e a estratégia de longo prazo atualizada, com análise de riscos e oportunidades, para ao menos 5 anos. Como o COO e o CHRO, o CSO é um título de mercado, e as atribuições vêm do estatuto ou do contrato social. Quando é diretor estatutário, responde pelo dever de diligência do artigo 153 da Lei 6.404/1976.

Salário médio e perspectivas de carreira do CSO

Salário médio

Júnior: R$ 25.000

Sênior: R$ 55.000+

A remuneração varia conforme região, porte da empresa e nível de experiência. Cargos de liderança e especializações elevam significativamente os valores. A progressão típica acontece em etapas.

O salário de um CSO, no cargo de Diretor de Planejamento Estratégico, tem média de R$ 19.734 por mês no Brasil, com piso de R$ 4.360 e teto de R$ 52.929, segundo o Salario.com.br (dados do CAGED de 1.410 profissionais nos últimos 12 meses, atualizados em 8 de outubro de 2026). O Novo CAGED mostra mediana de admissão de R$ 9.019 entre setembro de 2025 e agosto de 2026, com 590 contratações de jornada de 40 horas ou mais: 10% entraram com até R$ 2.015 e 10%, com mais de R$ 51.025. A mediana de quem já atua, na RAIS de 2024, é de R$ 8.177. A dispersão é enorme porque a ocupação reúne diretores de empresas de todos os portes. Para empresas médias e grandes, o Guia Salarial 2026 da Michael Page, no cargo de Diretor de Planejamento, aponta de R$ 25.000 a R$ 35.000 em empresas pequenas e médias e de R$ 35.000 a R$ 55.000 em grandes, mas esse cargo aparece na parte de planejamento e custos da seção de engenharia do guia, e vale como referência de um segmento. Não há levantamento público brasileiro específico para o CSO de companhias abertas.

Faixas salariais por estágio da carreira

A tabela mostra a escada de estratégia com as fontes disponíveis. A linha de analista sênior vem do Empregos.com.br (CAGED e RAIS, 2026). A de gerente e a de diretor de planejamento em engenharia vêm do Guia Salarial 2026 da Michael Page, do mínimo de empresas pequenas e médias ao máximo de empresas grandes. As duas últimas linhas são do Diretor de Planejamento Estratégico (CBO 1210-05) em registros do CAGED.

EstágioFaixa salarial mensalPerfil típico
Analista Sênior de Planejamento EstratégicoR$ 6.293 – R$ 7.6005+ anos; prepara as análises que sustentam as decisões da área
Gerente de Planejamento Estratégico (engenharia)R$ 22.500 – R$ 32.000Comanda a área e o ciclo de planejamento; referência da seção de engenharia da Michael Page
Diretor de Planejamento (engenharia, empresas médias e grandes)R$ 25.000 – R$ 55.000Referência da seção de engenharia da Michael Page, de empresas pequenas e médias a grandes
Diretor de Planejamento Estratégico (todos os portes)R$ 4.360 – R$ 52.929Piso e teto do CAGED em 12 meses; média de R$ 19.734
Diretor de Planejamento Estratégico (São Paulo)R$ 22.000 (mediana)Mediana de admissão no Novo CAGED (set/2025 a ago/2026)

O que faz o salário de CSO subir ou cair

Porte da empresa. É o fator de maior peso nos dados da Michael Page: o piso do Diretor de Planejamento passa de R$ 25.000 para R$ 35.000 de empresas pequenas e médias para grandes, alta de 40%, e o teto passa de R$ 35.000 para R$ 55.000, alta de 57%. Entre o gerente de planejamento estratégico e o diretor, o teto sobe de R$ 32.000 para R$ 55.000, e a diferença paga a responsabilidade pelo conjunto da estratégia.

Região. Pelo Salario.com.br, a média do Diretor de Planejamento Estratégico é de R$ 23.522 no Sudeste, R$ 17.332 no Sul, R$ 12.522 no Norte, R$ 11.300 no Centro-Oeste e R$ 6.722 no Nordeste. A média do Sudeste é 3,5 vezes a do Nordeste. No Novo CAGED, a mediana de admissão em São Paulo foi de R$ 22.000, contra R$ 6.000 em Minas Gerais e R$ 4.600 no Rio de Janeiro. Como a ocupação reúne empresas muito diferentes, a mediana de um estado depende de quantas empresas grandes têm sede nele.

Experiência e escopo. A descrição da família 1210 da CBO indica que a preparação para a direção vem depois de cerca de 5 anos de experiência relacionada. Um CSO que responde só pelo ciclo anual de planejamento tende a ganhar menos do que o que acumula fusões e aquisições, transformação ou tecnologia, em linha com o que a Heidrick descreve sobre o escopo variável do cargo.

Remuneração variável. Os guias consultados trazem faixas mensais. Bônus, participação nos resultados e incentivos de longo prazo, comuns em pacotes de diretoria, são negociados à parte e podem alterar bastante o ganho total.

Perspectivas de crescimento e próximos passos

A trilha clássica passa por analista, coordenador, gerente e diretor de planejamento estratégico, sem prazo fixo. Em estudo da Heidrick com CSOs de saúde nos EUA, só 8% já tinham ocupado o cargo antes, e as portas de entrada são operações, gestão de resultado de unidade, desenvolvimento de negócios, inovação e consultoria. No Brasil, uma passagem por consultoria de estratégia, por fusões e aquisições ou por uma diretoria de unidade de negócio costuma acelerar a chegada.

Do posto de CSO, os destinos naturais são a direção-geral de uma unidade de negócio, a diretoria financeira, a diretoria de operações, a presidência da empresa, cadeiras em conselhos de administração e a atuação em fundos de private equity e venture capital. A carreira de CEO / Diretor-Geral aparece no Guia de Carreiras da Strong com faixa média de R$ 23.000 a R$ 80.000.

Mitos e Verdades da carreira de CSO

✕ MITO O CSO é o dono da estratégia da empresa.
✓ VERDADE A estratégia é responsabilidade do CEO; o CSO prepara alternativas e análises. Na pesquisa da Deloitte, 65% dos CSOs dizem não ser donos das principais decisões estratégicas.
✕ MITO O cargo de CSO se resume a planejamento.
✓ VERDADE Segundo a Deloitte, quase dois terços dos CSOs lideram transformações entre áreas, e mais da metade conduz agendas que vão além do papel consultivo.
✕ MITO CSO é o mesmo que Chief Sustainability Officer.
✓ VERDADE A sigla é igual, mas os cargos são diferentes: o Chief Strategy Officer cuida da estratégia do negócio, e o Chief Sustainability Officer, da agenda de sustentabilidade.
✕ MITO A maioria dos CSOs se sente pronta para reinventar a empresa.
✓ VERDADE Na pesquisa da BCG com 175 CSOs, 94% consideram a reinvenção contínua crítica, mas só 12% dizem estar bem preparados para conduzi-la.
✕ MITO O CSO sempre vem de consultoria estratégica.
✓ VERDADE Num estudo da Heidrick com CSOs da saúde nos EUA, a maioria veio de operações, de gestão de resultado ou de desenvolvimento de negócios; uma parcela veio de consultorias.

O que faz um CSO? Funções principais

O CSO organiza o processo de estratégia da empresa, prepara as alternativas que o CEO e o conselho decidem, avalia aquisições e parcerias, acompanha a execução e antecipa mudanças no mercado.

Conduz o ciclo de estratégia e a visão de longo prazo

O CSO define, com o CEO, como a empresa constrói a estratégia: o calendário, as perguntas que a diretoria precisa responder, os cenários a testar e o formato em que as alternativas chegam ao conselho. Nas estatais, o ciclo tem uma exigência legal: a Lei 13.303/2016 obriga a diretoria a apresentar, até a última reunião ordinária do conselho do ano anterior, o plano de negócios do ano seguinte e a estratégia de longo prazo para ao menos 5 anos. Em empresas privadas, o conselho cobra algo equivalente por força do artigo 142 da Lei das S.A.

Transforma a estratégia em prioridades e metas

Uma estratégia só é executada quando vira poucas prioridades com dono e indicador. O CSO coordena o desdobramento da visão em objetivos por diretoria, usando métodos como o Balanced Scorecard, proposto por Robert Kaplan e David Norton em 1992, ou os OKRs, e verifica se as metas das áreas se somam em vez de competir. Costuma ser o executivo que mais usa a palavra “não” no processo: corta iniciativas que não servem à direção escolhida.

Decide, com o CEO e o CFO, onde alocar capital e recursos

O estudo da McKinsey com 1.616 empresas americanas entre 1990 e 2005 mostrou que o terço que mais realocou capital entre seus negócios, em média 56% ao longo de 15 anos, obteve retorno total ao acionista de 10,2% ao ano, contra 7,8% do terço que menos o fez. Na análise até 2010, a diferença entre os que mais e os que menos realocaram subiu para 3,9 pontos percentuais ao ano. Alocar capital é a decisão em que a estratégia aparece no orçamento, e o CSO leva ao CFO a visão de longo prazo que o ciclo orçamentário anual tende a perder.

Conduz fusões, aquisições, parcerias e desinvestimentos

Em muitas empresas, a área de desenvolvimento corporativo reporta ao CSO. O trabalho envolve mapear alvos, estimar o valor da empresa por fluxo de caixa descontado e por múltiplos, estimar sinergias e negociar. Um exemplo hipotético: uma empresa-alvo com EBITDA de R$ 50 milhões, negociada a 8 vezes o EBITDA, vale R$ 400 milhões. Se as sinergias esperadas somarem R$ 10 milhões por ano, o mesmo múltiplo as avalia em R$ 80 milhões, e esse é o teto de ágio que se pode pagar sem transferir todo o valor ao vendedor. O CSO também recomenda vender o que deixou de se encaixar no portfólio.

Monitora o ambiente e antecipa mudanças

O CSO mantém um radar do que muda fora da empresa: tecnologias, regulação, concorrentes novos, comportamento do cliente e geopolítica. O caso da Kodak mostra o custo de ignorar o que a empresa já via. A BCG calcula, em pesquisa com 175 CSOs, que fatores de contexto, como política, tecnologia e clima, explicam quase metade da variação da lucratividade das empresas, e que 80% dos estrategistas consideram a gestão dessa complexidade central no seu trabalho.

Lidera transformações e iniciativas entre áreas

Segundo a Deloitte, quase dois terços dos CSOs lideram iniciativas de transformação entre áreas, e mais da metade conduz agendas que vão além do papel consultivo. Quando a empresa decide mudar de modelo de negócio, entrar num mercado ou integrar uma aquisição, o CSO costuma coordenar o escritório que acompanha o projeto, mesmo sem comandar as equipes que o executam.

Prepara o conselho e a governança da estratégia

O CSO monta, com o CEO, o material de estratégia que o conselho de administração discute: alternativas, premissas, riscos e indicadores de acompanhamento. O Código do IBGC (6ª edição, 2023) lista entre as competências do conselho definir as estratégias que norteiam as atividades da organização, e o CSO é quem alimenta essa discussão com análise independente. O papel exige discrição: decisões estratégicas, segundo o próprio Código, podem exigir confidencialidade.

Define o papel da IA e dos dados na estratégia

Na pesquisa da Deloitte, só 28% dos CSOs co-lideram as decisões de IA da empresa e 51% esperam uma parceria mais próxima com a tecnologia. A consultoria resume o desafio ao afirmar que os CSOs usam IA, mas raramente lideram com ela. O CSO que enxerga a IA como estratégia, e não só como ferramenta de análise, decide onde ela muda o modelo de negócio, onde ela ameaça a vantagem atual e quanto investir em dados e capacidade.

Monta e lidera a equipe de estratégia

A equipe de estratégia é pequena, e a Deloitte mostra que cerca de metade dos CSOs tem cinco ou menos subordinados diretos. O CSO escolhe analistas e gerentes com formação diversa, de finanças a tecnologia, e os protege do trabalho que desvia do foco. Um bom time de estratégia entrega poucas análises, bem fundamentadas, no momento em que a diretoria precisa decidir.

Onde trabalha um CSO?

Grandes grupos industriais, de energia e de materiais

Empresas que investem em ativos de longo prazo decidem expansão, capacidade e portfólio em ciclos de anos, o que cria demanda por uma função de estratégia forte. O CSO atua na definição de onde construir, quais negócios manter e quando vender, com base em projeções de preço de commodities, demanda e regulação.

Bancos, seguradoras e serviços financeiros

O setor financeiro combina regulação, alocação de capital e concorrência com fintechs. O CSO acompanha participação de mercado, parcerias, aquisições e novos modelos, e trabalha próximo do CFO e do diretor de riscos. Na PwC Strategy&, o estudo de 2023 com CSOs de bancos e seguradoras em países da região EMEA mostra que o cargo envolve iniciativas de transformação, além da agenda puramente estratégica.

Saúde

Na pesquisa da Heidrick, 90% das 62 organizações de saúde dos EUA analisadas tinham um CSO ou cargo semelhante. Operadoras, hospitais e redes de laboratórios enfrentam consolidação de mercado, mudança no modelo de remuneração e pressão regulatória, e dependem de decisões de portfólio, aquisição e parceria.

Tecnologia, telecomunicações e mídia

Setores com mudança tecnológica rápida revisam a estratégia com mais frequência. O CSO de uma empresa de tecnologia ou de telecomunicações avalia plataformas, parcerias, aquisições de startups e a posição da empresa diante da IA.

Varejo, bens de consumo e serviços

Margens apertadas, mudança de canal e concorrência de plataformas colocam a estratégia no centro. O CSO decide que formatos de loja, marcas e geografias priorizar e como combinar o canal físico com o digital.

Estatais, setor público e entidades de governança

Nas empresas públicas e sociedades de economia mista, a Lei 13.303/2016 exige estratégia de longo prazo e plano de negócios aprovados pelo conselho, o que sustenta a área de estratégia. Na administração direta, o plano plurianual (PPA), previsto no artigo 165 da Constituição Federal, fixa diretrizes, objetivos e metas para as despesas de capital e os programas de duração continuada.

Holdings, empresas familiares e fundos

Em holdings e grupos familiares, a estratégia decide a composição do portfólio e a sucessão. O Código do IBGC é dirigido a empresas familiares, estatais, cooperativas, companhias abertas e fechadas, entre outras. Fundos de private equity e venture capital têm funções próximas à do CSO nas empresas investidas, com plano de criação de valor e saída.

Quais as habilidades e competências necessárias para ser CSO?

Soft skills

  • Visão sistêmica
  • Confidencialidade e discrição
  • Pensamento estratégico
  • Argumentação e persuasão
  • Tomada de decisão sob incerteza
  • Negociação
  • Liderança

Hard skills

  • Planejamento estratégico
  • Domínio de ferramentas de IA generativa
  • Análise de demonstrações financeiras
  • Interpretação de indicadores de mercado
  • Metodologias de gestão
  • Gestão de riscos
  • Gestão financeira

Formação e qualificações recomendadas para CSO

Graduação

Não há graduação obrigatória. Os caminhos mais comuns passam por Administração, Economia, Engenharia, Direito e Ciências Contábeis. A graduação em Administração da Strong, de 4 anos, com turmas em Santo André e Santos e início em fevereiro de 2027, cobre estratégia empresarial, gestão financeira, marketing, recursos humanos e análise de dados. A graduação em Economia dá a base de cenários e mercados.

MBA e pós-graduação

O MBA é o passo comum entre a gerência e a diretoria. O MBA FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios tem cerca de 20 meses, formato presencial e blended, aulas noturnas em Santo André e 20 disciplinas, entre elas Análise de Cenários Macroeconômicos, Estratégias para o Crescimento da Empresa, Análise das Demonstrações Financeiras, Análise de Projetos de Investimento, Valuation de Empresas, Inteligência Artificial Aplicada aos Negócios, Internacionalização de Empresas e Liderança e Construção de Equipes de Alto Desempenho. O público é formado por profissionais que exercem ou pretendem exercer funções de alta administração. A coordenação é do professor Antônio André Neto, doutor pela UFRJ, com extensões em Mergers and Acquisitions pela University of Pennsylvania e em Negotiation pela Harvard University.

Para quem prefere aulas online ao vivo, há o MBA Executivo em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios – Live, o MBA Executivo em Finanças e Corporate Finance – Live e o MBA em Private Equity, Venture Capital e Investimentos em Startups – Live. O MBA FGV em Gestão Empresarial amplia a visão para operações, finanças e pessoas. Conheça o MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios da Strong Business School.

Certificações e formações complementares

Certificações servem como linguagem comum e não substituem histórico. Para quem trabalha com avaliação de empresas, a CFA, do CFA Institute, é referência em análise de investimentos. Quem quer chegar a conselhos de administração encontra cursos de formação de conselheiros em entidades como o IBGC. Metodologias como o Balanced Scorecard e os OKRs completam o repertório. O que a diretoria avalia, em todos os casos, é a qualidade do julgamento nas decisões que o candidato apoiou.

Experiência, números e inglês

A trajetória conta tanto quanto o diploma. O que costuma sustentar a promoção é a passagem por uma área que gera números e resultado, como finanças, operações ou uma unidade de negócio, por um projeto de fusão ou aquisição e por um papel que exigiu convencer diretores sem autoridade formal. Entender de demonstrações financeiras e de valuation é requisito: o CSO discute retorno, risco e capital com o CFO. O inglês é requisito prático em multinacionais, em consultorias e na leitura de relatórios setoriais.

Desafios e tendências para a carreira de CSO

Responsabilidade por resultado sem autoridade formal

A Deloitte observa que os CSOs são avaliados por resultados e entrega, com peso crescente, mas muitas vezes não têm a autoridade formal, os direitos de decisão ou os recursos que acompanham a liderança operacional. Mais da metade diz ter prioridades demais e pouco tempo. O caminho prático é fixar com o CEO, nos primeiros meses, os poucos temas pelos quais a função será cobrada e os direitos de decisão em cada um.

IA como estratégia, e não só como ferramenta

Na pesquisa da BCG com 175 CSOs, quase 6 em 10 dizem que considerar os efeitos da IA é central no seu papel, e três quartos reconhecem a necessidade de desenvolver capacidade nessa área. A consultoria sugere rotinas que embutem ceticismo no processo de decisão, como a auditoria de premissas antes de decisões apoiadas em IA e o rodízio de um time de contestação (red team), que tem 48 horas para montar o argumento contrário a uma recomendação. O risco é que a análise fique barata e o julgamento, raro.

Complexidade e reinvenção contínua

A BCG relata que 80% dos estrategistas ouvidos consideram a gestão da complexidade central no seu trabalho e que 94% classificam como crítica a capacidade de reinventar a empresa continuamente, mas só 12% se dizem bem preparados para isso. A pergunta que a consultoria recomenda, “o que construiríamos se começássemos do zero?”, é o que a Fujifilm fez ao inventariar as tecnologias que dominava em vez de proteger o produto que vendia.

Horizontes de tempo em conflito

Mais de três quartos dos estrategistas da BCG dizem que equilibrar metas de curto e de longo prazo é parte importante do trabalho, e metade não tem confiança nas próprias habilidades para isso. A consultoria afirma que apenas 2% das empresas administram bem essa troca. O CSO enfrenta a pressão do resultado trimestral e a necessidade de apostas que só se pagam em anos, e precisa dar ao conselho um critério para escolher entre as duas.

Regras que mudam no Brasil: reforma tributária e fim da escala 6×1

A reforma tributária do consumo substitui PIS, Cofins, ICMS e ISS por CBS e IBS entre 2026 e 2033, com 2026 como ano de teste (alíquotas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS), segundo a Receita Federal. O Senado aprovou em 14 de outubro de 2026, por 75 votos a 1, a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário, e o Congresso a promulgou em 16 de outubro. As duas mudanças alteram margens, preços e custo de pessoal, e entram nos cenários de longo prazo de qualquer empresa com operação no país.

Conteúdos recomendados

Seja um CSO de sucesso! A Strong Business School te ajudará nessa caminhada

O caminho até a diretoria de estratégia combina o que a rotina de planejamento ensina com o que ela raramente cobre: valuation, fusões e aquisições, alocação de capital e linguagem de conselho. É nessa lacuna que atuam os programas da Strong Business School, que oferece o MBA FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, o MBA Executivo em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios em formato Live, os MBAs Live em Finanças e Corporate Finance e em Private Equity, Venture Capital e Investimentos em Startups, o MBA FGV em Gestão Empresarial e as graduações em Administração e Economia.

Os diferenciais estão no conteúdo e na rede. O MBA FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios combina cenários macroeconômicos, finanças corporativas, valuation, inovação e liderança em cerca de 20 meses, no período noturno em Santo André, e é voltado a profissionais que exercem ou pretendem exercer funções de alta administração. A Strong informa que a FGV foi eleita, por 11 anos consecutivos, o melhor think tank da América Latina e ficou em terceiro lugar no mundo na última edição do Global Go To Think Tank Index Report, e que aparece entre as 150 melhores instituições de ensino superior do mundo em ranking do jornal The New York Times.

Quem lidera planejamento, controladoria ou uma unidade de negócio e quer chegar à diretoria encontra no MBA FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios um ponto de partida direto. Quem prefere estudar online e ao vivo pode optar pelo MBA Executivo em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios – Live. Quem está no início da trajetória pode começar pela graduação em Administração ou pela graduação em Economia. Todos os programas estão em strong.com.br/mba-pos-fgv.

FAQ

Perguntas e respostas

CSO significa Chief Strategy Officer, em português diretor de estratégia ou diretor de planejamento estratégico. É o executivo que organiza o processo de estratégia da empresa, prepara as alternativas que o CEO e o conselho avaliam, avalia aquisições e parcerias e acompanha a execução das escolhas.

Não. A sigla é a mesma, mas o Chief Strategy Officer cuida da estratégia do negócio, enquanto o Chief Sustainability Officer lidera a agenda de sustentabilidade e ESG. Em algumas empresas, os dois cargos trabalham juntos para integrar metas ambientais e sociais ao plano estratégico.

O CSO conduz o ciclo anual de estratégia, ajuda a decidir onde alocar capital, avalia fusões, aquisições e parcerias, coordena iniciativas de transformação entre áreas, prepara o material de estratégia para o conselho e acompanha os indicadores que mostram se a estratégia está funcionando.

Segundo o Salario.com.br, o Diretor de Planejamento Estratégico tem média de R$ 19.734 por mês, com piso de R$ 4.360 e teto de R$ 52.929. No Guia Salarial 2026 da Michael Page, o cargo de Diretor de Planejamento, na seção de engenharia, vai de R$ 25.000 a R$ 55.000. A região pesa: a média do Sudeste (R$ 23.522) é 3,5 vezes a do Nordeste (R$ 6.722).

Não há formação obrigatória. Os caminhos mais comuns passam por Administração, Economia, Engenharia e Direito, seguidos de MBA em estratégia, finanças ou gestão empresarial. O que sustenta a promoção é o histórico em áreas que geram resultado, a experiência em fusões e aquisições ou consultoria e a capacidade de defender recomendações perante a diretoria.

O CEO é o responsável pela estratégia, e o conselho de administração fixa a orientação geral dos negócios, segundo o artigo 142 da Lei 6.404/1976. O CSO estrutura o processo, prepara as alternativas e coordena a execução. Na pesquisa da Deloitte, 65% dos CSOs afirmam não ser donos das principais decisões estratégicas.

O gerente de planejamento estratégico comanda a área ou o processo de planejamento, com orçamento e escopo definidos. O CSO integra o comitê executivo, trabalha com o CEO nas escolhas de portfólio, aquisições e capital e responde pelo conjunto da estratégia. Em empresas menores, uma mesma pessoa acumula as duas funções.

Não. Em empresas menores, a estratégia fica com o CEO, o fundador ou o diretor financeiro. Nas estatais, porém, a Lei 13.303/2016 obriga a diretoria a apresentar ao conselho um plano de negócios anual e uma estratégia de longo prazo para ao menos 5 anos, o que sustenta uma área dedicada.

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CIO / Chief Information Officer

Também conhecido como:
Diretor de TI, Diretor de Tecnologia
Código CBO:
1236-05
Marketing e Vendas

Diretor de Marketing (CMO)

Também conhecido como:
Chief Marketing Officer, Head de Marketing, Diretor de Marketing e Vendas
Economia e Finanças

Diretor Financeiro (CFO)

Também conhecido como:
CFO (Chief Financial Officer), Diretor de Finanças e Controladoria, Vice-Presidente de Finanças (VP Finance), Head of Finance
Administração e Negócios Em alta

Especialista em ESG e Sustentabilidade

Também conhecido como:
Analista de Sustentabilidade, Gestor de ESG, Chief Sustainability Officer (CSO)
Administração e Negócios Em alta

Gestor de Projetos

Também conhecido como:
Project Manager (PM), Gerente de PMO, Consultor de Projetos
Inovação e Tecnologia

Growth / Chief Growth Officer (CGO)

Também conhecido como:
Head de Growth, Diretor de Growth, Gerente de Crescimento, Growth Hacker
Strong Business School

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Com o foco e compromisso com a qualidade, o curso de Administração conquistou em 2014 nota máxima no ENADE (5) e no IGC, que colocou a Strong Business School no primeiro lugar entre as faculdades de Administração do Estado de SP.

O curso de Economia também conquistou a nota máxima no ENADE (5), se tornando o melhor do Estado e o segundo melhor do Brasil. Em 2018, foi a vez do curso de Publicidade e Propaganda atingir a nota máxima e se posicionar como o melhor do país.

Quando pensamos em cursos de Pós-Graduação e MBA, a Strong possui convênio com a Fundação Getulio Vargas. Com isso os alunos contam com a qualidade e o renome da FGV em seu curso, realizando seus cursos aqui nas instalações da Strong.

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150 > A Fundação Getulio Vargas está entre as 150 melhores instituições de ensino superior do mundo. Ranking do The New York Times.

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Alameda Tocantins, 350, 6º andar (Condomínio West Corp) - Alphaville Industrial - Barueri/SP

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